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Placa de vídeo AGUENTA QUANTOS ANOS? Devo GASTAR MAIS?

Vamos testar como passa o tempo e qual valor vale a pena investir!
Créditos: Montagem: Bruno Pires (Adrenaline)

Aqui no Adrenaline nós rodamos muitos testes para ajudar a galera na hora de comprar hardware, mas, às vezes, nossos usuários superestimam nossa capacidade e pedem pra gente prever o futuro. São perguntas como "Essa placa X segura três anos? " ou "Se eu gastar nessa Y, consigo jogar tudo no Ultra até a nova geração de consoles?" que a gente não é capaz de responder, porque, infelizmente, ainda não temos um futurólogo de plantão. 

Porém, ao mesmo tempo, nós temos um acervo bem amplo de placas mais antigas e também conhecimento em testes. Se não podemos prever o futuro, ao menos podemos tentar mapear o passado. Como muitas vezes a frase chave é "placa de vídeo para seis anos", vamos trabalhar com esse valor e ver como esse período de tempo passou para um conjunto de placas de vídeo, tanto AMD quanto Nvidia, de múltiplos segmentos de preço, rodando alguns games representantes de cada ano para ver como elas se saem até hoje. Então, partiu para 2015!

As placas testadas

Vamos usar quatro placas de vídeo de cada marca, usando como referência o preço de lançamento e buscando alinhar concorrentes diretos. As cobaias que vão nos lançar para 2015 são:

US$ 649 - topo de linha
AMD Radeon R9 Fury X - lançada em junho de 2015 - Análise
Nvidia GeForce GTX 980 Ti - lançada em junho de 2015 - Análise

US$ 329 - high-end
AMD Radeon R9 390 - lançada em junho de 2015 - Análise
Nvidia GeForce GTX 970 - lançada em setembro de 2014 - Análise

US$ 199 - intermediária
AMD Radeon R9 380 - lançada em junho de 2015 - Análise
Nvidia GeForce GTX 960 4GB - lançada em janeiro de 2015 -  Análise

US$ 149 - entrada
AMD Radeon R7 370 - lançada em junho de 2015 - Análise
Nvidia GeForce GTX 950 - lançada em agosto de 2015 - Análise

Os gráficos desse artigo serão um pouco diferentes do que normalmente fazemos. Ao invés de todos os hardwares estarem na mesma configuração gráfica, nós vamos ajustando todos eles buscando uma taxa de 60fps. Com cores vamos facilitar a visualização dessas variações, com as cores azuis para indicar o ultra, verde configuração no alto, o médio na cor amarela e o baixo na cor vermelha. O roxo indica que a placa simplesmente não conseguiu finalizar o teste.

2015

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2016

2017

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2018

2019

2020

2021

Conclusão

Gastar mais na sua placa vai, sim, te dar mais tempo

Algumas coisas ficam evidentes quando olhamos a progressão dos testes. A primeira é que, sim, gastar mais em uma placa de vídeo não apenas vai te dar uma qualidade gráfica maior imediatamente como também vai tornar viável jogar em configurações melhores ao longo dos anos. As placas topo de linha só passam a precisar do ajuste no médio a partir do quarto ano, algo bastante embalado pela nova geração de consoles em 2020. Outro conjunto que se saiu bem foram as chigh-end - as Radeon R9 390 e GTX 970 ficaram mais de 2/3 do tempo rodando os games em qualidade alta ou ultra. 

No segmento de entrada e intermediário a situação é mais complicada. As GTX 950 e R7 370 rodaram com dificuldades a maioria dos testes e inclusive chegaram ao patamar do injogável mesmo com qualidade gráfica e resolução muito baixa. As intermediárias, em contrapartida, ficaram metade do tempo em qualidade média ou superior, mas começaram a sofrer bastante a partir do terceiro ano, precisando utilizar cada vez mais o pre-set gráfico médio ou baixo. Isso fica bem evidente no gráfico abaixo, no qual aglutinamos as configurações usadas em cada placa ao longo dos 13 games testados:

Vendo esse gráfico, talvez a conclusão seja: vou gastar o máximo para ter seis anos de gameplay em qualquer jogo. Mas achamos que falta uma última informação. Como  já mostramos muitos gráficos até aqui, aqui vai um último. Abaixo está o preço oficial de lançamento desses produtos, em dólares:

Quando olhamos a curva de custo, os modelos topo de linha costumam apresentar um salto gigantesco sobre um produto high-end - muito maior que de uma placa de entrada para uma intermediária ou da intermediária para a high-end. Analisando os dois gráficos em conjunto, o segmento das GeForce GTX 970 e Radeon R9 390 parecem ser as melhores estratégias de longo prazo, mantendo quase 2/3 do tempo o desempenho para FullHD/Ultra e custando muito menos que as topo de linha.

É bom lembrar que usamos como referência jogos pesados, incluindo lançamentos de alta demanda. Uma GTX 960 ou uma R9 380 conseguem encarar com mais facilidade lançamento de games competitivos, por exemplo, que demandam menos performance gráfica. Outro fator a se considerar é a desvalorização de uma placa high-end.

Fazer o balanço entre preço e durabilidade torna as placas intermediárias/high-end as mais interessantes

Se todos os dados e tendências se mantiverem no futuro, algo que está fora do nosso alcance saber se vai acontecer, sempre bom lembrar, hoje os modelos com essas características são placas como a GeForce RTX 3060 Ti até uma RTX 3070 Ti por parte da Nvidia e a Radeon RX 6700 XT e 6800 por parte da AMD. Ou, pelo menos, seriam em um mundo com preços normais, mais próximo do sugerido pelas fabricantes. Infelizmente, vai ter que ficar por conta do consumidor pesquisar os valores e a curva de evolução dos preços para achar o "sweet spot" nesse balanço entre quanto vai gastar e por quanto tempo vai poder jogar em bom nível de qualidade.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube