Créditos: Foto: Adrenaline

Guia para fazer upgrade de seu processador Intel® Core™

Vamos ajudar a entender a complexa tabela de especificações!
Por Adrenaline 30/06/2021 16:30 | atualizado 30/06/2021 16:37 Comentários Reportar erro
PUBLIEDITORIAL

Quando seu computador não está dando conta das necessidades do dia-a-dia você sabe que está chegando o momento: hora de investir em uma nova máquina, ou ao menos dar um upgrade na sua atual. Escolher o processador envolve encarar uma tabela de especificações que nem sempre é fácil de ser compreendida, e só comparar os números não é suficiente para entender o benefício que eles representam na prática!

Hoje vamos trazer um guia dos principais fatores que você precisa levar em consideração quando está adquirindo seu futuro processador baseado em uma plataforma Intel® Core™! Modelos mais avançados e mais caros trazem especificações mais robustas e níveis mais elevados de performance, mas nesse guia você irá entender melhor o balanço entre as características e achar o balanço ideal para sua necessidade, otimizando seu dinheiro e também entregando uma máquina ideal para suas necessidades!

Quando olhamos um processador, temos algumas especificações principais. Hora de destrinchar uma a uma e explicar como elas impactam no desempenho de seu computador!

Núcleos/Threads

Muitas vezes a primeira coisa que é levada em consideração é a contagem de núcleos, seja os físicos, sejam os lógicos (threads). Falar que o modelo se trata de um dual-core, quad-core ou octa-core para muitos é sinônimo do nível de desempenho disponível. E para alguns cenários, essa prerrogativa não está distante de estar certa!

A quantidade de núcleos indicam a robustez do processador em lidar com múltiplas função em paralelo. Mais núcleos representam mais capacidade para seu processador fazer o multitasking - as operações simultâneas - antes de ficar sobrecarregado. Quem faz um uso leve de seu computador, intercalando navegação na web com aplicações de escritório e reprodução de vídeo, podem ser bem atendidas por um modelo com quatro núcleos, ou até somente dois núcleos.

Mas os modelos mais robustos, com muito mais núcleos, "brilham" em aplicações computacionais com muito potencial de paralelismo. Esses ciclos de trabalho são aqueles que podem ser divididos em partes menores, distribuindo essas diferentes porções do trabalho para todos os núcleos realizarem simultaneamente, e assim potencializando a velocidade que o chip é capaz de entregar o processamento. Um bom exemplo são aplicações de renderização de fotos e vídeos e modelagem 3D, que são muito beneficiados por um processador com mais núcleos.

Nesse nosso comparativo usamos modelos Intel® Core™ da linha i3, i5, i7 e i9. Aqui temos uma progressão de número de núcleos e threads, sendo que o Intel® Core™ i3 traz quatro núcleos e oito threads, o Intel® Core™ i5 é composto por seis núcleos e 12 threads, o Intel® Core™ i7  traz 8 núcleos e 16 threads, e por fim o Intel® Core™ i9 possui 10 núcleos e 20 threads. A capacidade de terminar o render é evidente, com os modelos mais robustos terminando os vídeos no Adobe Premiere ou a modelagem 3D no Blender em menos da metade de tempo dos modelos mais modestos do comparativo.

- Continua após a publicidade -

Mas existem outros cenários a se considerar, e outras especificações se tornam relevantes nesses casos! Vamos investigar outro fator que muitos tem com importante: as frequências!

Núcleos ampliam a capacidade de seu computador em lidar com múltiplas funções de forma simultânea, além de aumentar a performance em aplicações que fazem bom uso de vários núcleos, como virtualização de sistema e renderização de vídeos, fotos e modelagem 3D

Frequência/Turbo

Porém nem todo processo pode ser dividido em múltiplas partes para ser distribuído igualmente entre os núcleos. Alguns ciclos de trabalho são "single-thread", ou seja, precisam ser executados inteiramente em um núcleo, com poucas oportunidades de otimizar esse ciclo de trabalho distribuindo ou antecipando outras etapas em threads ociosos.

Nessa situação outra especificação se destaca: a frequência. Ela indica quantas vezes por segundo o processador consegue fazer operações, com um CPU operando a 4 GHz vai entregar 4 bilhões de operações em apenas um segundo. Em situações em que a função precisa ser feita em apenas um núcleo, a frequência será importantíssima para alcançar desempenho, e combinada com o número de núcleos é um dos fatores mais determinantes para a capacidade de um processador.

Um bom exemplo desse cenário são os games, que ganham estabilidade com CPUs mais robustos e com mais núcleos, mas que dependem de frequências de operação altas para entregar uma taxa de quadros por segundo - os FPS - elevada para um gameplay fluido. 

Aqui temos novamente a família Intel® da 10ª Geração Core™ ilustrando como essa progressão altera no potencial de seu sistema em entregar performance. Porém o padrão mudou: a diferença entre modelos com mais núcleos não é tão evidente, com modelos Intel® Core™ i5, Intel® Core™ i7 e Intel® Core™ i9 muito próximos no topo de gráfico. O que acontece aqui é que todos os modelos Intel® Core™ da linha K possuem altas frequências de operação, e todos possuem uma quantidade e núcleos suficientes para rodar Battlefield V em alto nível de performance. O resultado é um equilíbrio entre todos esses modelos.

