Ultrabook chega para o Natal, explode em 2012 e se torna 'must-have' em 2013

No Adrenaline jÁ falamos bastante sobre o Ultrabook, nova categoria de computadores pessoais que a Intel inventou e patenteou para se referir aos notebooks ultra-finos que usam os seus processadores, além de outras tecnologias e quesitos que o diferenciam dos notebooks tradicionais. Até aí nada de novo, certo?

As novidades estão no direcionamento que a Intel estÁ dando para essa categoria, suas metas, fases de lançamento do produto e expectativas da empresa a curto, médio e longo prazo.

Segundo CÁssio Tietê, Diretor de Estratégia e Novos Negócios da Intel, a meta da empresa é audaciosa e prevê que os Ultrabooks atinjam 40% de participação no mercado de portÁteis até o final de 2012. Esta é uma meta global, mas que também se aplica ao Brasil. Nesse momento não pude deixar de indagar como a empresa planeja atingir números tão expressivos jÁ que os valores praticados no Brasil, em um primeiro momento, serão bastante impeditivos. Tietê respondeu que a Intel trabalha para que em 2012 alguns fabricantes passem a produzir os Ultrabooks localmente, diminuindo a taxação e consequentemente o preço do produto, que no final de 2012, deve chegar a casa de R$ 2.000,00, mesmo com todas as obrigações tecnológicas que a Intel impõem ao produto.

Claro que o preço é uma questão chave, mas existem outras ações muito importantes para popularizar a categoria. O primeiro grande movimento da Intel e de seus parceiros serÁ dado durante a CES 2012, que ocorre em Janeiro, em Las Vegas. Estima-se que no evento devam aparecer entre 30 e 50 modelos de Ultrabooks, dos mais variados fabricantes.Não, não sou eu quem estÁ afirmando isso e também não é um rumor sem fundamento. Isso foi dito por Shawn DuBravac, Diretor de Pesquisas da CEA - Consumer Electronics Association - associação que organiza a CES.

Guardadas as devidas proporções, este cenÁrio lembra muito o que ocorreu este ano na mesma CES com os tablets. VÁrios surgiram, alguns fizeram sucesso, e a maioria caiu no ostracismo. Agora, quando você faz um link deste tipo de declaração com outras jÁ dadas por executivos da Intel e relaciona isso com o aporte financeiro de trezentos milhões de dólares que a Intel estÁ fazendo para alavancar o desenvolvimento da categoria Ultrabook, fica claro que algo grande vem por aí.

Outro ponto que deve ser analisado ao se fazer um balanço sobre o que realmente pode ou não representar o Ultrabook, a curto, médio e longo prazo, é a curva evolutiva que esta categoria sofrerÁ nos próximos dois anos. Segundo Tietê, a estratégia da Intel prevê o lançamento do Ultrabook em três etapas, com exigências mandatórias e evolutivas em cada uma delas e que deverão ser cumpridas pelos fabricantes que quiserem adicionar modelos de Ultrabook a sua line-up de produtos.

Slide apresentado por Mooly Eden durante seu Keynote na Computex. Ultrabooks evoluem com as novas arquiteturas da Intel.

Em um primeiro momento - com produtos jÁ a venda no mercado norte americano e chegando ao Brasil para o Natal através da ASUS, HP e Acer - os Ultrabooks deverão ser equipados por processadores Intel Sandy Bridge de segunda geração, ter no mÁximo 18 milímetros de espessura, pesar até 1,4 quilogramas, ser equipado com a tecnologia Intel Rapid Start, que permite ligar e retornar o equipamento da hibernação de forma mais rÁpida e possuir ao menos cinco horas de vida útil de bateria em uso geral - o desejado pela Intel é entre seis e nove horas, mas dependerÁ de cada fabricante. Convenhamos, algo muito próximo de um MacBook Air rodando Windows!

Prevejo duas tendências nessa primeira fase. Com a chegada dos Ultrabooks ao mercado, passa a haver uma padronização maior de componentes utilizados na sua manufatura, devido ao simples fato de que para alcançar as especificações de espessura impostas pela Intel, novos componentes jÁ estão sendo desenvolvidos - mais finos e seguindo um padrão pré-determinado. A outra vantagem o consumidor deve sentir no bolso, não na compra de um Ultrabook em si, mas em um primeiro momento os Ultrabooks devem gerar uma queda de preços dos notebooks finos que não se adequam a categoria de Ultrabooks, caso do Samsung Serie 9. Isso acontecerÁ ao natural, impulsionado pela demanda crescente em dispositos portÁteis e pela concorrência que começarÁ a existir no segmento de notebooks finos, até antes inexistente.

