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Key barata do Windows é legítima? Instalamos pra ver!

Os preços podem ser até 50 vezes mais baratos
Créditos: Montagem: Bruno Pires (Adrenaline)

Qualquer um que tentou comprar uma chave do Windows, e recorreu ao site oficial da própria Microsoft, tomou um susto: a chave do Windows 10 Home é vendido por nada menos que R$ 1.099,00! Se você está de olho na versão Pro, pode ir para mais impressionantes R$ 1.599,00! Mas é só expandir a busca para ver uma infinidade de licenças sendo vendidas por frações desse custo. Mas... elas funcionam?

Compramos uma chave do Windows 10 Pro no site GoDeal24, com custo de US$ 11,42 por duas licenças, o que vira R$ 63 com os impostos, ou seja, basicamente R$ 30 por chave.  Não perca as contas, isso é 15 vezes mais barato que o preço no site da Microsoft, ou em porcentagem, um desconto de 98%. Wow.

O visual desses sites muitas vezes não ajudam, também, como esse leiaute extremamente genérico:

E aí, ela funcionou? A resposta é sim. Fizemos o processo normal de instalação, com o computado ligado a internet durante todo o procedimento. Usamos a key já na fase inicial da instalação, e ela foi aceita.

Mais importante, é claro, é saber se a chave se manteve validada. Após terminar o processo de instalação, fizemos as várias atualizações e o sistema continuou registrado como oficial. Isso é algo que se manteve até o momento, dois meses depois.

Essa não é a primeira chave que testamos. Também funcionaram chaves do site KeysOFF e VIPkeysale, ambos com o mesmo layout genérico e um leve aroma de golpe no ar, e supreendentemente, ambos funcionaram com sucesso. 

O que nos trás a questão: elas são legítimas? Entramos em contato com a Microsoft através de assessoria, e a resposta é que ela não saber informar a origem dessas chaves. Nós tentamos contato com os sites que realizam a venda dessas chaves e também ficamos sem resposta em várias delas, mas de um desses sites, o GoDeal24, recebemos uma resposta curta e direta que justifica o preço menor: ela é uma key OEM.

Em muitos casos, o que pode estar acontecendo é um desvio de função da chave, que tinha outro propósito quando foi criada

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O Windows possui diferentes tipos de chaves. As vendidas de forma legítima para consumidor final são as Retail, que são voltadas para a nossa situação: quero ter uma licença do sistema para um computador. A resposta que recebemos nos indica que a chave que adquirimos foi desviada de sua função inicial. As chaves OEM são vendidas para fabricantes de computadores, por exemplo Dell ou HP, para que possam comercializar suas máquinas instalando uma chave do sistema operacional da Microsoft. O desvio da função é óbvio: não compramos nenhuma máquina nova.

Sendo esse o caso, esses sites se aproveitam do preço mais barato dessas chaves, muitas vezes vendidas em grandes quantidades, e depois revendem em uma modalidade que, pelo menos pela Microsoft, devia ser comercializada a versão Retail. Outro ponto é: essa chave também tem limitações. Por ser voltada a uso em um hardware, isso quer dizer que ela só pode ser ativada uma vez, ficando vinculada a primeira máquina que for instalada. Uma chave Retail é de propriedade do consumidor, e poder ser migrada entre máquinas livremente.

Além do desvio de função do produto da Microsoft, há uma possibilidade mais sinistra: golpes digitais. Um jeito de explorar um cartão de crédito fraudado é realizar compras de chaves de software e vendê-las, obtendo dessa forma lucro. Isso coloca o consumidor em uma situação em que age como receptador de um roubo, além de correr o risco de ter a chave desabilitada no futuro após o cancelamento da transação fraudulenta.

Sem conseguir mais informações, o indício que sobra é que elas funcionam

Nesse certo vazio de informações, sobra o indício sobre a validade das várias chaves que testamos: elas funcionam. Após a ativação no computador, as chaves são validadas no próprio servidor da Microsoft e, após várias atualizações, fica evidente que são legítimas ou ao menos a Microsoft detectou como tal. Tivemos problemas com uma delas, e depois de comunicar ao varejista, pouco tempo depois recebemos através de uma mensagem bastante automatizada uma nova chave funcional.

Mesmo deixando de lado a questão dos dilemas morais, isso não significa que você deve pular fazendo essa compra. Realizar transações na internet envolve cuidados, especialmente em sites que você desconhece. Para isso recomendamos a criação de um cartão virtual, um serviço bastante popular e presente na maioria das instituições financeiras e operadoras de cartão no Brasil. Assim você pode criar um cartão específico para essa transação, impondo um limite de movimentação focado no valor da compra e ao mesmo tempo preserva o seu cartão real de ser exposto ou explorado por cibercriminosos.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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