Créditos: Montagem: Adrenaline

PC do nível do XBOX SERIES S: a MICROSOFT MANDOU BEM!

Quanto custa fazer o console baratinho de nova geração?

A Microsoft nos últimos dias abriu as porteiras e soltou várias informações sobre sua nova geração de consoles, o que inclui até mesmo oficializar o Xbox Series S, console mais acessível com foco em 1080p e 1440p, e também os preços, com o Series X chegando por US$ 499 e o Series S por US$ 299.

Como já fizemos com o Playstation 5 e o Xbox Series X, vamos tentar entender o nível do hardware que temos com essa nova opção da próxima geração fazendo um paralelo com o PC, e tentando montar uma máquina equivalente com os componentes mais próximos que conseguirmos.

As peças

Para isso, temos que começar pelas especificações do próprio Xbox Series S, que incluem:

Comparativo

Microsoft Xbox Series SMicrosoft XBox Series X

Preços

Preço no lançamentoU$ 299,00

Especificações

CPUAMD 8x Zen 2 @ 3.6GHz (3.4GHz com SMT) AMD 8x Zen 2 @ 3.8GHz (3.6GHz com SMT)
GPU20 unidades de computação (4 TFLOPs), RDNA 2 customizada @1.565GHz 52 unidades de computação (12 TFLOPs), RDNA 2 customizada @ 1,825GHz
Memória10GB GDDR6 16GB GDDR6
Capacidade de armazenamentoSSD NVMe de 521GB SSD NVMe de 1TB
Armazenamento adicionalCompatível com drives USB 3.2 externos Compatível com drives USB 3.2 externos
MídiaBlu-Ray 4K UHD
ConexõesHDMI 2.1 HDMI 2.1
EnergiaFonte interna Fonte interna

O Xbox Series S foi escalonado para entregar o mesmo nível de experiência de nova geração que o Series X, porém por um preço mais acessível. Para tanto, a estrutura na essência é a mesma: um processador baseado em Zen2 com oito núcleos, porém operando em frequências levemente menores, o que ainda vai dar conta de gameplays em altas taxas de quadros, e com memórias rápidas GDDR6 e SSD NVMe PCIe 4.0 e a tecnologia para dar aquela agilidade nos carregamentos.

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As diferenças nesses campos são discretas. O processador vai vir com frequências levemente menores, algo na casa dos 200MHz ou, percentualmente, inferior a 10%, então não tem muito porque se preocupar com essa alteração. A quantidade de memória RAM teve leve reduções, mas vamos falar do impacto dela mais pra frente, quando comentarmos gráficos.

Já a redução do armazenamento... aqui temos um problema. Com o console sendo apenas digital, 512GB de espaço parece um valor bastante complicado. Felizmente o ecossistema do Xbox de nova geração já trouxe um acessório opcional para expandir o armazenamento mantendo a performance, algo que está mais para obrigatório do que opcional considerando o tamanho cada vez maior dos games.

Agora nos gráficos temos o maior desafio. Enquanto na parte de processamento temos CPUs na mesma microarquitetura dos consoles, no caso Zen2, nos gráficos a coisa muda. A AMD já marcou um evento para o final do próximo mês, onde deve mostrar as placas baseadas em RDNA 2 da série Radeon RX 6000. Mas hoje não temos nada equivalente no mercado, então o jeito é improvisar. Como a performance é na casa dos 4 TFLOPS, desta vez dá para usar produtos da linha Radeon atual, que são mais parecidos com o que devemos ver nos consoles.

As 20 unidades computacionais do Series S coloca ele próximo da especificação de uma RX 5500 XT no line-up atual. A AMD promete ganhos na casa de até 50% com a nova microarquitetura, um ganho respeitável de uma geração para a próxima, então dá para estimar algo alto o bastante para representar a "subida" de um degrau, e quem sabe algo próximo do nível de uma RX 5600 XT atual:

Isso também é reforçado pela promessa de um gameplay em 1080p e 1440p, além de 120fps em games competitivos. Em nossos estes, tendo como baliza um dos poucos games mostrados até agora no sistema que foi Gears of War 5 no modo multiplayer, conseguimos algo na casa dos 110fps em 1440p e pre-set alto, mostrando que não estamos muito longe da configuração da Microsoft.

É aqui que é relevante comentar a redução da quantidade da memória disponível. Os consoles trabalham com uma arquitetura unificada de memória, tanto para CPU quanto GPU, e é aí que a economia do Series S faz sentido. Como ele vai trabalhar com resoluções bem menores que o 4K que o Series X está mirando (quando estiver em FullHD, falamos de 4x menos pixels) o consumo de memória é muito inferior, tanto pela quantidade inferior de pixels necessários quanto pela menor dependência de texturas de alta resolução. Assim, a redução dos 16GB para 10GB não apenas faz sentido do ponto de vista do custo do console, quanto também em termos práticos ela não faz diferença.

Quanto custa?

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Não é preciso ir nem um pouco longe para ver o quanto esse preço da Microsoft é excelente. Usando de baliza o preço no exterior, somente a Radeon RX 5600 XT já representa quase 300 dólares. Um CPU Ryzen de 7 núcleos e Zen2 supera muitas vezes esse valor. 

Os preços da Microsoft são excelentes: pagam só a placa de vídeo de nosso PCs "equivalentes"

Sem nem incluir um SSD PCIe 4.0, muitas máquinas gamers equipadas com uma Radeon RX 5600 XT e processadores de alto desempenho, "na gringa", batem a casa dos US$ 1000 a 1500.

Considerando o mercado nacional, uma máquina com uma RX 5600 XT e um bom processador para alcançar altas taxas de quadros fica acima dos R$ 5 mil, então colocando na conta todas as modificações para incluir um SSD NVMe PCIe 4.0 (o SSD em si, uma mainboard compatível e um processador Zen2) temos um custo que pode girar na casa dos R$ 8 mil.

O Serie S e seu ecossistema está se mostrando a opção definitiva para a nova geração com preço atrativo

Apesar das dificuldades que é trazer um produto para o mercado brasileiro, a Microsoft tem sido uma das empresas mais eficientes em adequar ao máximo que é capaz seus preços e serviços ao Brasil, com fabricação local e custo mais agressivos. Uma boa baliza é o Switch, o console portátil da Nintendo tem preço oficial de US$ 299, o mesmo do Series S, e chegou ao Brasil com preço oficial de R$ 2.999. Chegando por esse valor, o console da Microsoft combinado com o Xbox Game Pass, que ficou ainda mais robusto com a inclusão recente do EA Play, vai ser indiscutivelmente o mais poderoso custo x benefício para dar acesso a nova geração de games. Sony, talvez esteja na hora de se mexer.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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