Créditos: Montagem: Bruno Pires (Adrenaline)
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Corrigiriam o DX11 na AMD? Testamos os mesmos games com o driver preview de maio!

Será que enfim as Radeon vão entregar desempenho na API mais antiga?
Por Diego Kerber 13/05/2022 20:05 | atualizado 13/05/2022 20:08 Comentários Reportar erro

Mais ou menos três meses atrás pegamos no pé da AMD e seu desempenho pífio em alguns games, resultado de uma performance muito ruim em DirectX 11. Na época ficou evidente esse problema no lançamento de Dying Light 2, um game que por padrão se configura na tecnologia mais antiga, mas que também poderia ser jogado em DirectX 12 e deixava a discrepância de desempenho muito evidente.

Mas algo nesse front parece ter mudado no próximo driver, o Adrenalin Software Preview Driver May: há diversas cenários de ganho de performance no DirectX 11, e inclusive é listado o ganho de 8% em games baseados nessa API quando rodados em placas AMD Radeon série RX 6000. 

Porém já temos alguns reports de testes indicando ganhos ainda maiores que isso, chegando a até 24% em alguns games, e a própria AMD indica que o ganho pode chegar a 17% em alguns títulos.

Para verificar o quanto isso se replica em testes nossos, refizemos os testes do artigo original, que englobava Dying Light 2, God of War, Fortnite e PUBG. Nos dois primeiros fizemos uma rotina para realizar o benchmark, enquanto que nos outros dois jogamos em trechos semelhantes, para ver como a experiência foi impactada.

 Hardware dos testes:

- Processador AMD Ryzen 7 3800X
- Cooler Noctua NH-U12S chromax.black
- Placa-mãe Aorus X570 Ultra Gaming
- Memórias Kingston Fury 2x8GB @2400MHz DDR4 CL18
- Fonte Cooler Master V850
- Bancada aberta

Placas:
- PowerColor Radeon RX 6800 XT Red Devil
- PowerColor Radeon RX 5700 XT Red Devil

Começamos nosso experimento com os testes em que criamos uma bateria de benchmark, se deslocando pelo mesmo local do game todas as vezes. A variação de performance fica evidente no gráfico abaixo:

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Nesse cenário fica evidente que 1) realmente só as Radeon RX 6000 receberam melhorias através desse driver e 2) as melhorias existem e estão afetando ambos os jogos. A Radeon RX 6800 XT foi de uma placa com performance idêntica a Radeon RX 5700 XT em Dying Light 2 para algo mais próximo ao que ela é capaz de entregar em DX12, mas ainda é uma evolução que para no meio do caminho. Pelo menos, é suficiente para colocar ela acima da RTX 3080, sua rival direta em preço

Em God of War, um cenário mais interessante já que não existe a alternativa de "correr para o DX12", temos um ganho relevante de desempenho. Novamente ainda dá pra notar que haveria espaço para mais performance, com a RX 6800 XT tendo potencial para mais performance do que aparentemente temos nesse gráfico, com ela ficando consideravelmente atrás da RTX 3080.

Agora comentando dos dois games competitivos comparados, onde temos mais dificuldades de montar um teste idêntico devido a grande variação no gameplay causada pelos demais jogadores, temos dois cenários diferentes. Em Fortnite não ficou evidente o ganho de performance, com o DirectX 12 continuando como a melhor alternativa para jogar. Já em PUBG a mudança no desempenho é perceptível, com uma taxa de quadros que chegava a ir para pífios 50fps melhorando para rodar sempre acima dos 60fps, com menos stutterings e, em geral, ficando acima dos 100fps. Ainda parece muito pouco para uma RX 6800 XT, mas já é mais viável jogar nesse novo nível de desempenho.

Lembre que, diferente das screenshots indicam, as memórias nos testes estavam a 2400MHz.

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A conclusão é uma vitória de Pirro para a AMD. Por um lado, que ótimo que temos uma correção à caminho. Mas ainda não é uma correção robusta para o problema, tanto pelo alcance no ganho de performance, quanto no fato que aliena vários dos consumidores da empresa dos últimos anos, ao deixar de fora RDNA e Polaris, as arquiteturas das Radeon RX 5000 e RX 500, por exemplo. É muito pouco, e muito tarde.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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