Créditos: Montagem: Adrenaline

Jogando com Intel Xe: enfim o Intel Graphics vai servir para jogar sem placa de vídeo?

Testamos a nova geração de chips gráficos Intel Graphics UHD 750

A grande evolução da 11ª geração Intel Core acontece nos gráficos. Enquanto os núcleos Cypress Cove promete evoluções de até 19% em IPC, os novos Intel Xe trazem nada menos que um salto de 50%, um belo pulo geracional em performance. Considerando o baixo desempenho que a geração anterior, o que isso significa na prática?

Temos dois testes diferentes. Em vídeo colocamos em ação o Intel Core i5-11600K, enquanto que nos gráficos de comparação usamos o Core i9-11900K. Nos gráficos, porém, temos os mesmos recursos nos dois: o gráfico integrado é um Intel UHD Graphics 750, com um total de 32 unidades de execução e com frequência base de 350MHz e boost a até 1300MHz.

Começando pelos testes sintéticos, colocamos em ação os Intel Xe versus o AMD Ryzen 5 3400G. No momento não temos um modelo da série 4000G, porém em gráficos não há grandes evoluções, então não esperem por diferenças muito grandes em performance gráfica comparado ao 3400G usado nesses testes. 

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É muito notável o salto, com momentos em que chegam a mais de 400%. Claro que falamos de extremos, que foi o caso do Rainbow Six Siege onde os Intel Graphics HD 630 simplesmente não tiveram condições de rodar o teste. Superado esse cenário com o hardware totalmente estrangulado, o salto gigantesco dos Intel Xe fica perceptível. Na média, a Intel entregou bem mais que os 50% de evolução, com muitos games evoluindo em 80%.

Mesmo assim, não é suficiente para superar a capacidade dos gráficos Vega da AMD, presentes no Ryzen 5 3400G. Em alguns momentos a diferença foi de 20%, algo relevante mas que nem se compara com o abismo que havia antes. Mas em games mais pesados ainda temos diferenças de 40 a até 70%, fazendo com que o Assassin's Creed Valhalla e Red Dead Redemption 2 sejam jogáveis acima dos 30fps em HD no AMD Ryzen, mas não no Intel Core.

Mas chega de teoria, vamos tentar por em prática em um gameplay!

Essa evolução fez muita diferença nos Intel Core tentando encarar games sem uma placa de vídeo. Foi viável jogar muita coisa com um nível aceitável de qualidade e performance, com games como Rocket League sendo viável jogar a FullHD com alta taxa de quadros, bem como o DoTA 2. Outros games também entregaram uma boa jogabilidade, mas depende de ajustes em resolução, em alguns casos precisando ir para HD. É o caso do CS:GO se você busca altas taxas de quadro, algo beirando os 140fps, que é viável apenas em HD. Fortnite também conseguiu rodar muito bem em HD com taxas elevadas de quadro, porém precisando rodar no modo desempenho.

Sem dúvidas o desempenho adicional é bem-vindo e nos gráficos integrados já é possível jogar muito mais coisas que gerações anteriores, o que seria muito bem-vindo pela galera de hardwares de entrada que não conseguem pegar uma placa de vídeo. O tempo verbal é no "seria" porque, infelizmente, a Intel restringiu os gráficos Intel Xe somente nos produtos high-end, partindo do Core i5-11500 (nem o 11400 "entrou na roda") para trazer os UHD 750. Abaixo disso, segue o Intel HD 630, o mesmo presente nas indefesas barras azuis dos gráficos acima, do 10900K. Infelizmente, não é nessa geração que a Intel vai poder brigar por espaço no PC da Crise do Adrenaline.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

Com o GeForce Now e o xCloud surgindo como opções, qual seu plano a médio prazo?

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