Sekiro não é Dark Souls: Listamos 10 diferenças fundamentais pra ninguém se enganar

Sekiro: Shadows Die Twice é o mais recente grande lançamento da From Software, desenvolvedora que se consagrou pela série Dark Souls. Por causa disso e também devido ao estilo do gameplay que aparece nos trailers, é natural que alguns fãs da antiga franquia pensem que o jogo vai seguir num estilo souls-like e tentarem pular de cabeça no novo game. 

Análise preliminar de Sekiro: Shadows Die Twice

Mas Sekiro não é um souls-like. O game mal pode ser considerado um RPG! Na verdade, o jogo tem diferenças suficientes para que alguns fãs de souls-like nem gostem do novo título. Então confira uma lista com 10 diferenças fundamentais entre os jogos antes de acabar comprando gato por lebre:

1 - Conforme-se com a aparência do protagonista

A primeira coisa que você faz em Dark Souls é editar a aparência de seu personagem, algo que não é possível em Sekiro. No novo game, o protagonista Lobo tem um visual e uma personalidade bem definidos, sendo inclusive o primeiro personagem da From Software em anos que tem a capacidade de falar. Tem muita gente que não se importa com a edição da aparência do personagem, mas quem se acostumou com isso em Dark Souls pode sentir falta.

2 - Uma história "mais ou menos" linear

Um dos aspectos preferidos da série Dark Souls para seus fãs é o fato de que a história do game é um tanto difusa. O jogador precisa encontrar vários itens e ler suas descrições para entender o que aconteceu e está acontecendo em cada game da franquia. Não são muitas cutscenes que desenvolvem a narrativa.

Sekiro já conta com um enredo bem mais aos moldes de outros jogos. Você vai observar diálogos e cutscenes no desenvolvimento da história, inclusive com o protagonista falando e participando das cenas.

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3 - Sekiro não tem barra de estamina

Essa com certeza é a maior diferença entre os games, porque muda completamente o ritmo e a estratégia do combate. A barra de estamina na maioria dos jogos souls-like precisa ser constantemente observada, gastando com cada ataque, defesa ou esquiva. O jogo fica todo mais lento e incentiva novos jogadores a ficarem mais na defensiva.

Em Sekiro, independentemente da sua experiência, a melhor estratégia é sempre focar no ataque. Claro que o jogo ainda conta com mecânicas para impedir o jogador de ficar no ataque o tempo todo, simplesmente spammando o botão. Ainda é muito necessário ter uma boa estratégia e se manter atento, mas a experiência do combate é completamente diferente.

4 - Saltando o tempo todo

A capacidade aérea do protagonista é outra diferença central que aparece em Sekiro. Há um botão específico para o pulo, dá para apoiar nas paredes ou nos inimigos para um segundo salto, é possível se pendurar em beiradas e se puxar para cima. Além disso tudo há, obviamente, a corda com gancho, que permite o jogador se lançar para lugares mais altos em pontos específicos do gancho. 

Isso "verticaliza" os cenários e incentiva a furtividade, permitindo ao jogador ficar procurando pontos de vantagem para pegar os inimigos desprevenidos ou se planejar melhor antes de abordar um novo ambiente. A busca por pontos de vantagem através do gancho e da capacidade de salto muda completamente como se dá a exploração de cenário e planejamento em Sekiro.

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Além da movimentação pelo mundo, os saltos também são usados durante o combate, principalmente para desviar de alguns ataques, o que dá uma dimensão extra e ainda mais dinâmica para a luta. 

5 - Progressão do personagem bem diferente

Esta diferença e a próxima são as que, provavelmente, mais vão desanimar quem é fã de Dark Souls pelos seus elementos de RPG. Sekiro conta com um sistema de progressão de personagem que é bem mais raso com o que encontramos em RPGs. Ele está muito mais alinhado com o que vemos em outros games de ação ou stealth, em que você destrava novas habilidades e melhora seu equipamento apenas.

É possível melhorar a barra de vida do protagonista e seu poder de ataque, mas isso é feito com mecanismos e itens específicos, não sendo possível, por exemplo, distribuir pontos de atributo a cada novo level.

