PC Ideal para Jogar 2017: o computador que recomendamos montar

[+update]: Esse artigo já possui uma versão mais atualizada! Confira nosso computador recomendado mais recente nesse link aqui.

PC Ideal 2018: o computador gamer que recomendamos você montar!

[+texto original]: No começo do ano criamos um computador para ser algo mais balanceado que um PC Baratinho e um PC dos Sonhos: o PC Ideal tinha como objetivo ser o hardware com um bom equilíbrio entre custo e performance para jogos. Com o fim de ano chegando e após várias mudanças no mercado de hardware, decidimos que era hora de atualizar esse computador e, da mesma forma como fizemos com o PC Baratinho e ainda estamos tentando com o PC dos Sonhos, criar uma configuração final para o ano de 2017.

Primeiro artigo do PC Ideal

Nossa premissa segue a mesma: montar um bom PC para jogar sem gastar demais, mas também sem perder qualidade e performance. Mantemos a meta dos 60FPS em FullHD e qualidade alta, não ultra, afinal como já falamos no passado o custo para atingir a qualidade máxima nos jogos é muito alto comparado com o ganho no visual do jogo. Qualidade alta é mais que o suficiente para ter os jogos em ótimo nível.

Artigo: Vale a pena jogar no Ultra? A diferença de qualidade e performance quando se joga "no talo"

VAMOS BUSCAR O MELHOR BALANÇO ENTRE CUSTO E BENEFÍCIO, E MONTAR UM BOM PC PARA JOGOS

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Decidindo as peças

CPU
Como temos um PC montado em fevereiro, já podemos partir dele como base para criar esse PC do ano. Porém como as coisas mudaram! Começando pelo processador tínhamos o Core i5 6400, um quad-core que estava lidando bem com a maioria dos games, porém começaram a surgir pedras no sapato dos quad-core. O melhor exemplo foi a performance pífia de nosso PC Ideal do começo do ano para encarar Ghost Recon Wildlands.

Ghost Recon Wildlands e seu péssimo desempenho no PC Adrenaline Custo x Benefício!

Com a nova geração da Intel surgiram os Core i5 com seis núcleos, porém o Core i5 8400 chegou com um preço consideravelmente acima de seu antecessor (subiu de 740 para 870 reais). As placas-mãe também não estão ajudando: no momento a nova geração de CPUs da Intel ó possuem o chipset entusiasta Z370, o que eleva bastante os preços. Porém, felizmente, esse é o ano que a AMD voltou a disputa com os processadores Ryzen, entregando bons rivais com performance não muito mais distante em single-thread (algo imporante em games) e com folga em multi-thread (algo que vem se tornando cada vez mais importante):

Os Ryzen vieram ao resgate na parte de CPU

Os processadores Ryzen chegaram com uma performance muito mais próxima dos Intel Core (diferente dos FX que tínhamos no primeiro artigo) e trouxeram CPUs desbloqueadas, com mais núcleos e com mais threads que os modelos rivais da Intel. Nossos testes mostram que o Ryzen 5 1400 é um excelente modelo para um PC gamer, entregando performance na casa dos 60FPS em praticamente todos os games por um preço competitivo entre 400 e 500 reais. Porém nos testes mais críticos com lançamentos do ano, como Assassin's Creed Origins ou Ghost Recon Wildlands, vemos quedas que podem chegar a 40FPS em nos piores momentos. São momentos muito pontuais, e não impossibilitam usar esse processador em um excelente PC para jogos. Porém o PC Ideal precisa de mais margem.

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Ao mesmo tempo que apresenta médias não muito distantes aos modelos Intel Core, o Ryzen 5 1600 apresenta maior estabilidade que o Core i5 7400 por possuir mais núcleos e muito mais threads disponíveis, "aguentando o tranco" em games de mundo aberto com muitas coisas sobrecarregando a CPU, e por isso será o processador da vez. Essa CPU com seis núcleos e 12 threads apareceu ao longo do ano com o preço bastante competitivo, muitas vezes próximo dos R$ 700. Por 40 rais a menos, aumentamos de quatro para seis núcleos, de quatro para 12 threads, de uma CPU bloqueada para uma com possibilidade de overclock e de um processador sem hyperthread com um capaz de ter dois threads por núcleo e deixamos o péssimo cooler box da Intel pelo competente Wraith Spire.

Como temos um processador capaz de ser overclockado e a diferença de preço não é grande, recomendamos o investimento adicional (que as vezes não chega a R$ 100) para pegar uma placa-mãe B350 ao invés de uma A320. Com isso passamos a poder overclokar a CPU, algo interessante para o consumidor que deseja tirar um pouco mais de performance de seu processador.

