Créditos: Montagem: Adrenaline

MAC vs WINDOWS: quem tira mais performance de sua máquina no trabalho?

Construímos duas máquinas idênticas e comparamos os sistemas operacionais em ação
Por Diego Kerber 14/03/2020 20:03 | atualizado 16/03/2020 08:27 Comentários Reportar erro

Quem trabalha na área de design, artes gráficas ou outros ramos em que uma boa máquina para trabalhar é algo relevante já deve ter ficado na dúvida sobre qual sistema é melhor: o Windows ou o Mac. No artigo de hoje vamos dar uma olhada na diferença desses sistemas operacionais e seus softwares na hora de renderizar e processar múltiplos projetos em diferentes softwares, para ver se o software da Microsoft ou da Apple se sai melhor!

Para tentar criar um cenário ideal de testes, montamos duas máquinas o mais parecido possível para o comparativo, então partimos de hardwares comuns dos MACs para facilitar nossa montagem de um hackintosh. Para os testes usamos aplicações exigentes de performance do hardware, com foco em render 3D e também vídeo:

Softwares testados:

Blender 2.8
CineBENCH 15
Adobe Premiere 2020

Configurações das máquinas:

Mac OS Catalina
Intel Core i7 8700K 
Gigabyte Z270M 
16GB (2x8GB) DDR4 T-Force Pichau @2666MHz
Sapphire  Pulse Radeon RX 580
SSD SATA 500GB

Windows 10 build 1903
Intel Core i7 8700
Gigabyte Z270N
16GB (2x8GB) DDR4 T-Force Pichau @2666MHz
Sapphire  Pulse Radeon RX 580
SSD SATA 1TB

Vídeo

Testes

Começamos nossa bateria de testes em renderização 3D, com Blender, um software muito popular para criação e manipulação de objetos em 3D, e o CineBENCH, benchmark baseado no motor gráfico Cinema 4D, também muito usado.

Na primeira rodada de testes temos algumas diferenças modestas, com vantagens ora para Windows, ora para Mac OS. No CineBENCH a vantagem ficou para o sistema da Microsoft, porém a margem bastante estreita entre os dois nos leva a concluir que temos basicamente um empate técnico.

No Blender a situação muda. Usamos o testes Barber shop, que pode ser baixado de graça nesse link, e que possui dois modos, o focado em processador e o em placa de vídeo. E aí temos uma diferença mais consistente: em ambos tivemos entre 15 a 20% de vantagem para o sistema da Apple, uma diferença respeitável considerando que é baseada somente em melhor eficiência do software. No ciclo de trabalho de CPU, por exemplo, o computador com Mac OS levou 16min30seg, e o Windows 19min53seg. Dependendo do ciclo de trabalho usado, esses minutos economizados podem escalonar em muito.

Agora trocando pra a edição de vídeo, usamos o Adobe Premiere 2020. Apesar do Mac possui o muito popular Final Cut e elogios ao seu desempenho, decidimos manter o uso do mesmo software nas duas plataformas para tornar a comparação mais consistente. E quando o assunto é a renderização final de um vídeo em 4K, temos um equilíbrio. O vídeo usado é o mesmo que testamos recentemente em um comparativo da performance de diferentes placas de vídeo em renderização.

Mas a grande mudança acontece em outra ação: renderizar em tempo real. Isso é muito usado quando é feito o processo de edição, e temos a manipulação do projeto durante o trabalho de edição. Ambos os computadores entregaram um bom desempenho rodando um vídeo em 4K com correções de cor e outros efeitos leves, mas quando colocamos para encarar algo mais desafiante, a coisa muda de figura. Abaixo temos um trecho com um timelapse que acelera o vídeo em mútiplas vezes, aumentando bastante a carga sobre o hardware, e o resultado é o abaixo:

Aqui temos o primeiro abismo entre as duas plataformas. O computador com Mac OS conseguiu praticamente cravar 60fps na reprodução em tempo real do vídeo, enquanto o Windows apresentou sérios problemas em criar os quadros a tempo. O resultado é um vídeo a 20 quadros por segundo, com trechos impossíveis de assistir sem ao menos reduzir a qualidade da pré-renderização. E isso se reflete em uma boa parte dos quadros não sendo criados a tempo:

Aqui podemos ter múltiplos fatores envolvidos na diferença. O primeiro pode ser sima otimização do sistema, com o Mac OS Catalina melhor preparado para esse fluxo de trabalho. Outra possibilidade é na ponta da Adobe, com o software mais maduro e otimizado em sua versão para sistemas da Apple. A terceira possibilidade é a API: em Windows, essa renderização é acelerada em hardware da placa de vídeo com o OpenCL. No Mac, temos outra API proprietária: a Metal. Essa tecnologia está presente no computadores, tablets e celulares da Apple e pode ter influenciado nesse delta de desempenho. Alguma mistura desses três fatores, com diferentes pesos, também pode ser a causa da diferença.

Conclusão

E aí, hora de abrir um tutorial e transformar seu PC em um hackintosh? Tivemos alguns indícios de vantagem para a Apple nesses fluxos de trabalhos testados, em alguns casos temos diferenças respeitáveis que realmente podem fazer valer a pena trocar o sistema operacional de sua máquina. Mas tem outros fatores que devem entrar na conta.

O primeiro é que é uma grande mudança de ecossistema, mudando os aplicativos usados, as funcionalidades disponíveis e até as interfaces e interações com o sistema. Se vocês está muito acostumado com o sistema Windows, não deve subestimar o tempo de transição para se adaptar.

O segundo fator é compatibilidade. Não é um procedimento simples transformar sua máquina em um hackintosh, e há muitos cuidados em relação as peças que tem compatibilidade. É bom ver se seu CPU, placa-mãe e placa de vídeo são uma combinação que funciona legal no ambiente da Apple.

A máquina com o MAC OS deu sinais de usar melhor o hardware, mas outros fatores podem desmotivar a troca pelo sistema da Apple

E por fim, se você não está querendo se aventurar em transformar seu PC em um Mac, e prefere montar uma máquina da Apple, surge um abismo ainda maior do que a diferença de performance ao longo testes: o preço. É absurdamente cara uma máquina da própria empresa, e o resultado é que é possível pagar uma máquina muitas vezes superior em hardware quando baseado em Windows, e que tem muito potencial de mais que compensar qualquer desvantagem em otimização do sistema da Microsoft e seus softwares.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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