O que o jogador mais vai notar mudanças ao longo do game são nos novos equipamentos para a prótese Shinobi, as melhorias deles e nas novas habilidades, que pode ser "compradas" com pontos obtidos no lugar dos níveis de personagem.

6 - Uma única arma

Como dito antes, esta é a segunda diferença que mais deve desanimar que é fã da série Souls pelo RPG. Em Sekiro você tem apenas uma arma principal, sua fiel katana chamada Kusabimaru

Jogadores de souls-like e outros RPGs em geral costumam testar várias armas diferentes até encontrar aquela que melhor se adapta ao seu estilo de jogo. Aqui você é obrigado a aprender a usar a Kusabimaru e não tem muito o que fazer para mudar o jeito do combate. Os diferentes equipamentos da prótese podem ter um impacto diversificado no combate, mas eles são apenas suporte na maior parte do tempo. A mecânica central das lutas sempre vai ser usando a espada.

7 - Nada de almas

As almas dão o nome à série Souls, mas não estão presentes em Sekiro. Uma parte central da experiência de jogar Dark Souls é morrer com diversas almas "no bolso" e ficar desesperado para recuperá-las antes de ser morto novamente, para não perder tudo. Isso é completamente determinante no gameplay.

O novo game da From Software simplesmente não tem isso. Quando o protagonista morre, você perde metade do seu dinheiro e da experiência acumulada para comprar novas habilidades. Perde e pronto, não dá pra recuperar. Existe uma mecânica que calcula uma probabilidade de receber "ajuda divina" e não perder nada quando se morre, mas não há a possibilidade de alcançar novamente o ponto em que se morreu para reaver a metade do seu dinheiro e experiência perdidos.

8 - Você pode ressuscitar

Quem acompanhou os trailers de Sekiro sabe que dá pra ressuscitar uma vez no jogo e se levantar na hora, logo depois de ser morto. Este não parece ser um recurso que vá incomodar os fãs de jogos no estilo souls-like, mas é outro elemento que torna bastante diferente a experiência de jogar Sekiro e um Dark Souls. Afinal, todo mundo que jogou algumas horas da antiga série da From Software deve conhecer a frustração de faltar apenas um hit para matar o chefe e acabar caindo em combate. No caso de Sekiro, se você ainda pode ressuscitar, basta levantar e dar esse último golpe, simples.

9 - Estritamente single player

Outra diferença que deve desanimar os jogadores mais "hardcore" de Dark Souls é que Sekiro não conta com elementos de multiplayer, como a possibilidade de invadir mundos, ser invadido ou jogar cooperativamente.

A ideia por trás de Dark Souls, até pela sua dificuldade, é trazer uma experiência mais ou menos colaborativa quando jogamos online. Dá pra ver anotações que outros jogadores deixam avisando de armadilhas (ou trollando) e é possível também observar como um outro jogador morreu naquele mesmo trecho.

Sekiro busca um gameplay mais individual, querendo passar uma sensação maior de solidão e de protagonismo para o jogador. O game não é um RPG em que seu próprio mundo é o personagem principal. Sekiro é um jogo de ação, e o protagonista é o Lobo.

10 - Sekiro é mais fácil

Não gosto de comparar a dificuldade entre dois jogos de gêneros diferentes, mas uma coisa que considero que realmente torna Sekiro mais fácil que Dark Souls é algo que talvez passe despercebido pra algumas pessoas: o jogo dá menos margem ao erro do jogador. 

A narrativa mais linear do jogo ajuda o jogador a saber onde ele tem que ir, os cenários não são complicados de entender e a possibilidade de subir nos telhados ajuda a ver o panorama e se localizar melhor também.

Não quero entrar no mérito do combate em si, porque cada jogador tem suas afinidades, mas a mecânica de ressurreição e o jeito de encontrar itens e melhorar o personagem são coisas que vão facilitar também a vida dos jogadores e ajudar eles a não passarem batido por itens importantes.

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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.