Créditos: Montagem: Bruno Pires (Adrenaline)

Desligando os gráficos integrados: os SALTOS DE PERFORMANCE no Dell G15

Desligamos a Vega e deixamos tudo na mão da RTX 3060
Por Diego Kerber 13/12/2021 17:51 | atualizado 13/12/2021 17:51 Comentários Reportar erro

Neste fim de semana lançamos nossa análise do Dell G15, um notebook gamer do segmento intermediário da Dell, equipado com os gráficos dedicados Nvidia GeForce RTX 3060 e também os gráficos integrados presentes no Ryzen 7 5800H. Como já discutimos em outros artigos, essa combinação de dois gráficos em notebooks costuma trazer alguns efeitos colaterais.

O principal problema é um aumento de latência quando jogamos no display do notebook. Como ele é operado pela iGPU, mesmo que o jogo acione o gráfico dedicado, esse "meio de campo" do gráfico integrado cria uma latência que traz efeitos notáveis especialmente quando estamos jogando em altas taxas de quadro. A solução que mostramos no vídeo foi desligar o display do notebook e jogar diretamente em uma tela externa.

Porém no caso do Dell G15 há outra solução: desligar os gráficos híbridos. Na BIOS do notebook há uma opção para forçar o uso exclusivo dos gráficos da Nvidia. Rodamos parte de nossa bateria de testes de notebooks e comparamos com os resultados anteriores, pra ver a diferença que ligar esse recurso trás!

Principais especificações do modelo testado:

- Nvidia GeForce RTX 3060 6GB GDDR6
- AMD Ryzen 7 5800H
- Tela de 15,6" IPS 165Hz FullHD (1920x1080)
- 2x8GB DDR4 @3200MHz
- 512GB SSD M.2
- 357 x 272 x  25 mm
- 2,5kg
- Preço: a partir de R$ 5.851 (Core i5-10500H e GTX 1650) até R$ 10.999 (Ryzen 7 5800H/Core i7-11800H e RTX 3060)

- Nvidia GeForce RTX 3060 6GB GDDR6
- AMD Ryzen 7 5800H
- Tela de 15,6" IPS 165Hz FullHD (1920x1080)
- 2x8GB DDR4 @3200MHz
- 512GB SSD M.2
- 357 x 272 x  25 mm
- 2,5kg
- Preço: a partir de R$ 5.851 (Core i5-10500H e GTX 1650) até R$ 10.999 (Ryzen 7 5800H/Core i7-11800H e RTX 3060)

Não é difícil acessar a BIOS do G15 e fazer a modificação. Assim que o computador começa o boot, é só ir pressionando o F2 até cair na pouco simpática tela de BIOS do notebook, com aquela cara de mainboard dos anos 90. 

Na aba "Advance", há a opção "Enable Hybrid Graphics/Advanced Optimus (when available)" que por padrão está ligada. Trocar para "Disabled" vai usar apenas o gráfico dedicado, desligando a iGPU, a Vega do processador AMD Ryzen.

Performance

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3DMark

A tradicional ferramenta de benchmarks trás uma visão geral da performance do sistema encarando ciclos pesados tanto para chip gráfico quanto processador. Rodamos duas variações, que incluem o tradicional Firestrike e o mais moderno Time Spy, que faz uso da nova API DirectX 12.

Counter Strike: Global Ofensive
O game competitivo é baseado em DirectX 9 e apesar das baixas exigências de performance na parte da placa de vídeo, por se tratar de um eSport, o ideal é alcançar altíssimas taxas de quadros, algo que traz alta carga tanto a CPU quanto GPU.

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Rainbow Six Siege
Game recebeu uma atualização que disponibilizou a APU Vulkan. Apesar de leve, é um jogo exigente em CPU para atingir altas taxas de quadro.


Red Dead Redemption 2
Novo game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento de sistemas. Nosso teste considera o game rodando na API Vulkan, que se comportou melhor tanto em placas AMD como Nvidia.


Autonomia

Conclusão

A possibilidade de desligar os gráficos integrados no Dell G15 acabaram servindo como validação de nossas impressões com o vídeo da tela externa. Tirar os gráficos da AMD de funcionamento trazem um impacto bastante marcante, e em um cenário bastante específico: games de altas taxas de quadros. Counter Strike e Rainbow Six Siege tiveram ganhos de 50% e 30%, respectivamente, algo que nesses games pode ser algo na casa de 100FPS a mais no gameplay.

Em games competitivos o salto é de até 50%

Mas em games sem esse foco nas taxas de quadros, a latência adicional da iGPU é menos relevante, algo perceptível em Red Dead Redemption 2, ou nos scores no 3DMark. Quando você estiver mirando em games na casa dos 60FPS, vai ser difícil notar grandes diferenças se você desligar a iGPU.

Há um impacto negativo na autonomia quando você desliga o gráfico integrado

Mas nem tudo é vantagem. A função dos gráficos híbridos é fazer um uso mais inteligente dos recursos de hardware, alternando entre a GeForce RTX e a Vega integrada dependendo da demanda. Quando precisa de performance, o G15 aciona a RTX 3060, quando não precisa, usa a mais eficiente Vega integrada no CPU, Isso fez com que desligar a iGPU derrubasse a autonomia em 30%, o que na prática representa 1h30min a menos de tempo de bateria em atividades leves. As quase 5 horas de duração de bateria caem para 3h20min.

Vale a pena desligar o modo híbrido para quem joga muito, mas não pode esquecer que nesse modo a bateria é reduzida

Apesar do procedimento de entrar na BIOS não ser algo muito atrativo para a maioria dos consumidores, não é difícil fazer isso no G15, e mesmo com aquela interface pouco convidativa, dá para fazer essa troca com facilidade. O inconveniente é ter que reiniciar o PC para alterar de um modo para o outro, porém o salto em performance com certeza se justifica para o gamer que está focado em usar o notebook para jogar games competitivos, e não tem a intenção de ficar usando fora da tomada. E quando for usar, é só lembrar de trocar de modo antes.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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