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Levando seu CPU Intel mais longe: o Intel Extreme Tuning Utility (XTU)

Essa ferramenta pode tornar seu computador mais eficiente e entregar mais desempenho!
Por Adrenaline 07/04/2021 12:00 | atualizado 17/04/2021 11:36 Comentários Reportar erro

A 11ª geração de processadores Intel Core introduziu novas ferramentas para os donos desses CPUs criarem oportunidades de alcançar níveis mais elevados de performance e eficiência com seus computadores. Hoje vamos falar de um dos recursos que a Intel disponibiliza para seus consumidores que querem extrair mais de seu hardware, e uma ferramenta que não está limitada apenas aos últimos lançamentos: o Intel Extreme Tuning Utility (XTU) .

Link de download do Intel Extreme Tuning Utility (gratuito)

O Intel XTU é um software gratuito para Windows que permite ao usuário ajustar o funcionamento de seu processador, dando aos entusiastas a oportunidade de testar os limites de seu produto. Todo CPU passa por um conjunto de testes e é configurado em margens confiáveis de estabilidade e performance, porém como todo chip possui pequenas variações, mesmo produtos de uma mesma linha, há margens para ajustes finos explorando potencial específico de cada CPU. Nesse cenário, um overclocker talentoso pode achar novos patamares de desempenho e funcionalidade em seu produto, e é para esse perfil de usuário que o XTU foi desenvolvido.

Com um sistema compatível, equipado com CPU K e chipset Z, é possível extrair mais performance de seu processador Intel Core

Esse software é voltado aos produtos da série K, a linha de CPUs da Intel desbloqueados para o overclock. Além dos produtos mais modernos, como os processadores Intel Core da 11ª geração, codinome Rocket Lake-S, esse software também é compatível com processadores mais antigos, partindo desde o Core i3-7350K, passando por múltiplas gerações e chegando a até por modelos Intel Xeon. Você pode conferir a lista completa de produtos suportados neste link.

A interface

Abrindo o Intel XTU, temos na primeira interface uma grande quantidade de informações sobre o sistema. Essa tela é bastante útil para ver todos os componentes presentes em seu computador, com detalhamento sobre como estão operando o processador, as memórias, versões de BIOS da mainboard, entre outros detalhes técnicos relevantes.

Na parte inferior há uma série de sensores indicando como está a operação atual do componente, com indicativos de frequência, aquecimento e até alertas se está acontecendo o thermal throttling (perda de performance causada por aquecimento excessivo) ou power throttling (perda de performance por falta de alimentação adicional de energia).

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O Intel XTU inclui múltiplas ferramentas de monitoramento e ajustes na operação do processador

Esses sensores podem ser separados em uma janela exclusiva, bastando clicar no botão "monitoring", no topo direito. Assim é possível manter esses sensores visíveis enquanto o usuário realiza outros testes ou usos do computador, e dessa forma pode ir acompanhando como está a operação dos seus componentes.

Para quem quer mais performance, mas não está afim de se aprofundar na arte do overclocking, na segunda aba do aplicativo existe o Speed Optimizer. Nele o usuário pode rodar um processo automatizado que irá testar os limites de operação seguros e estáveis do sistema em uso..

Após os ajustes já está disponível nessa interface um benchmark, uma aplicação de teste que devolve uma pontuação, e assim o usuário já pode medir a variação de performance rapidamente após aplicar o overclock e dimensionar o ganho de desempenho alcançado.

Mas para os entusiastas, e para aqueles que querem dominar completamente sua máquina, é possível ir para os ajustes manuais, presentes na aba Advanced Tuning.

Essa interface é bastante completa, com alto grau de personalização do funcionamento do processador e seus recursos. Além de alterar as configurações de forma mais geral, é possível fazer ajustes finos como mudar a frequência e tensão elétrica de cada núcleo, modificar o funcionamento de funções como AVX-512 e criar offsets, que são ligeiras alterações sobre a configuração padrão, aumentando ou diminuindo ajustes como frequências e tensões elétricas, usando a configuração de fábrica como referência.

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Para validar a sua configuração há a aba stress tests. Com ela é possível escolher uma rotina de ações que será realizada por períodos determinados, buscando descobrir se o seu ajuste conseguirá operar de forma estável mesmo sob alta carga.

Como todo overclock, o produto Intel será tirado de seu funcionamento padrão, e dessa forma não se aplica a garantia do componente por não estar operando em seus parâmetros originais de operação. Usando essa ferramenta e fazendo ajustes de forma moderada, o consumidor não deve encontrar problemas maiores do que uma eventual tela azul do Windows, o que demonstra que o ajuste feito não é estável o suficiente para ser usado.

Mas, mesmo nesse cenário, não há motivo para pânico. Ao aplicar uma configuração instável, o sistema operacional será reiniciado e o Intel XTU irá retornar a configuração anterior. Nessa hora é preciso exercitar a principal virtude do overclocker: a paciência. A cada tentativa você irá se aproximar mais do ajuste de maior eficiência do seu sistema, conhecendo assim os limites de seu hardware e aprendendo mais sobre seu funcionamento. 

O Intel XTU é uma ótima ferramenta de aprendizado, que pode e deve ser combinada com o estudo acerca do funcionamento do hardware e também a troca de experiências em fóruns de internet, onde é possível ver as configurações usadas por outros usuários e também descobrir os níveis mais estáveis e seguros que outros consumidores já identificaram como viáveis para a maioria dos processadores.

Overclockando um Core i5

E o que dá para conseguir com todas essas ferramentas? Nós fizemos um overclock com um Intel Core i5-11600K em uma plataforma Z590. Não pegamos pesado: colocamos todos os núcleos a 5.0GHz (por padrão, esse CPU tem boost máximo de 4.9GHz, e em apenas um núcleo). A tensão foi ajustada em 1,35v, um patamar bastante seguro de operação.

Bancada de testes:

- Placa de vídeo: GeForce RTX 3080
- Placa-mãe: Gigabyte Z590 AORUS Master
- Memórias: 16GB G.Skill TridentZ @ 3200MHz (2x8GB) CL14
- SSD: Sata para sistema, NVMe para aplicativos e jogos
- Cooler: Noctua NH-U12S
- Fonte de energia (PSU): Cooler Master V85

Mesmo maneirando bastante para não expor o sistema a um overclock que possa impactar negativamente na longevidade e estabilidade dos componentes, foi possível alguns resultados bem interessantes, como os gráficos abaixo mostram:

Tivemos uma evolução de quase 10% em alguns cenários, mostrando como existe potencial de extrair mais performance buscando ajustes finos e explorando os limites da tecnologia, indo para além dos níveis padrões de operação nos quais o processador foi originalmente projetado.

Com paciência e dedicação, ou mesmo de forma mais direta e automatizada, é possível buscar novos patamares de eficiência e performance em seu processador Intel Core

Cada hardware tem suas especificidades, sendo que nessas variações há muitas oportunidades de buscar uma operação com mais performance, mais silenciosa, mais eficiente ou até mesmo um conjunto dessas melhorias. Com dedicação e paciência é possível alcançar novos níveis de performance em seu processador Intel Core da linha K e placas-mãe chipset linha Z.

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  • Redator: Adrenaline

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