 Modelos da Acer, ASUS e HP chegam no Brasil antes do Natal.

Quanto a segunda fase, bem, essa começa com o lançamento do Ivy Bridge, prevista para o final do primeiro trimestre de 2012. A arquitetura Ivy Bridge serÁ desenvolvida com litografia de 22 nanômetros, que só foi possível devido a invenção dos transistores Tri-Gate, que propicionarÁ uma maior autonomia de bateria aliada ao ganho de performance, além de melhorar substancialmente os grÁficos integrados, e tornar o computador mais seguro com a inserção de instruções de segurança no processador (lembra da compra da McAfee?) - pré-instalação do sistema operacional, características estas que serão automaticamente adicionadas aos Ultrabooks além, é claro, do aprimoramento de outras características da categoria, como o peso e a espessura que nesse momento deve alcançar 15 milímetros. 

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JÁ especula-se que, devido ao Keynote que Paul Otelini, CEO da Intel, farÁ durante a CES, a Intel pode vir a antecipar o lançamento da arquitetura Ivy Bridge para janeiro, sendo este o grande anúncio da empresa para o evento. Neste caso, grande parte dos novos Ultrabooks que serão apresentados na feira jÁ pertenceriam a essa nova fase, sobretudo os produtos apresentados pelos principais parceiros da Intel. Claro que esses modelos levariam algum tempo para chegar ao Brasil, mas isso jÁ me faz refletir se a primeira geração de Ultrabooks, que vem para atender as vendas de final de ano, serÁ uma opção interessante ou se o mais indicado é esperar os produtos com Ivy Bridge - enfim, o eterno dilema dos early-adopters e entusiastas de tecnologia em geral.

Reinaldo Affonso apresentando o Ultrabook durante o Intel Editor's Day.

Por fim, a terceira e última fase trarÁ as inovações mais significantes e serÁ um divisor de Águas para a categoria. Essa fase estÁ vinculada ao lançamento da arquitetura Haswell, no início de 2013. Segundo Reinaldo Affonso, Diretor de Desenvolvimento Tecnológico da Intel Brasil, a arquitetura Haswell trarÁ inúmeras inovações tecnológicas, diminuindo drasticamente o consumo de energia a ponto de permitir que um Ultrabook equipado com este processador tenha bateria suficiente para um dia inteiro de trabalho. Nesse estÁgio a Intel passa ainda a obrigar os fabricantes a implementarem telas sensíveis ao toque em seus modelos de Ultrabook. Convenhamos, não é difícil imaginar o resultado gerado pela interação que um Ultrabook com tela sensível ao toque terÁ com o sistema operacional Windows 8 (previsto para agosto de 2012).

Somando-se as características destacadas acima ao constante aprimoramento no processo de fabricação de componentes / produto em si, surge um novo horizonte, com form-factors e modelos de uso distintos, onde o Ultrabook torna-se um produto híbrido entre notebook e tablet, possivelmente conversível, com tela que se destaca do aparelho - como o tablet Asus Transformer, além de outros layouts e designs de produtos aprimorados para os novas formas de uso, criando uma experiência mais rica e profunda.

Dito isto tudo, volto ao título da coluna. Analisando o resumo do que a Intel vem falando abertamente sobre o Ultrabook, em alinhamento com o boom do mercado de portÁteis, adicionando a esperada evolução que as arquiteturas Ivy Bridge e Haswell proporcionarÁ em conjunto com o lançamento do Windows 8, em 2012, vejo o Ultrabook chegando tímido para o Natal de 2011, explodindo na segunda metade de 2012 e se tornando um produto híbrido 'must have' em 2013.

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  • Redator: Jacson Boeing

    Jacson Boeing

    Apaixonado por tecnologia, gadgets e pelo universo geek em geral, Jacson Boeing é sócio-fundador e Editor do Adrenaline, onde desenvolve um trabalho de bastidores, desenvolvendo parcerias e formas criativas de dominar o universo! Fora os sonhos ambiciosos, também ajuda no desenvolvimento de pautas e escreve esporadicamente sobre tecnologia, além de viajar para cobrir in-loco alguns eventos internacionais considerados importantes dentro da estratégia de expansão do Adrenaline.

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