GPU
E a placa de vídeo? Novamente a situação é bem diferente da que tínhamos em fevereiro. A Radeon RX 470 era um "custo x benefício" imbatível, com preços na casa dos R$ 800 e capacidade de rodar games em FullHD a 60FPS e qualidade alta. Mas aí veio a mineração e a nova geração Radeon com as placas RX 500 e... bem, lá se foi. A RX 570 é encontrada por preços acima dos R$ 1.1 mil, algo que "colou ela" no preço da GeForce GTX 1060 3GB, que também já apareceu por R$ 800 mas que anda custando caro ultimamente.

Os preços da RX 470 deixaram saudade

Com a morte dessas duas placas no segmento dos R$ 700 a R$ 900, e com a GTX 1050 Ti não entregando desempenho suficiente para nossa meta, tivemos que "subir um degrau". E se é pra gastar R$ 1.2 mil, preferimos já ir direto para a GeForce GTX 1060 6GB, modelo que vem aparecendo por a partir de R$ 1.3 mil e que entrega mais desempenho e uma quantidade adicional de memória.

Se é para subir para acima dos R$ 1 mil,
optamos por ir com a GTX 1060 6GB

Isso não invalida as compras da RX 570 caso um dia ela volte a apresentar preços mais competitivos ou da própria GTX 1060 3GB se voltar a custar menos. Só é bom cuidar que eventualmente os 3GB podem demandar uma redução na qualidade das texturas, mas mesmo assim a placa entrega um bom nível de desempenho.

RAM
8GB de memória RAM em dual-channel seguem dando conta, o que não tem sido o bastante são os estoques de DRAM e, como resultado, os produtos estão chegando bem caros ao consumidor. No começo do ano gastávamos R$ 175 por memória de 4GB, hoje desembolsamos R$ 300 em apenas um memória! Memórias de alta frequência são recomendáveis por impactar positivamente nos momentos em que o processador é o limitador do sistema, mas se o custo for muito alto deixam de fazer sentido, afinal acaba sendo melhor investir em um processador melhor. Sem opções com custo aceitável, usamos mesmo memórias operando em 2400MHz, algo que foi suficiente para alcançar nossa meta de desempenho.

E o restante?
No restante das peças poucas novidades. A fonte da Thermaltake de 500W ainda comporta o consumo de nosso sistema, enquanto o HD de 1TB é um bom começo (apesar de já termos games ocupando até 100GB de espaço!). Segue nossa recomendação pela compra de um SSD, por mais que os R$ 300 não sejam baratos, a diferença na agilidade do sistema compensa esse custo adicional. O gabinete segue o Versa H15: ao mesmo tempo que é compacto (o que ajuda no nosso espaço aqui) ele tem todos os espaços que precisamos e boa ventilação.

Não vai dar performance em games, mas ter um SSD é uma adição que deve ser cogitada

Preços


Configurações (preços de à vista com pesquisa feita em 06/12):

Hardware-base

- Processador AMD Ryzen 5 1600 - R$ 700
- Placa-mãe B350 - a partir R$ 500
- Placa de vídeo Nvidia GeForce GTX 1060 6GB - R$ 1.3 mil
- Memória RAM: 2x 4GB DDR4 2400MHz - 2x R$ 300 (ou mais rápida, depende do preço que você encontrar)
- HD 1TB Seagate - R$ 230
- Fonte ThermalTake Smart ATX 80Plus 500W - R$ 215

Total do hardware: R$ 3.545

Algumas sugestões de peças que ficam "ao gosto do gamer":

- Gabinete Thermaltake Versa H15 - Site oficial - R$ 200
- Monitor Gamer LED ASUS 24´, Full HD, 1ms - R$ 750

E definitivamente cogite:

- SSD 120GB - R$ 300

Faremos em breve um vídeo dedicado aos periféricos

Outra parte essencial de montar um PC Gamer é definir seus periféricos. Mouse, teclado e headset são cruciais para sua experiência com os games, seja por respostas mais rápidas e precisas, seja pela qualidade da experiência que só peças ergonômicas, confortáveis e com boa qualidade trazem para alguém que pretende estender sua jogatina por várias horas. Cada um deve buscar peças que atendam suas demandas, mas para dar uma mão ao pessoal que quer algumas indicações, deixamos por conta do Wetto (que cuida das análises de periféricos aqui no Adrena) recomendar alguns produtos que ele acha serem excelentes na sua relação entre qualidade e preço:

Periféricos sugeridos pelo Wetto:

- Mouse CM MasterMouse - R$ 140
- Mousepad Rise Mode Black - R$ 40
- Controle Redragon Saturn - Análise - R$ 40
- Teclado Redragon Harpe - R$ 99

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube