Créditos: Montagem: Bruno Pires (Adrenaline)
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Notebook mais poderoso! RTX 3080 Ti, Core i9-12900HK e tela de 360Hz!

MSI GE76 Raider leva a tecnologia, o orçamento e até suas costas ao limite

Quanto mais potente um notebook, mais difícil lidar com questões como aquecimento e alimentação de energia. Hoje vamos testar o limite nesse front, vindo de Intel e Nvidia: colocamos em ação nada menos que o Core i9-12900HK, topo de linha da 12ª geração Intel Core, combinado com uma GeForce RTX 3080 Ti, chip gráfico high-end da Nvidia, tudo em um MSI GE76 Raider. Como será que é ter o poder máximo em notebooks em suas mãos?

Site oficial do MSI GE76 Raider

Começando pelo Core i9, esse processador Alder Lake traz a arquitetura híbrida da Intel, com um conjunto variado de núcleos: 6 de performance, os P-Cores, e 8 de eficiência, os E-Cores. Como cada núcleo de performance tem dois núcleos lógicos, esse notebook conta com um total de 20 threads, uma contagem que só vemos em desktops, até o momento. Ele pode alcançar 5.0GHz em turbo, e consumir de 35W até 115W, dependendo do projeto do notebook e configuração usada.

Site oficial Intel Core i9-12900HK

Já por parte da Nvidia, a RTX 3080 Ti é um monstro capaz de usar de 80W até 175W ou mais dependendo da fabricante, e vem com 7424 núcleos CUDA, uma redução dos 10240 presentes na versão homônima para desktop. Em nosso modelo de testes ,equipado com uma fonte de 280W, ele se situou entre os 120 a 150W.

Site oficial Nvidia GeForce RTX 3080 Ti

Especificações principais

- Tela 17.3" FHD (1920x1080), 360Hz, IPS-Level
- Processador Core i9-12900HK
- Memórias DDR5 @4800MHz CL40
- Nvidia GeForce RTX 3080 Ti 16GB GDDR6
- 2x 2TB SSD NVMe
- Fonte 280W

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Olhando a bateria completa de testes fica claro que esse notebook é o novo rei da montanha em nossos benchmarks, e provavelmente por um bom tempo. O Core i9 12900HK além de ser uma "besta" em número de núcleos e threads, opera em frequências altíssimas, fazendo com que qualquer render seja uma vitória fácil para ele - e também que ele alcance facilmente os 100ºC em alta carga. 

Nossa bateria de testes tem um novo rei da montanha

Quando o assunto é games, onde entra pesado também a RTX 3080 Ti, novamente temos um atropelo nos gráficos. Com a maioria dos modelos que testamos usando a RTX 3060, um modelo muito mais popular no Brasil, vemos buracos separando o MSI GE76 do restante dos modelos na maioria dos testes. Eventualmente algum gargalo de CPU em single-thread podem mudar essa realidade, como o 11800H do Alienware conseguindo alcançar no teste do Counter Strike, mas são exceções.

Algo relevante é que a nossa RTX 3080 Ti pode entregar mais desempenho. O modelo que recebemos para testes veio com uma fonte de 280W, mas há versões do GE76 que trazem uma fonte de 330W. Em alta carga, a GPU ficou entre 115 a 150W de consumo, e uma fonte com mais margem potencialmente poderia levar a uma operação mais agressiva do chip da Nvidia, que pode superar os 175W em alguns modelos mais robustos de notebook.

Os gráficos são maneiros, e as barras estão ótimas, mas a realidade é dura para esse tipo de notebook. Mesmo com as evoluções das arquiteturas mais modernas de CPU e GPU, um notebook topo de linha nesse perfil ainda é um baita peso a ser carregado. Literalmente. Ele pesa 3kg, algo fora do aceitável para os padrões de hoje em termos de portabilidade. E a bateria? Mesmo em atividades leves evaporou aqui em menos de 2 horas, tornando ele um aparelho difícil de mover, e quando for mover, precisa ser para um lugar com tomada logo ali.

O desempenho é impressionante, mas o custo em portabilidade, consumo, aquecimento e, literalmente custo monetário, é alto

E nem chegamos no custo. Indisponível no Brasil, e encontrado por a partir de € 2.999,00 em versões mais básicas, esse modelo é uma maravilha tecnológica que dificilmente você deve comprar. Sem dúvidas é o máximo de performance que já testamos em singelos 2,5cm de espessura. Mas a lista de contras é bem mais extensa que a de benefícios.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube