Créditos: Montagem: Adrenaline

GUIA de PROCESSADORES 2º semestre 2020

Encaramos preços e especificações para ajudar a montar seu PC!

Quem está montando uma máquina para jogar ou trabalhar, e está escolhendo peça a peça, tem uma dura missão na hora de escolher seu processador. Esse componente tem uma função crucial tanto para quem está de olho em altas taxas de FPS em seus games, quanto para quem vai pegar pesado no trabalho e precisa editar/renderizar/processar coisas.

Assim como fizemos no começo do ano com placas de vídeo (e estamos esperando ver como fica o mercado com a chegada das RTX 30 e Radeon 6000 pra atualizar) vamos fazer aqui um guia com os modelos que indicamos dentro de diferentes faixas de preço, buscando identificar as melhores opções dependendo de seu orçamento.

Aviso importante: estamos usando preços do mercado nacional como referência, ignorando placas importadas. Outro fator importante é a grande volatilidade do mercado brasileiro, então os preços que usamos foram pesquisados entre os principais varejistas brasileiros no dia 13/10, podendo haver grandes variações no momento que você estiver lendo esse artigo.

Até R$ 500

Começamos pelo cenário em que a luta é feia. Um processador para uma máquina de olho em games ou softwares mais pesados por menos de 500 reais é pior que briga de facão no escuro, e não há boas opções aqui. Se você quer tentar jogar algo, tem o Pentium G4560 que até rodou uns games em nossos testes, mas que não recomendamos por seus atuais R$ 400. Melhor estourar de leve orçamento de 500 reais e pegar o Core i3-9100F (R$ 509). Ele não é perfeito, mas já começa a entregar um nível OK de performance em muitos jogos e aplicações, como podem ver no gameplay abaixo:

De resto, todos os AMD FX, AMD A6/A8/A10, Celerons, Athlons e cia. que vocês encontram nessa faixa de preço são ótimos para uso cotidiano leve. Esqueçam deles para jogos.

Dos R$ 501 aos R$ 1 mil

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Se o segmento dos até 500 reais nos deixaram no tédio de haver apenas um modelo que temos coragem de sugerir, até os mil reais a coisa fica mais animada e nos trás alguns dos melhores custo x benefício disponíveis. Além das APUs pra quem quer montar o seu próprio PC da Crise, e nesse caso recomendamos o Ryzen 3 3200G (R$ 740) para jogar nos gráficos integrados do processador, também temos maior variedade de modelos e possibilidades.

Começando pelo mais barato, um modelo bem interessante é o Ryzen 3 3100 (R$ 700), seguido pelo Intel Core i3-10100 (R$ 800) para quem prefere o lado azul da força. Falando em jogos, também deve entrar no seu radar o Ryzen 3 3300X (R$ 930) e o Core i5-9400F (R$ 979). 

Aqui tem um parênteses para quem não vai só jogar, e está buscando produtividade. Devem ter reparado que colocamos um Ryzen 5 1600AF (R$ 799) no comparativo, apesar de ficar abaixo dos demais modelos em games. Isso porque ele brilha em outro cenário: produtividade. Veja como ele se sai contra os mesmos modelos:

R$ 1 mil a R$ 1,5 mil

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Entramos no território de alguns dos melhores modelos para quem está buscando uma boa máquina, ainda buscando um balanço entre custo e desempenho, mas agora com configurações mais robustas. Temos de um lado, nesse cenário, o Intel Core i5-10400F (R$ 1.239), excelente modelo de seis núcleos e 12 threads da Intel, e o AMD Ryzen 5 3600 (R$ 1.399), um pouquinho mais caro e com a mesma configuração.

Aqui a performance em jogos não sobe muito comparado aos melhores modelos do patamar anterior. Mas temos aqui CPUs muito mais robustos, como mostram nosso testes abaixo com o Blender, dando assim mais margem de performance para quem quer fazer coisas em paralelo, como streaming, ou usar essa máquina para trabalhar em edição de vídeo e modelagem 3D, por exemplo. Além de ter mais "fôlego" para o futuro.

R$ 1,5 mil a R$ 2 mil

Aqui temos algo que apelidaria de território improdutivo. Temos nessa faixa de preço modelos overclockáveis ou com clocks mais altos, como o Core i5-10600K ou o Ryzen 5 3600X e 3600XT. Não vejo um benefício relevante frente aos modelos do segmento anterior para justificar o investimento. Se quer benefícios mais perceptíveis, melhor subir mais o orçamento para conseguir CPUs mais robustos, com mais núcleos.

R$ 2 mil a R$ 2,5 mil

Há um claro vencedor nesse segmento. O AMD Ryzen 7 3700X (R$ 2.099) é um excelente CPU com oito núcleos, 16 threads, excelente desempenho em aplicações profissionais e a microarquitetura Zen2 que a deixa bem próximo dos rivais Intel em games. Esse é o melhor processador high-end em custo e performance, e está em par com as configurações da nova geração de consoles, então sem dúvidas é um forte concorrente para quem quer montar uma máquina gamer de alto desempenho. Vindo logo depois, temos um bom representante Intel, o Core i7-10700 (R$ 2.299). Mesmo não sendo os modelos mais rápidos, a diferença entre eles e os modelos muito mais caros do topo da linha são pouco relevantes:

R$ 2,5 mil e além

Agora chegamos a altura dos topo de linha, e os orçamentos vão passar a variar muito mais. Temos alguns modelos levemente mais robustos de octa-core de ambas as marcas, como o 3800X, o 9900K e o 10700K, mas os bons saltos vão surgir em configurações mais robustas, e com custos subindo acima dos R$ 3 mil. O primeiro deca-core é o Core i9-10850K e o 10900 (R$ 3.299 e R$ 3.299), mas quem quer muito núcleos e threads pode ter o seu mais forte concorrente no Ryzen 9 3900X (R$ 3.389) o mais potente processador, já praticamente saindo do território do gaming e partindo para os pro-sumers e desenvolvedores. Em games você para de ter benefícios em games, mas em aplicações profissionais que escalam bem, vai continuar ganhando com o incremento no orçamento:

Muito longo, não tô afim de ler

Melhor baratinho: Intel Core i3-9100F (R$ 509)
Custo x benefício entrada: AMD Ryzen 3 3100 (R$ 700) / AMD Ryzen 5 1600AF (R$ 799)
Custo x benefício intermediário:  Intel Core i5-10400F (R$ 1.239) / AMD Ryzen 5 3600 (R$ 1.399)
Melhor processador para jogos do segundo semestre: AMD Ryzen 7 3700X (R$ 2.099)

Assuntos
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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