As CPUs Haswell não deviam ser "a 4ª geração Core"

Como jÁ era aguardado e sem grandes surpresas, a nova geração de processadores Intel foi anunciada durante a Computex 2013. Não que seja maldade da minha parte: poucas foram as novidades porque a Intel é sempre bem clara em seu roadmap, e semanas antes do anúncio realizou uma série de comunicados com a imprensa, descrevendo os avanços das CPUs Haswell: 50% mais autonomia, e também 50% mais desempenho nos grÁficos integrados.

Essas evoluções são claramente voltadas para os dispositivos móveis, como Ultrabooks, e a própria Intel jÁ havia deixado claro que este é o objetivo desta geração, toda repensada para esses aparelhos leves. Aí que entra meu questionamento: se quebram o paradigma de desenvolvimento, e são enfim os processadores Intel pensados para uma nova realidade, não era hora de quebrar a sequência "Core" na nomenclatura de seus processadores? Tenho meus motivos para suspeitar que isto seria positivo, para o consumidor.

Desde a primeira geração Core, lÁ pelos idos de 2006, a nomenclatura da Intel ganhou progressivamente uma divisão clara: nós temos os modelos Core i3, i5 e i7, sendo o primeiro de entrada, o segundo do segmento intermediÁrio e o último de alto desempenho (e temos também a linha Extreme Edition do i7, de ainda mais alta performance). Esta divisão é clara, e fica evidente pela simplicidade dos nomes, mesmo que dentro destas linhas haja mais de um modelo.

Com as gerações, porém, as coisas não são tão claras para a maior parte do público. Codinomes como Ivy Bridge, Sandy Bridge e Haswell não chegam à maioria das pessoas, e informações como qual é a geração da CPU, nas especificações de notebooks, ganham bem menos a atenção da maioria dos consumidores do que detalhes como tamanho do HD ou quantidade de RAM. Mesmo naqueles adesivos colados na tampa dos aparelhos, a informação de qual modelo é (i3, i5 ou i7) é algo bem claro, mas a geração do processador estÁ na sutileza da mudança de design, algo que vai passar despercebido por 99% das pessoas.

JÁ vi vÁrias pessoas fazerem a aquisição de processadores defasados em até duas gerações, só porque "era um i7 mais barato". Em muitos destes casos, o i5 de geração atual iria ser muito mais interessante, por conta da melhora de seus grÁficos integrados. Com o Haswell, esta discrepância é ainda maior, porque a evolução na autonomia e na performance dos grÁficos integrados representam um benefício grande que devia ficar mais claro para o consumidor, evitando a compra de aparelhos de menor qualidade.

Apesar da evolução desta geração, infelizmente ela entrou na mesma "caixa obscura" da família Core, e com isto corre o mesmo risco de ter suas vantagens, frente aos Cores mais velhos, ignoradas por boa parte dos consumidores.

Claro que é chato alguém que só aponta defeitos, e não ajuda em nada. Por isto, acho que podemos dar umas sugestões para a Intel. Infelizmente, a ideia mais legal jÁ estÁ em uso pela Nvidia, com seus chips Kal-El, Wayne e Logan (não é uma pena que sejam apenas o codinome?). O pior caminho é o da Apple e seu "Novo iPad", o que me leva a desconfiar que o próximo tablet da empresa vai ter que se chamar "O ainda mais novo iPad". 

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Que tal Intel "ainda não alcancei a AMD em grÁficos mas sigo tentando" i7? 

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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