PC Baratinho e da Crise encaram o mundo medieval de Kingdom Come Deliverance

Agora que temos um PC da Crise revitalizado com as novas APUs da AMD baseadas em Zen e Vega, é hora de encarar o game Kindgom Come Deliverance, um RPG medieval de mundo aberto baseado no motor gráfico Cryengine.

O jogo traz uma carga alta para o hardware por conta de seus cenários abertos, muita vegetação e também cidades e fortificações complexas. Nos testes começamos em um vilarejo bastante simples, para ver uma situação leve para os componentes, e depois alternamos para um trecho do jogo mais desafiante, com vários soldados se enfrentando em uma fortificação mais ampla.

Foram usadas as seguintes configurações:

PC Baratinho

- CPU Intel Pentium G4560 - R$ 240
- 8GB (2x4GB) de RAM - 2x R$ 250
- Placa-mãe LGA 1151 - R$ 300
- Nvidia GeForce GTX 1050 2GB - R$ 590
- HD Seagate Barracuda 1TB - R$ 220
- Fonte de 400W - R$ 185
- Gabinete, monitor, teclado, mouse e licença do Windows reaproveitados de um PC velho - R$ 0

Preço total R$ 2.035

PC da Crise

- AMD Ryzen 3 2200G - R$ 480
- Placa-mãe AM4 A320 -  R$ 240
- 8GB de RAM em 2666MHz - R$ 450
- HD de notebook de 2.5" 5400RPM - 200 reais
- Fonte de 300W SFX - entre R$ 50 e 100

Preço total estimado: R$ 1.445

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No comparativo AMD vs Nvidia, temos uma vantagem para as placas GeForce. Mesmo entregando uma taxa mais alta de quadros, a RX 550 apresentou oscilações maiores nos tempos dos quadros comparado ao que acontece na GT 1030, mesmo o modelo da Nvidia tendo menos performance na média. O mesmo se replica no comparativo RX 560 vs GTX 1050, duas placas com performance mais próxima e onde a estabilidade dos quadros é maior na placa GeForce.

As placas de entrada (RX 550 e GT 1030) são suficientes para rodar o jogo, porém é preciso maneirar nas configurações. A resolução HD combinada com qualidade média entrega uma taxa na casa dos 40FPS com a GT 1030 e 50FPS na RX 550, mas para manter uma maior estabilidade em trechos mais desafiantes do jogo o ideal é travar a 30FPS.

A linha GeForce se saiu melhor que a Radoen,
com mais estabilidade nos tempos de quadros

Com a GTX 1050, placa que optamos para esse episódio, rodar em FullHD qualidade média é viável para alguns trechos, porém para manter o gameplay mais próximo dos 60FPS de forma mais constante, o ideal é renderizar em 900p e baixar o pós-processamento. O resultado é um gameplay com boa taxa de quadros, acima dos 45 quadros por segundo na maior parte do tempo. 

E no resto do hardware? O Pentium consegue entregar a maior parte do tempo, porém batalhas recheadas de soldados na tela se batendo colocam a CPU em pânico, baixando os quadros para menos de 30FPS em alguns momentos e trazendo eventuais stutterings. Felizmente eles são pontuais e o gameplay estabiliza na casa dos 40 a 50FPS nesses trechos, tornando viável jogar. Se você quer escapar dessas engasgadas, melhor investir mais em processador.

O Pentium conseguiu rodar, mas
passa trabalho eventualmente

E o PC da Crise? Se a GT 1030 consegue encarar, não é uma surpresa que o Ryzen 3 2200G tem força para encarar o jogo. O problema é o mesmo que identificamos no vídeo que montamos esse sistema, com oscilações de tempos em tempos na frequência do chip gráfico integrado, algo que impacta notavelmente o desempenho do game. Colocando em HD e qualidade baixa, surge uma margem suficiente de performance para melhorar a estabilidade do jogo, reduzindo inclusive as quedas de clocks na iGPU Vega. O resultado é um gameplay possível, com menos quedas nas taxas de quadros.

É possível jogar no PC da Crise, mas instabilidades no
clock da iGPU ainda são um problema

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No momento definir o clock da iGPU em software de overclock segue como a solução para manter a estabilidade caso você possua uma placa-mãe compatível com overclock. Não é o nosso caso, onde usamos uma A320, e vamos seguir esperando por updates por parte da AMD, para ver se o Ryzen 3 passa a entregar um desempenho interessante em configuração stock do chip.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube