A volta do Menu Iniciar e como o feedback nem sempre deve ser seguido

Vida Digital

Diego Kerber

O próximo update do Windows 8.1 jÁ poderia ser chamado "O que vocês querem pack". A Microsoft focou em resolver todas as desavenças entre seus usuÁrios mais tradicionais com as mudanças drÁsticas da interface do novo sistema, e em vÁrios aspectos dÁ pra dizer que temos avanços. A criação de botões redundantes, trazendo de volta os clÁssicos botões minimizar e fechar era algo que eu até jÁ havia pedido, em outra coluna. Os aplicativos da nova interface, a Modern, também aparecerem na barra de tarefas deixou mais transparente o que estÁ aberto, quando estamos no desktop.

 E voltou!

Tudo ia bem, aí surgiu um Menu Iniciar e ferrou tudo. A sua volta estava entre os clamores populares, mas NÃO devia voltar. O motivo é simples: enquanto todas as outras modificações traziam comandos adicionais e mais intuitivos para o teclado e mouse, a reintrodução do famigerado avacalha com a lógica do novo sistema. Vai forçar quem se acostumou (e compreendeu as vantagens) do novo Windows precisar a voltar as coisas como eram no 7, no Vista, no XP, no 98... Este recurso é tão velho, que foi introduzido no 95, um com tantos anos que jÁ poderia dirigir e até mesmo beber (de preferência, não no mesmo dia) se ele quissesse.

O erro da Microsoft, neste caso, é não saber diferenciar o que realmente é interessante e o que não é, no feedback recebido. Por conta de um fato: as pessoas não sabem o que querem e tem preguiça de mudar. Entre o Menu Iniciar do Windows mil novecentos e poeira e a Tela Inicial do Windows 8 elas vão escolher o primeiro simplesmente por comodidade, mas ele não é melhor. É uma barra que empilha aplicativos, e traz uma lista pavorosa em que é preciso mirar no botão estreito para abrir a próxima lista pavorosa. Se o que te faz falta é a linha de aplicativos que você conseguia destacar, a nova tela inicial do Windows 8 faz isto de forma muito melhor.

A primeira tela do Windows 8 traz os blocos personalizados, onde dÁ para inserir todos os aplicativos que você mais usa. Os blocos são dinâmicos, então antes mesmo de abrir jÁ dÁ para saber se hÁ novidades naquele app. Não achou o que queria? Você começa a digitar o que busca (não precisa nem clicar em caixa de texto alguma, vai na fé) e com duas ou três letras o sistema jÁ estÁ filtrando aplicativos, documentos e até configurações do sistema com estas palavras. É só digitar bateria que jÁ tem cinco atalhos de configuração disponíveis.

 Tudo que o Menu Iniciar mas melhor

Qual é o sentido de mudar esta parte que é a essência da interação do sistema, agora que muita gente estava compreendendo sua lógica, e vendo seus benefícios? Ajudar os antigos usuÁrios é interessante, agora atender todos seus desejos vai fazer o Windows 8 virar o Windows 7. Não tem porque agradar um público que poderia, muito bem, nunca ter saído do XP.

Na tentativa de agradar todo mundo, o novo Menu Iniciar é uma mistura do Tela Inicial com Menu Iniciar, onde temos os apps na parte esquerda e blocos na parte direita. Não hÁ nenhuma adição em relação ao que a Tela Inicial jÁ faz, só é ela em uma versão exprimida para não assustar mais os usuÁrios tradicionais, que ao clicar no ícone Windows da lateral esquerda e ver o desktop sumir ficam tão desorientados que devem até reiniciar o computador para ver se resolve.

Se a Microsoft realmente quer tornar o Windows 8 em algo novo, um novo paradigma, e não apenas um update dos sistema, vai ser preciso uma hora ser categórica e definir algo, e não ficar remendando até todo mundo achar que ficou legal. Seguindo este caminho, vai acabar criando um sistema sem coerência na interface e, pode apostar, vai ficar igualzinho ao Windows 7.

Sinceramente, a Microsoft tem problemas bem maiores para resolver e que jÁ passaram da hora, como por exemplo usar melhor a tela com os apps. Eu jÁ estou de saco cheio de abrir o aplicativo de e-mail e ter que toda vez colocÁ-lo o canto e depois abrir o desktop de novo. JÁ passou da hora do sistema perceber que não quero este app ocupando toda a tela, e sim só lÁ no cantinho.

(Lembrando que isto tudo é uma coluna, logo É O QUE EU ACHO sobre isto. Podem discordar à vontade, e não vou me ofender com este fato. Podemos continuar amigos, só não vou mais te oferecer uma bolacha caso abra um pacote e você estiver por perto) 

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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