Créditos: Montagem: Bruno Pires (Adrenaline)

Núcleo grandão, quatro pequenos! O Galaxy Book com Intel Lakefield

Novo processador tem cinco núcleos com estilos diferentes para garantir mais bateria
Por Diego Kerber 18/04/2021 14:15 | atualizado 20/04/2021 18:40 Comentários Reportar erro

Com os dispositivos ARM batendo a porta, a Intel precisou se mexer e trazer novidades no seu line-up de processadores para dispositivos ultrafinos. Os Lakefield são CPUs que usam uma estratégia conhecida entre chips para smartphones e tablets: núcleos de performance combinados com chips de desempenho.

Site oficial Samsung Book S
Site para compra do Samsung Book S

Recebemos para testes o Samsung Galaxy Book S, um notebook ultrafino que já deixa clara a mistura ao usar a nomenclatura Galaxy (típica dos smartphones e tablets com Android e chips ARM) em um aparelho equipado com um chip Intel e sistema Windows.

Especificações principais:

- Tela 13,3 FullHD 16:9 sensível a toques
- Intel Core i5-L16G7 - site oficial
- 8GB LPDDR4X
- 256 GB eUFS 
- 2x USB Tipo-C
- Slot microSD
- Combo fone+microfone P2
- 305.2 x 203.2 x 6.2 ~ 11.8 mm
- 950 gramas
- Preço: a partir de R$ 6,5 mil

Mas o que é um essa arquitetura heterogênea? Os Lakefields combinam a performance da linha Core com a eficiência energética da linha Atom. Na prática são quatro núcleos Tremont (Atom) com um núcleo Sunny Cove (Core), conseguindo baixo consumo em atividades leves e paralelismo, e alto desempenho quando desempenho se faz necessário, com um núcleo mais potente. Temos assim um penta-core, ou talvez seja melhor definir como um CPU de 4+1 núlceos.

Mais do que só trazer uma arquitetura de núcleos heterogênea, os Lakefield também introduzem a tecnologia de empilhamento de chips Foveros. Além dos núcleos de processador e gráficos, esses chips vão trazer outras estruturas como memória RAM no mesmo die, tornando viável projetos muito compactos, como é o caso do próprio Galaxy Book S e seus míseros 6 a 11 milímetros de espessura. Parte do tamanho do Galaxy Book S tem a ver com o ajuste de frequências e consumo, já que os Lakefields também podem operar sem o uso de fans, com um TDP de apenas 7W. 

Rodando nossos testes, tivemos os seguintes resultados:

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Se por um lado o Samsung Book S tem um porte impressionantemente fino e compacto, por outro lado é vidente que a combinação de 4 núcleos Atom e um Core não é suficiente para alcançar a performance de um quatro núcleos e 8 threads de um Intel Core (Dell 13 5000) ou mesmo um quad-core Ryzen 3 (HP ProBook).

Isso torna esse notebook incapaz de fazer frente a esses outros modelos um pouco mais espessos em aplicações mais pesadas, mas no uso prático as coisas foram diferentes. O Lakefield tem desempenho o bastante para assistir vídeos, navegar na internet, trabalhos com software de escritório e uma edição leve de fotos e até vídeos. Para esse tipo de cotidiano, sem perspectiva de necessitar um render 3D ou filtros pesados em um Premiere da vida no meio do seu dia, ele consegue.

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Isso coloca esse modelo no extremo do espectro do complicado balanço entre portabilidade e desempenho. Se por um lado ele chega a patamares novos de design, com uma espessura que faz até o USB Tipo-C parecer grande demais para caber na carcaça desse notebook, em outra ponta ele precisa abrir muito mão de desempenho em ciclos mais pesados de trabalho.

No restante o Galaxy Book S manda bem, com uma boa tela, excelente acabamento metalizado e boa autonomia (apesar que nesse aspecto nem se saiu tão melhor que os modelos com CPU mais potente). Aqui acaba ficando por conta do consumidor decidir se esse é o ponto onde quer o equilíbrio entre potência e tamanho. Se você quer um notebook incrivelmente fino para o seu dia-a-dia, e não precisa de poder de processamento alto, esse pode ser um modelo ideal. Claro, se também estiver disposto a encarar o custo que começa na casa dos R$ 6.500.

 

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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