Créditos: Foto: Diego Kerber (Adrenaline)

AMD RX 6600 XT em x8 vai dar problema em PCIe 3.0?

As limitações da nova Radeon pode criar um gargalo em mainboards mais antigas?
Por Diego Kerber 16/08/2021 17:53 | atualizado 16/08/2021 17:59 Comentários Reportar erro

A AMD fez um conjunto de reduções no seu mais novo produto, a AMD Radeon RX 6600 XT, buscando trazer um produto mais acessível. Com reduções nas estruturas disponíveis buscando entregar uma placa mais barata, a empresa acabou também entregando uma menor largura de banda, menos Ray Acelerators e menos Unidades Computacionais, comparado a outros modelos da linha RDNA 2.

Uma das reduções que chamou a atenção foi a quantidade de linhas PCI Express disponíveis. Enquanto a maioria das placas de alta performance, e também em todas as RDNA 2 até o momento, temos x16 disponível, a RX 6600 XT pode utilizar no máximo oito canais PCIe. Essa não é a primeira vez que essa preocupação surge, e comparações similares foram feitas com a RX 5500 XT pelo mesmo motivo.

Com a RX 6600 XT trazendo um nível de performance consideravelmente superior, é natural que surja a dúvida sobre o potencial gargalo que limitar essa placa a largura de banda de um PCI Express 3.0 operando em x8 pode causar. Para testar esse potencial gargalo, vamos usar uma placa PCIe 4.0 que permite ser configurada em 3.0, a Gigabyte AERO X570. Para os testes, usamos:

- AMD Ryzen 9 5900X
- 2x8GB Kingston Fury @3200MHz CL18
- Gigabyte X570 AERO G
- PowerColor Red Devil Radeon RX 6600 XT
- Cooler Master Silent Pro M2 720W

E se falamos em benchmarks, não poderíamos deixar de fora um dos mais icônicos testes do mundo, especialmente para desempenho de placas de vídeo, o 3DMark. Nossa bateria consiste em três testes, porém 2 deles mostram tecnologias que apenas modelos mais recentes de placas trazem, Ray Tracing (Port Royal) e DLSS (DLSS Feature Test).

Rodamos a versão mais recente do aplicativo da UL Benchmark (que comprou a Futuremark), sendo que todos os testes consideram a configuração padrão do perfil, sem mudanças. Abaixo, os resultados:

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Testes em games

Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"

Assassin's Creed Valhalla
Game de mundo aberto tem amplos cenários e um benchmark com boa quantidade de personagens e estruturas, tornando um desafio tanto para o processador quanto para a placa de vídeo. O jogo usa o motor Ubisoft Anvil, uma evolução do AnvilNext 2.0 presente na série desde o Assassi'ns Creed Unity. A versão usada em Valhalla no PC é baseado na API DirectX 12.

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Rainbow Six Siege
O game da Ubisoft tem como pontos altos o uso da API de baixo nível Vulkan em sua implementação mais recente. Esse Esport demanda altas taxas de quadros para ser jogado de forma satisfatória, e costuma ser um dos games mais eficientes em alcançar esse desempenho em múltiplos componentes.


Red Dead Redepmtion 2
Game da RockStar, com belíssimos gráficos é uma boa referência para medir o comportamento das placas de vídeo. Nosso teste considera o game rodando sobre a API Vulkan, que se comporta muito bem tanto em placas AMD como NVIDIA.


Resident Evil Village
O game da Capcom usa a excelente RE Engine, motor gráfico que entrega resultados interessantes desde os hardwares high-end do PC quanto plataformas mais limitadas como o Nintendo Switch. O Resident Evil 8 traz como destaque cenários complexos e ricamente detalhados, com uso de Ray Tracing na iluminação dos cenários e com recursos como o FidelityFX disponíveis. Nos testes fazemos uma volta pelo Castelo Dimitrescu, uma das localidades mais pesadas e detalhadas do game.


Ok, mais um dia, mais um artigo entediante sobre PCI Express 3.0 versus PCI Express 4.0. Ao longo de nossos testes não conseguimos ver diferenças perceptíveis em nenhum dos cenários, mostrando que as limitações de banda de um PCIe 3.0 em x8 e um PCIe 4.0 também em x8 canais não representam uma preocupação para um potencial comprador de uma RX 6600 XT com uma placa-mãe mais barata ou mais antiga.

Não, não foi dessa vez que o PCIe 3.0 se tornou um problema

Isso não chega a ser uma surpresa, já que temos placas de vídeo com muito mais performance, e entregando altas taxas em 4K, que não parecem lidar com problemas na tecnologia PCI 3.0, e mesmo reduzindo dos x16 para x8, não parece que vamos encarar problemas na largura de banda disponível pelo slot PCIe. 

No momento são poucas as placas PCIe que podem tirar um benefício mais claro da tecnologia 4.0. Entre esses produtos adicionáveis em seu PC, o destaque vai para SSDs PCIe 4.0. Mas mesmo eles, com raras exceções que incluem usos críticos de uma largura de banda agressiva, como vídeos em um bitrate absurdo, ainda não chegou o dia em que claramente o PCIe 3.0 deva ser uma preocupação do consumidor doméstico que monta sua própria máquina.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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