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PC GAMER com performance do Playstation 5: QUANTO CUSTA? [+gameplay]

Buscamos criar uma máquina o mais próximo possível do que o console terá para oferecer
Por Diego Kerber 18/06/2020 17:50 | atualizado 23/06/2020 18:35 Comentários Reportar erro

A Sony enfim mostrou a cara de seu videogame, além de detalhes de seu hardware e funcionamento que já deram a cara na fatídica apresentação incrivelmente detalhada do áudio do console. Assim como fizemos com o Xbox Series X, por aqui o pessoal é ansioso e não vamos esperar pelo lançamento do console no final do ano. Vamos construir nosso próprio Playstation 5 com os hardwares que temos por aqui!

Tentar recriar a mesma configuração dos consoles é impossível, como vocês verão nesse artigo, mas dentro do possível tentamos passar o mais perto que deu. Hora de descrever cada uma das peças, e ver como dá pra se aproximar disso com um PC atual!

Comparativo

Sony PlayStation 5Microsoft XBox Series X

Especificações

CPUAMD 8x Zen 2 Cores at 3.5GHz (frequência variável) AMD 8x Zen 2 @ 3.8GHz (3.6GHz com SMT)
GPU36 unidades de computação (10.28 TFLOPs) RDNA2 customizada 52 unidades de computação (12 TFLOPs), RDNA 2 customizada
Memória16GB GDDR6/256-bit 16GB GDDR6
Capacidade de armazenamentoSSD NVMe customizado de 825GB SSD NVMe de 1TB
Armazenamento adicionalCompatível com HDD USB externo Compatível com drives USB 3.2 externos
Mídia4K UHD Blu-ray Drive Blu-Ray 4K UHD
ConexõesHDMI 2.1
EnergiaFonte interna

Começando pelo processador, nossa vida fica fácil: temos algo bastante semelhante já disponível no PC. A Sony vai usar um chip AMD baseado em Zen2 com oito núcleos e frequências de até 3.5GHz. Isso tudo é possível, e com sobra, em um Ryzen 7 3700X, que já opera em clock base de 3.6GHz e salta para até 4.4GHz em seu boost. Resumindo: sobrou, e vamos até ter que fazer um downclock para tentar uma experiência mais próxima do PS5.

A CPU é a parte mais fácil de recriar, com os Ryzen 7 trazendo a mesma microarquitetura e specs parecidas

Para o resfriamento vamos usar o coolerbox, que também vai mais que sobrar. Apesar de não conhecermos detalhes do sistema de resfriamento do PS5, considerando a área disponível é pouco provável que a empresa traga algo mais robusto que um Wratih Prism.

Para combinar com esse CPU, e viabilizar outra tecnologia que falaremos mais adiante, entra em ação uma placa-mãe X570. Além do óbvio suporte a processadores como o 3700X, ela conta com a tecnologia PCIe 4.0, que será necessária para o SSD.

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Nas memórias começam nossas dificuldades em criar um sistema igual ao videogame da Sony. O Playstation, assim como o XBox, usam uma estrutura unificada de memórias para CPU e GPU, e não é assim que um PC gamer doméstico é construído. Enquanto o PS5 usa memórias GDDR6, nós vamos ter que usar a DDR4 para o CPU e o sistema, enquanto o chip gráfico vai trazer suas memórias dedicadas. Mesmo não tendo o mesmo nível de performance, vamos ao menos garantir uma excelente RAM em nosso sistema, com 16GB DDDR4 operando a 3200MHz.

A estrutura das memórias e o armazenamento é onde teremos as maiores diferenças entre um PC gamer e um console de nova geração

Mas não é só a memória RAM que será um problema. O armazenamento do PS5 é um de seus grandes destaques, com impressionantes 9GB/s de largura de banda. Esse valor é alcançado com um misto de novas tecnologias e também um novo recurso de compressão, que com baixíssimo impacto em CPU, consegue compactar os dados e depois extrair, aumentando a quantidade que flui através dos canais de comunicação. 

Não chegamos lá, mas vamos tentar passar o mais perto que for possível. Por isso vamos usar um SSD Cardea II PCIe 4.0 NVMe. Ele já opera no padrão mais recente da tecnologia PCIe, introduzido nas placas-mãe X570, e alcança 5GB/s. Não chegamos lá, mas ao mesmo tempo é um nível de performance e tanto! (Um HD tradicional faz uns 300MB/s).

Por fim, a placa de vídeo é a estrela do PC Gamer, e recriar a experiência do PS5 traz alguns desafios. O primeiro é que não temos esse nível de performance da GPU do console da Sony no mercado atual. Apesar da RX 5700 XT ter algo na casa dos 9TFLOPS, assim como o PS5, ela é feita na arquitetura RDNA de primeira geração, e a AMD promete saltos de eficiência na geração 2. Esse hardware também não tem unidades dedicadas ao processamento de Ray Tracing, diferente do que está a caminho no PS5.

Sem aceleração de ray tracing nas placas AMD atuais, o jeito foi apostar em uma GeForce RTX novamente

Para tentar criar uma comparação com nosso artigo em que montamos um Xbox Series X, usamos novamente uma placa da Nvidia, e fizemos o downgrade equivalente. Enquanto o Xbox tem na casa dos 11TFLOPS e o PS5 TFLOPS, a redução semelhante no mundo GeForce seria baixar da RTX 2080 Super que usamos no artigo do console da Microsoft para uma Nvidia GeForce RTX 2070 Super, mais especificamente um modelo da Galax.

Especificações da máquina

Ao final de nossa jornada, o mais perto que conseguimos chegar da máquina criada pela Sony fica assim:

- AMD Ryzen 7 3700X (desabilitado o SMT, clock cravado em 3.8GHz) - tabela de especificações - R$ 2.170
- Placa-mãe ASUS TUF Gaming X570 PLUS/BR -  site oficial - R$ 1.499
- 2x8GB DDR4 @3200MHz TeamGroup Pichau Gaming - link de compra - R$ 800
- Galax GeForce RTX 2070 Super EX 1-Click OC - análise completa - R$ 4.200
- SSD NVMe PCI 4.0 1TB - análise completa - R$ 2.499

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Total: R$ 11.169

 


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ps5
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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