Smartphones de entrada estão ficando muito bons. Pra que comprar um topo de linha?

O Lumia 520 jÁ tÁ bacaninha por 400 reais. O Moto G chegou muito bem, também, custando R$ 649. Estes aparelhos que, apesar das perdas em qualidade no design, acabamento e alguns recursos como tela, entregam uma experiência de uso praticamente tão boa que, a esta altura, estÁ ficando difícil de justificar os topo de linha.


Sou pobre mas sou limpinho (exceto pela chepa de cigarro encostada ali na direita)

Explico-me: houve uma época em que a diferença entre um smartphone barato e um caro era que o segundo funcionava. Sei, dava para usar um Galaxy Y com seus 128MB de memória interna, ou um Xperia Mini e seus 512MB de RAM. Mas era terrível! Para ter um Android decente, era preciso partir para os topo de linha, tipo o Galaxy SII ou um Atrix, por exemplo.

Mas hoje isto não é mais verdade. DÁ para "ser feliz" em um Moto G, em um Lumia 520, um LG Optimus L7 II ou um Xperia M, todos na casa dos "metade ou menos que o preço de um smartphone top". É quase um "ou compro o Galaxy S4 ou um smartphone para toda a família". E não estou falando destas fuleiras, com a famosa economia que não vale a pena, estou falando de celulares que irão funcionar muito bem!

Smartphones baratos são um dos assuntos do videocast desta semana, confere aqui neste link!

Então, jÁ que todo mundo estÁ rodando o sistema "bonitinho", o que vai justificar o preço dobrado nos topo de linha? Uma das estratégias é o design, com acabamentos caprichados, visuais chamativos e medidas enxutas e leves. Só que até nestes aspecto as coisas encurtaram o Moto G pesa apenas 13 gramas a mais que o Moto X, e tem as bordas da tela só um pouco maiores. Na reversal Finlândia, um Nokia de entrada (Lumia 520) é bem mais leve que os topo de linha (Lumia 925 e 1020) e compacto.

JÁ quase ficando encurralados, os topos de linha ficam com um último recurso: funcionalidades adicionais. No exemplo dos Moto, o X e o G são bem próximos exceto pelo núcleo de processamento dedicado aos sensores, no caso do Moto X. Assim, se você disser "Ok Google Now", o celular acende a tela e fica esperando por uma instrução de voz. O celular também sabe que "saiu do bolso" e exibe informações com a tela ainda travada. Grite à vontade com o Moto G, que nada acontece. Nem chateado ele fica.


Exemplo de funcionalidade adicional do Moto X

A Samsung foi longe nas modificações do Galaxy S4, também. O seu topo de linha tem tanto recurso extra que é possível que você desligue vÁrios deles. Desde manter a tela acesa enquanto você olha para ela até pausar um vídeo caso você não esteja olhando, o S4 se esforça para ser um smartphone melhor. Não sei vocês, mas a abordagem da Motorola parece mais convincente, mas ainda assim escolher pelo topo de linha não parece tão atraente. Afinal custa "muitos dinheiros" a mais.

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A última estratégia vem me irritando: capar os modelos de entrada, sem necessidade. Isto vem sendo feito, principalmente, na memória e no sistema operacional. Um dos poucos defeitos do Moto G é a memória, exclusivamente interna. Limitado a 8GB (gastando um pouco mais, tem versões com 16GB), não é difícil encher o celular até o gargalo, algo que deve acontecer com poucos jogos e algumas músicas. Por que não incluir uma entrada para cartão microSD, jÁ que deu pra por um cartão SIM adicional por apenas R$ 50 mais? Duvido que seja uma questão de custos.

E o velho drama do Android segue: update é para poucos. E isto é um forte argumento de compra, para modelos como a linha Galaxy S, que recebe diversas novas versão depois do lançamento e "envelhece melhor", pois tem novidades de tempos em tempos. Se o sistema do Google vem otimizando cada vez mais o uso do hardware, porque não trazer estas melhorias para os aparelhos que, justamente, mais precisam disto, os de entrada?

Espero que os "reis da montanha" dos smartphones me convençam que valem o seu custo com recursos matadores, e não colocando problema em aparelhos de entrada que poderiam ser melhores. Caso contrÁrio, é só chamar o consumidor de trouxa.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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