O melhor exemplo é a comparação entre o Intel® Core™ i5-10400F e o Intel® Core™ i5-10600K. Ambos possuem seis núcleos 12 threads, mas a frequência base de operação são respectivamente de 2.9GHz e 4.1GHz, aumentando em muito as operações feitas a cada segundo, e como consequência entregando em menos tempo os quadros no game e aumentando os FPS no gameplay. Outra diferença relevante é o Turbo Boost: essa tecnologia aumenta as frequências de operação quando o CPU está em alta carga. O Intel® Core™ i5 10600K chega a 4.8 GHz, enquanto o Intel® Core™ i5 10400F vai até 4.3 GHz, com essa diferença podendo ser ampliada pelo usuário através do overclock, um recurso disponível em placas-mãe da linha Z combinadas com os modelos Intel® Core™ da linha K.

- Continua após a publicidade -

Frequências mais altas aumentam a velocidade que o processador finaliza seu trabalho, e faz uma grande diferença em usos como games

Gráficos

Múltiplos produtos da linha Intel® Core™ trazem embarcado com o processador outra unidade de processamento, essa focada em gráficos: os Gráficos Intel® Iris Xe. Essas unidades de processamento gráfico estão no mesmo encapsulamento do CPU, e agregam performance para o sistema em diversos aspectos. Você pode acelerar funções como modelagem 3D e codificação e decodificação de vídeos através de hardware especializado nessas funções, entregando mais performance ao mesmo tempo que tira das unidades de processamento essa carga de trabalho.

Site de tecnologias de Gráficos Intel

Em um processador Intel® Core™ existem diferentes linhas de gráficos. Os de mais alta performance compõe a linha Intel® Iris Xe, presente principalmente em modelos ultrafinos, que poderão assim dispensar o uso de uma placa de vídeo dedicada para diversos ciclos de trabalho. Ainda baseados na tecnologia Intel® Xe temos os Gráficos UHD Intel® da série 700, presente principalmente em processadores para desktops da 11ª geração Intel® Core™.

Acima temos um excelente exemplo de como os gráficos embarcados podem fazer a diferença. Temos o game Counter Strike: Global Offense sendo rodado exclusivamente nos gráficos presentes nos processadores. Mesmo sendo um modelo muito mais robusto, o Intel® Core™ i9-11900K fica em desvantagem comparado ao Intel® Core™ i5-1135G7 devido aos gráficos mais robustos embarcados nesse processador. Em um desktop em que você poderá fazer um upgrade com uma placa dedicada, essa diferença não é relevante, mas em sistemas ultracompactos ou no caso de um computador que você não pretende comprar uma placa de vídeo offboard, essa configuração será crucial para esses cenários em que performance gráfica será exigida.

Nesses casos, também é recomendável um investimento na qualidade das memórias. Por isso nosso comparativo destaca o uso de dois módulos de memória, formando o dual-channel, para entregar alta largura de banda na comunicação entre o processador gráfico e as memórias, algo crucial para alto desempenho. Outro ponto bastante importante para ficar de olho é o gráfico integrado. Os saltos de desempenho nesse componente, comparado com o que havia disponível em gerações anteriores, são um dos grandes destaques da 11ª geração de produtos Intel® Core™.

O processador gráfico fará toda a diferença em aplicações como jogos, codificação e decodificação de vídeo e modelagem 3D, ao mesmo tempo em que tira carga dos núcleos de processamento, que não precisarão ser alocados para algumas dessas funções

TDP

A última configuração que iremos nos aprofundar é o TDP. O Thermal Design Power é um indicativo de aquecimento do chip, atuando como referência para quem deseja montar um sistema. Processadores operando em altas frequências, ou com grande contagem de núcleos, tendem a produzir mais calor devido a maior robustez do hardware, e precisam de uma solução compatível com essa demanda de arrefecimento.

A unidade de medida do TDP são os watts, com modelos mais básicos de desktop operando na casa dos 35W, subindo para 65W em boa parte dos modelos mainstream para desktops e chegando a superar os 100 watts nos produtos mais potentes. Uma solução compatível com a demanda do processador é importante para garantir que o aquecimento esteja sob controle, e isso é pré-requisito para que tecnologias como o Intel® Turbo Boost e o mais recente Adaptive Boost sejam acionados, aumentando a frequência de operação do processador e entregando os processamentos em menos tempo.

Então no momento que estiver pesquisando um novo processador para seu sistema, é bastante importante verificar se a nova CPU não apresenta um TDP diferente da atual de seu computador. Ou se estiver montando uma máquina nova, se a solução de arrefecimento escolhida é compatível com o nível de aquecimento estimado do processador, e para essa escolha o TDP é o principal referencial.

O TDP indica o aquecimento do chip, e é a sua referência principal para a escolha de um sistema de resfriamento compatível com seu novo processador

Com essas especificações detalhadas fica mais fácil encontrar o modelo de processador ideal para seu uso. Como é perceptível ao longo dos comparativos, há oportunidades de performance em diversas dessas características, e somente mais em uma delas não é necessariamente melhor.

Seus ciclos de trabalho ou usos podem ser beneficiados de forma mais eficiente por algumas delas, seja por um número maior de núcleos disponíveis para acelerar a renderização de seus vídeos, frequências mais altas para entregar uma taxa de quadros superior em seus games ou habilitar a transmissão em lives com um chip gráfico mais eficiente para comprimir seu gameplay e publicar na internet. 

Com essas informações em mente, é só encontrar o produto que traz o melhor balanço entre as especificações que mais trarão benefícios para seu uso do computador

Agora é uma questão de identificar quais dessas características trará um impacto maior para seu uso do computador, e equilibrar isso com as configurações disponíveis nas várias opções de modelos Intel® Core™, em algo compatível com seus objetivos e orçamento.

Tags
  • Redator: Adrenaline

    Adrenaline

Os jogos mais aguardados do segundo semestre de 2021

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.