Darkstalkers: 20 anos sob a sombra de Street Fighter

O primeiro jogo da série "Darkstalkers" foi lançado no começo de julho de 1994, cerca de sete anos após "Street Fighter" jÁ ter ganho quase todo o espaço dos jogos de luta da geração. Por mais que os dois títulos sejam da Capcom, os dois partilhem o mesmo sistema de batalha (combos pequenos, controles mais "pesados") e os dois tenham personagens muito conhecidos no mundo gamer, "Darkstalkers" nunca conseguiu devida atenção por causa de seu predecessor.

É só pegarmos os números: enquanto a série toda baseada em monstros humanoides só teve três versões originais (e mais quatro updates e um relançamento HD), Ryu e cia. jÁ estão na quinta edição (e na décima nona atualização) - lembrando que não estou contando os crossovers, como "Marvel vs Capcom" ou "SNK vs. Capcom". Não desmerecendo "Street Fighter", mas "Darkstalkers" merecia, e muito, uma nova edição no estilo "Street Fighter IV". 

Não adianta falar que uma das melhores qualidades do jogo, que é a arte muito bem desenhada e com cores vivas, seria perdida. Felicia, Morrigan e Hsien-Ko apareceram no "Marvel vs. Capcom 3" e estão mais bem feitas do que nunca. Assim como os personagens de "Street Fighter" foram muito bem recebidos na nova geração, o elenco de "Darkstalkers" também seria.

Eu, sinceramente, não vejo nada em que a principal série de luta da Capcom seja melhor do que "Vampire" (esse é nome de "Darkstalkers" no Japão). A única coisa que "Street Fighter" possui a mais é a quantidade de personagens. Mas, convenhamos, se dois jogos e quinze edições atualizadas a mais não aumentassem a escolha de lutadores, podíamos processar a produtora. Danos morais isso aí!

De acordo com o GamesRadar, "Darkstalkers" detém uma das maiores comunidades de cosplay japonês, perdendo apenas para "Final Fantasy" (que possui uns quinhentos personagens, mas isso não vem ao caso). O que é totalmente compreensível, uma vez que os personagens da série são muito característicos e extremamente bem desenhados.

- Continua após a publicidade -

Pensando nos personagens, talvez o problema maior de "Darkstalkers" esteja aí: volte para o terceiro parÁgrafo e veja quem aparece em "Marvel vs. Capcom 3". Só as mulheres do jogo (que são belíssimas, por sinal) tiveram uma chance fora de seus games. Por mais que a série seja considerada por alguns críticos como um dos jogos "baseados em seios fartos", não podem simplesmente esquecer os personagens masculinos só porque não compartilham da mesma beleza!


Curiosidade: na imagem original, esse gato saltitante não existia; a Capcom deve
ter colocado para não ter problemas

Tira o Ryu, o Ken e o Vega do "Street Fighter", só sobra trambolho! Mentira. Esqueci do Blanka. Blanka é sexy. 

"Darkstalkers" tem um ótimo potencial para se tornar um excelente game de nova geração, seja pela sua qualidade, seja pela quantidade de fãs que esperam ansiosos por uma nova versão - e não aquele remake HD que tivemos em 2013 (que é bonzinho, por sinal) e nem séries de anime de década de 90 (que são horríveis, por sinal). E não estou sozinho nessa opinião: o GamesRadar, o UGO.uk e a Complex colocaram o game em suas listas de jogos que mereciam, e muito, uma nova edição.

Vinte anos e apenas versões recicladas é uma vergonha.O mundo precisa da Felicia, da Morgana e da Q-Bee em alta definição! #novodarkstalkersjÁ


Assuntos
Tags
  • Redator: Luiz Menezes

    Luiz Menezes

    Estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina desde o segundo semestre de 2012 e gamer desde 1999, quando teve a oportunidade de jogar "Adventure" no Atari (mesmo não passando nem da segunda fase). Hoje é estressado com o Xbox 360 e com os ADCs noobs que sempre feedam o Draven. Trabalha na Adrenaline por causa da paixão por games e porque precisa de dinheiro para comprar consoles novos.

Deve ter lançamentos como leve melhorias na mesma arquitetura

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.