Créditos: Montagem: Bruno Pires (Adrenaline)

PC Baratinho fica melhor com Windows 11?

Vamos comparar a performance do nosso sistema antes e depois do update

Essa semana começou os testes do Windows 11 com a galera do Insider, e decidimos dar uma conferida em como está a otimização da nova versão do sistema da Microsoft colocando ele em ação em um hardware modestão, o nosso PC Baratinho! 

Para verificar a eficiência do sistema, rodamos uma bateria de testes que vão desde o uso cotidiano até performance nos games. Será que o novo sistema vai melhorar o uso de nosso computador?

As especificações do PC Baratinho incluem:

- Intel Core i3-10100
- 2x4GB DDR4 HyperX @2400MHz
- Asus Prime H410M
- Zotac GeForce GTX 1050 Ti Mini
- SSD Intel 660p Series
- HDD Seagate Firecuda 2,5" 7200RPM
- Fonte Thermaltake Smart 500W

Para investigar como anda essa primeira implementação do Windows 11, decidimos partir para uma abordagem mais abrangente que só rodar nossa tradicional bateria de testes, normalmente focada em desempenho em games e algumas aplicações profissionais. Nós já testamos um hardware high-end com a versão vazada do Windows 11, e nesse artigo vamos, além de verificar como está essa build oficial e em um hardware mais modesto, adicionar mais algumas comparações.

Para os testes usamos a primeira versão disponível do sistema no update dessa semana, para os inscritos para receber o update em nível de desenvolvedor. Sendo mais específico, os testes foram rodados no Windows 11 Insider Preview 10.0.22000.51. Abaixo você confere o comparativo com os resultados rodando na versão. O comparativo foi feito versus a versão 20H2, build 19042, do Windows 10.

PCMark 10

Tempo de Boot

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3DMark - Time Spy e Fire Strike

Resident Evil Village

Hitman 3

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Horizon Zero Dawn

Rainbow Six Siege

Conclusão

Como se trata de uma versão inicial, e provavelmente meses ainda distante de sua versão final de lançamento, ainda é cedo para cravar que o Windows 11 chegará com esse nível de performance, mas ao menos em um estágio inicial, o sistema da Microsoft parece não ter mexido "por baixo do capô" do Windows 10, e no momento se trata mais de mudanças meramente estéticas.

Isso não é um problema se considerarmos que hoje o Windows 10 é um sistema muito eficiente, com anos de correções e ajustes resultando em uma das distribuições mais consistentes da empresa. Manter isso, ou a menos se basear nela, parece algo sensato.

Nos nossos comparativos não vemos nenhum indício de mudanças significativas na performance. Praticamente tudo fica na margem de 5% de variação que os testes podem apresentar, naturalmente, em suas várias execuções. As duas exceções incluem o Fire Strike, que cravou os 5% de variação, o que torna ela relevante, apesar de pequena, e Forza Horizon 4. Esse apresentou um salto de 10%, algo bastante significativo e que nos deixa na dúvida se é uma anomalia ou um padrão que pode se repetir em outros títulos, especialmente os focados em DX 12. Não é a primeira vez que o game apresenta maiores variações, como quando testamos o Resizable BAR na Nvidia.

Também expandimos o teste de boot nesse artigo, dando um confere não só no tempo que o sistema precisa para rodar em um SSD, mas também como um HD se sai, e novamente vemos que as coisas não mudam muito.

Nessa build é visível as mudanças de interface, mas recursos cruciais como a nova loja de aplicativos e o suporte integrado a apps Android ainda estão a caminho. Quando chegar a versão final podemos revisitar esse tópico, e conferir como ficará o desempenho de nossa modesta máquina. Para quem quiser arriscar o teste, aqui você confere como entrar no programa Insiders da Microsoft e pode participar como um tester das mudanças que estão sendo implementadas. Sempre bom lembrar: versões de desenvolvimento podem apresentar instabilidades, então tenha isso em mente na máquina que vai atualizar para builds beta ou até mesmo dev do Windows.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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