Dê adeus ao Windows Messenger (ou traga-o de volta)

O Brasil é o último país forçado a migrar do Windows Messenger para o Skype. O prazo termina hoje, ou seja, a partir de amanhã (01/05), os brasileiros não poderão mais participar daquelas clÁssicas conversas repletas de emoticons piscantes.


Todos os contatos serão sincronizados com o Skype, comunicador instantâneo multiplataforma adquirido pela Microsoft em maio de 2011. Um software que é bem mais leve, funciona melhor e, principalmente, é compatível também com dispositivos móveis, o que faz dele uma alternativa muito mais completa ao ainda tão amado Messenger.


Não que eu goste dele tanto assim. Na verdade, nunca fui muito fã do software da Microsoft, antes conhecido como MSN. Quando surgiu em 1999, tirou uma boa parcela de usuÁrios assíduos do mIRC que, gradualmente, começou a tornar-se um deserto com uma meia dúzia de adeptos mais teimosos (eu inclusa). Permitia a comunicação apenas com conhecidos – jÁ que era necessÁrio adicionar cada contato na lista antes de iniciar um bate-papo – e acabava um bocado com a graça de topar com um completo desconhecido no PVT.


O mIRC podia até nem ser bonito, mas era divertido - e engoliu muitas horas de vida dos mais viciados

Fora isso, o Messenger ainda era pesado e barulhento. No ramo de comunicadores instantâneos, o ICQ jÁ dominava o cenÁrio e era mais leve e continha mais recursos. A transferência de arquivos via ICQ, por exemplo, sempre foi superior à do Messenger, com um sistema de resumo do download caso a conexão de alguma das partes fosse interrompida. Algo que o Messenger vai morrer sem jamais ter implementado. Fato é: o pessoal esqueceu o ICQ e migrou em massa para o Messenger no começo dos anos 2000.

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Oh-oh!

Como muitas coisas, porém, o Messenger acabou virando um hÁbito, um quase-vício, algum tempo após os momentos iniciais de estranheza. Assim como mais de 100 milhões de pessoas, eu também me rendi. E, agora, estamos todos "órfãos".

O Skype tem muitas vantagens, mas a transição tem sido complicada. Nem todos os usuÁrios do Messenger estão conseguindo "fundir" suas contas facilmente. Tudo indica que levarÁ um bom tempo até que tudo se normalize. 

E tem também quem demora um bocado para se acostumar com a ideia de ser forçado a largar um software/serviço que faz parte das nossas vidas durante tanto tempo.

Não é preciso lamentar a morte do Messenger da Microsoft. Um Phoenix-down pode trazê-lo de volta, na forma de uma pequena ferramenta chamada Messenger Reviver 2 [download aqui]. Desenvolvido por um ex-funcionÁrio da equipe responsÁvel pelo software na gigante, o software automaticamente instala, repara e/ou modifica as versões 2012, 2011, 2009 e 2008 do Messenger, bem como o Windows Messenger, para continuar funcionando apesar do bloqueio da Microsoft.


O software tem pouco mais de 400Kb e, uma vez executado, detecta qual a versão do Messenger estÁ instalada e até reinstala o software caso o Skype jÁ tenha se encarregado de removê-lo sozinho. O processo é muito rÁpido, fÁcil e exige pouquíssimos cliques.

Resta saber apenas por quanto tempo essa "gambiarra" vai funcionar. Esperamos que, ao menos, seja por tempo suficiente até que todos se acostumem com a ideia de usar o Skype – e não antes que a transição para o serviço esteja 100% normalizada e eficiente.

UPDATE: Até o momento, todo mundo aqui na redação estÁ conseguindo usar o Messenger normalmente, SEM a necessidade de usar o Reviver. Contem pra gente como estão as coisas por aí. Estamos tentando contato com a Microsoft para saber se houve alguma mudança de planos e, assim que soubermos de algo, informaremos a vocês. 

UPDATE 2: A assessoria do Skype informou que jÁ iniciou a transição, com o fim do Messenger, no Brasil. O processo, segundo a empresa, vai demorar "algumas semanas", e iniciou no Brasil no último dia 30/04, conforme o planejado. Aos poucos, os usuÁrios serão migrados para o Skype.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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