Coisas que o SteamOS precisa se quer mesmo estar na minha sala

Esta semana instalamos e testamos o SteamOS em um PC da redação, como puderam conferir neste vídeo. A primeira impressão foi bacana, sendo que o sistema consegue ser a interface Big Picture rodando legal no sistema Linux mas, como se trata de um protótipo, tem espaço para muita mudança ainda. O streaming de games, por exemplo, nem deu as caras, sendo que é um recurso prometido do sistema.

Como o enfoque deste sistema é "tomar a sala",  a interface voltada para controles do Big Picture é uma boa escolha. Uso um notebook velho ligado à televisão, que funciona como uma espécie de HTPC, e o SteamOS tem chamado muito minha atenção para, potencialmente, mandar o Windows 7 "pastar" e se tornar o SO deste pczinho velho. Tem potencial, mas faltam algumas coisas, e elas vão além dos jogos. Não quero todas as funcionalidades do Windows, que são um exagero para um HTPC, mas se a Valve quer mesmo o "Gabesystem" no meu notebook, ela precisa disto:

1. Suporte a multimídias e um player bacana

Meu saudoso HP Pavilion estÁ na sala ligado não apenas na televisão, mas também a um sistema de som. Com frequência, usamos ele para tocar músicas e "fazer o ambiente". Também não raro aproveito a telona e o Áudio bacana para assistir filmes e shows. A Valve precisa implementar isto de uma forma que não polua muito o sistema (quem sabe uma aba inicial multimidia, junto com loja, biblioteca e comunidade) e que seja eficiente de se navegar com o controle. Se não sabem como fazer, é só se "inspirar" no XBMC.

2. Conteúdos por streaming

YouTube e Netflix são uma parcela considerÁvel do uso de meu notebook-HTPC, e os consoles também sabem da importância de trazer este tipo de serviço agregado. Quanto mais conseguirem trazer, com uma interface funcional e simples, melhor.


Copia isto aqui. Nem vou me ofender pelo plÁgio

3. Ecossistema de controles

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O SteamOS precisa ser "pilotÁvel" com o mÁximo de controles possível. E quando digo isto, vou além de apenas dos controles para games. Penso em todo gadget que tiver disponível, quem sabe até alguns que operam por infravermelho. Outro ponto que considero praticamente indispensÁvel é apps para smartphones para controlar o sistema. A comodidade que o PC Remote me dÁ para controlar meu notebook através e smartphones é algo que evitaria a minha troca de sistema, caso o SteamOS não possua algo equivalente.

4. Compartilhamento de arquivos da rede

Como jÁ devem ter percebido, a função multimídia é algo que acho indispensÁvel no sistema. Outro recurso que seria importante é o fÁcil compartilhamento de arquivos na rede local, algo que possibilitaria rodar um arquivo presente em outro computador da casa (possivelmente, com o SO Windows).

Pilotando o SO com o smartphone. Seria bem-vindo

5. Agregar o streaming de games

Apesar de eu não ser muito fã disto, o streaming ao vivo das partidas é algo que tem se popularizado muito, em serviços como o Twitch. É importante adicionar alguma compatibilidade com este serviço, e ganha pontos extra se conseguir fazer o streaming da tela do game + imagem de webcam.

6. Jogos, jogos e mais jogos!

Como meu notebook é ferrado (Core 2 Duo + uma placa da Nvidia centenÁria) não ligo muito para a biblioteca de games. Os indies que estão disponíveis hoje jÁ garantiram uma diversão naquele PC (afinal, são só eles que ele conseguiria rodar, mesmo). Mas, como pretendo fazer um upgrade no futuro, mais games, e de franquias consagradas, serão cruciais. É esperar para ver quantas empresas vão "abraçar" a causa do pinguim, com a ida da Valve para este ecossistema.

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Dizer que um sistema operacional para games precisa de games é meio que "chover no molhado", mas coloquei este tópico mesmo assim porque é algo que vai fazer a diferença. É tipo dizer que o sistema precisa de um bom suporte de drivers, de diversas fabricantes. Por sinal, não sei mencionei, mas ele precisa de um bom suporte de drivers. E de diversas fabricantes.

7. Quero tudo isto, e quero simples

O Big Picture me agrada muito por sua praticidade, especialmente para navegar com os controles. É indispensÁvel que ele consiga adicionar estes recursos sem complicar a interface. Sei que tem um Linux rodando por baixo, e basta ir para ele para ter muitas destas funções. Mas isto não vale. Tem que ser tudo em um único lugar e de forma fluída.


Juntando todos estes pontos, o SteamOS conseguiria ser a "solução final" para meu computador da sala, atendendo todas as minhas demandas. E, sem piscar, eu mandaria o Windows 7, sistema atual dele, para o reino do esquecimento com um belo de um format.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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