Créditos: Foto: Adrenaline

Tentando um PC GAMER BARATINHO no meio da PANDEMIA

Quem não tem cão, caça com gato

Desde que a pandemia atingiu em cheio as linhas de produção, e que o dólar disparou como um foguete, piorou muito a situação de quem quer montar uma máquina gamer. Enquanto a gente prepara o nosso guia de placas de vídeo do segundo semestre, que vai dar o saldo da destruição que aconteceu, vamos encarar as dificuldades e ver "o que dá pra fazer", considerando como estão as coisas.

Para quem pode esperar talvez um pouco de precaução pode ser uma boa pedida, mas para quem não tem onde jogar agora, vamos ver o que tem pra hoje.

Aqui vamos seguir a seguinte lógica: já mostramos como os preços subiram o que virou dos nossos antigos orçamentos pré-pandemia. Mas a realidade de muitos não é de simplesmente pagar mais caro e continuar pegando as mesmas peças. Se as peças ficaram mais caras, o orçamento segue o mesmo, e vamos ter que piorar a máquina adquirida.

Para esse experimento, vamos tentar ficar o mais perto possível da casa dos R$ 2 mil onde anteriormente estava o PC Baratinho. Isso só vai ser possível abrindo mão de muita coisa, e o resultado vai ser uma máquina que não encara tudo, mas roda algumas coisas. Hoje vamos descobrir que coisas são essas.

Especificações

- Intel Core i3-9100F - vídeo de gameplay - R$ 499
(mas se der, vai de Ryzen 5 1600) aumenta para R$ 700 e a A320 tá uns R$ 500
- Mainboard H310 - R$ 380
- 1x 8GB de RAM - R$ 260
(pense com carinho em mais um módulo de 8GB)
- AMD Radeon RX 550 2GB - R$ 450
(para rodar tudo, com folga, seria bom uma GTX 1650 Super, mas lá vão mais R$ 1,2 mil)
- HD 1TB - R$ 305
(um SSD para o sistema, de uns 250GB, faria toda a diferença, mas encareceria em R$ 230)
- Fonte 450W - R$ 400

Total: R$ 2.294

mas se você fizer todas as nossas recomendações adicionais, vira:

Total: R$ 4.000

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Baixar para o orçamento de R$ 2,3 mil de novo é viável, mas o custo é enorme na qualidade final de nosso gameplay. Com limitações em praticamente todas as peças de nossa build, cada jogo que testamos é um exercício de descobrir o que vai ser insuficiente, e foram várias dificuldades.

Este computador roda tudo no limite, e cada jogo aberto é descobrir o que vai "estourar primeiro"

É possível jogar praticamente qualquer coisa, mas muitos jogos rodam em uma qualidade próxima ao do injogável. Jogos "triplo A" lançamento podem rodar em HD, qualidade mínima e 30fps, mas talvez nem isso, como foi o caso de Horzion Zero Dawn.

Games competitivos ajudam por serem mais leves, mas mesmo eles vai ser preciso um certo cuidado com as configurações usadas. Deu para encarar um Rainbow Six Siege, assim como Counter Strike, Overwatch, Rocket League, League of Legends, DoTA e outros passariam por aqui sem problemas. Mas um Call of Duty no modo Warzone, aí já não foi bem.

No momento atual, montar um PC Baratinho pra jogar não faz sentido. É preciso investir mais, caso contrário o seu retorno não irá compensar o gasto nesse patamar

E com todas essas enxugadas, no fim o PC Baratinho está com basicamente a capacidade... do PC da Crise! O Core i3 é um tanto melhor que o Ryzen 3 3200G, pois apesar de ambos serem quad-cores, a Intel de franca vantagem versus a arquitetura Zen em suas primeiras gerações. Em chip gráfico, um dos principais componentes para performance em games, a Radeon RX 550 tem pouco a oferecer mais que a Vega 8 integrada no processador da AMD.

Realmente, são tempos complicados de montar uma máquina para jogar com um orçamento limitado. Em breve vamos enfrentar outra pedreira: temos que atualizar nosso guia de placas de vídeo, que fizemos lá no segundo semestre. Como já comentamos, as coisas pioraram bastante, mas igualmente há quem precise ou quer montar uma máquina agora, e a realidade é essa, então hora de encará-la.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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