Você pode não ter percebido, mas a Apple mudou o mundo - de novo

O evento da Apple desta terça-feira (10/09) foi classificado por muitos como xoxo, decepcionante e sem inovação. De fato, ninguém se surpreendeu muito. O que se viu foi a confirmação de todos os rumores: iPhone 5S em prata e dourado, iPhone 5C mais barato menos caro com cores vibrantes. E só.

Isso, porém, em uma anÁlise superficial. Apesar de o iPhone 5S ser uma atualização incremental do iPhone 5, com poucas novidades, ele traz algo que tem potencial para mudar o cenÁrio dos dispositivos móveis como conhecemos hoje: o novo processador A7 de 64 bits.


Ficou assim: o 4S como modelo de entrada, o 5C intermediÁrio e o 5S o principal smartphone da empresa


É a primeira vez que um dispositivo móvel é equipado com uma CPU como essa, tão semelhante ao dos computadores. A Apple promete um desempenho duas vezes superior ao da geração anterior de iPhones, e comprovou isso exibindo o game "Infinity Blade III", que serÁ lançado assim que o iPhone 5S chegar às lojas, no final deste mês.


A arquitetura 64 bits é um passo importante para o futuro. Ela permite, por exemplo, expandir a capacidade de memória RAM dos smartphones para além dos 4GB. Ainda não vemos smartphones com essa capacidade: isso requer mais espaço físico para alocar as memórias e pode impactar severamente a autonomia da bateria, algo que ainda é um desafio nesse mundo. Portanto, uma coisa fica clara: a Apple optou por abrir uma porta para o futuro, com um caminho que deverÁ ser trilhado lentamente, ao invés de aumentar os núcleos de processamento do aparelho como faz a rival Samsung.


A coreana, por sinal, jÁ sinalizou o interesse em fabricar os novos Galaxys com chips de 64 bits, o que mostra que a Apple, como estamos acostumados a ver, inaugurou uma tendência. Se isso não é ser revolucionÁrio, o que poderia ser?

O iPhone 5C, por sua vez, tem um apelo diferente. Ele não é exatamente o iPhone SUPER barato que muita gente esperava, mas, sinceramente, isso não me surpreende. O que considero inesperada é a substituição rÁpida do iPhone 5, com um ano de vida, pelo novo modelo, com especificações praticamente idênticas mas fabricado em um material pior – o plÁstico – e ainda mais espesso e pesado. Faria mais sentido deixÁ-lo no lugar do iPhone 4S, como um aparelho de entrada mais barato, ao invés de deixÁ-lo no segmento intermediÁrio por um preço superior, por exemplo, aos aparelhos da linha Lumia, que têm um hardware parecidíssimo.

Mas, mais uma vez, a Apple mostrou que ainda sabe como criar tendências. As carcaças coloridas têm tudo para se tornarem sensação, como foram os iMacs Clamshell na década de 90. As capinhas com buracos, que permitem uma interação divertida entre as cores, evidenciam que a companhia estÁ tentando lançar moda, assim como fez com os iPods. SerÁ provavelmente o primeiro iPhone de muita gente, especialmente jovens, jÁ que o aparelho, com contrato de dois anos com a operadora, sai por US$99 nos Estados Unidos. 

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O problema é que esse modelo tem tudo para funcionar apenas por lÁ – porque esse preço realmente vale a pena. Em outros locais, onde o smartphone serÁ vendido desbloqueado, provavelmente o preço ficarÁ muito acima do aceitÁvel para um produto do segmento intermediÁrio. Como é o caso do Brasil, onde é possível adquirir bons smartphones com processadores dual-core por R$800.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

Deve ter lançamentos como leve melhorias na mesma arquitetura

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