Mini-Reviews de periféricos de diversas marcas: Havit, Xiaomi, E-3LUE, Infinity

Nós do Adrenaline recebemos diversos periféricos, muitos razoáveis, vários bons e alguns excelentes, mas também chegam aqueles que acabam ficando abaixo do esperado.

Confesso que quando um periférico não atinge o que esperamos, acabo atrasando bastante a análise ou até nem fazendo, simplesmente devido a todo o esforço que é necessário para a criação do artigo. Mas o público precisa saber qual a razão para este periférico não ter uma análise publicada e quais as razões para evitá-los.

Por isso, estamos fazendo esta coletânea de mini-reviews, sendo resumidas em comparação com as análises completas que normalmente fazemos, mas espero que a qualidade dessas análises ainda esteja dentro do aceitável, mesmo que o periférico em questão não esteja.

Mousepad Xiaomi

Mousepad de Alumínio da Xiaomi:

Mousepads de alumínio são bastante bonitos ao vivo, mas possuem vários problemas que impedem sua utilização para jogos. Em primeiro lugar, sensores atuais não são otimizados para superfícies de metal, tanto que mousepads de alumínio já existiam no passado (2005), mas eram otimizados para mouses de bolinha.

O problema, é que vários sensores de diferentes mouses apresentaram comportamentos indevidos utilizando essa superfície, o Logitech G900 fica estranho, o Corsair Scimitar também, e alguns dos mouses da lista dos baratinhos nem sequer rastreiam nele.

Além disso, o deslize de mouses nesta superfície não é muito bom, e se os teflons de seu mouse não forem de boa qualidade e bem distribuídos, este mousepad aumenta o atrito e pode acabar destruindo os pés de seu mouse.

Mousepads de alumínio voltaram, mas não por apresentar melhor desempenho ou algo do tipo, mas apenas para combinar com certos periféricos, assim como fizemos na imagem acima. Por isso que, ao procurar no Google por "aluminum mousepad", de cada 10 imagens, em pelo menos 9 você verá um Apple Magic Mouse 2, a própria Xiaomi usa ele no material publicitário:

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Se você é um gamer, seja casual ou competitivo, não tem razão alguma para comprar um mousepad deste tipo, pois ele apresenta problemas de rastreio, desgaste dos pés do mouse e um conforto inferior a mousepads de pano.

Produto recomendado? Mousepads de alumínio possuem finalidade exclusivamente estética e não vejo nenhuma boa razão para recomendar para usuários comuns ou gamers.

Este mousepad foi emprestado por Arthur Pinheiro.

Mousepad RGB E-3LUE

Mousepad E-3LUE EMP013 RGB

O E-3LUE EMP013 é um mousepad do tipo rígido, ou seja, ele é feito de plástico polido e não apresenta qualquer flexibilidade como fazem mousepads de pano, que são a maioria do mercado.

As grandes diferenças que mousepads rígidos acabam causando em mouses é que normalmente há um atrito ainda menor do que mousepads de pano do tipo Speed, deslizando ainda mais, fora que são mais fáceis de limpar. Os recortes de luzes do E-3LUE EMP013 podem parecer atrapalhar o rastreio, mas, na prática, para o sensor do mouse alcançar estes recortes você teria que colocar metade do corpo do mouse fora dele, então não atrapalham em nada.

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Outro efeito de mousepads rígidos, é que estes acabam diminuindo o LOD em vários sensores (Lift Off Distance), a altura na qual o sensor do mouse para de rastrear, especialmente se o seu mouse tiver configurações de LOD ou ajuste de superfície no software:

Mas isso quer dizer que mousepads rígidos são a melhor escolha para quem quer a melhor precisão? Sim e não. Um efeito colateral de mousepads rígidos, e que senti em primeira mão com meu combo E-3LUE EMP013 + Logitech G900, é que após um mês de uso, o deslize do mouse no mousepad começou a diminuir e o próprio mouse começou "raspar" no mousepad, o que não é nada legal.

Outros mouses com teflons mal projetados começaram raspar nele já nos primeiros momentos de uso...

E esse é um efeito colateral de alguns mousepads rígidos, e o principal argumento de várias pessoas contra este tipo de mousepad: o desgaste dos pés do mouse.

Produto recomendado? Não, embora o desempenho seja fantástico nas primeiras semanas, o dano que este mousepad causou em alguns dos meus mouses é algo que me fez arrepender de ter usado ele.

Este mousepad foi emprestado por Arthur Pinheiro.

Mouse Havit HV-MS735

Mouse para MMORPG Havit HV-MS735

Mouses para MMORPG são algo complicado. Há poucas opções e mouses como o Razer Naga 2014 (R$ 500) e Corsair Scimitar (R$ 400) custam uma fortuna, enquanto que um mouse topo de linha para FPS pode ser encontrado na faixa dos R$ 150~230.

Aqui entra o Havit HV-MS735, custando em torno de R$ 100~120 na Aliexpress, tendo um sensor topo de linha Pixart PMW 3360, bons componentes internos e software. Ele tem uma construção interna caprichada, realmente é feito para durar e não tenho nada a reclamar quanto ao seu preço para o que ele oferece:

O sensor Pixart PMW 3360 ficou um pouco estranho nesse mouse, em primeiro lugar, devido à sua ergonomia estranha é difícil fazer linhas retas com este mouse, mas há uma quantia mínima de aceleração também, que foi verificada também em testes de outras pessoas:

Nada exagerado ou que torne o mouse ruim, só é realmente estranho, parece que a Havit não conseguiu extrair o máximo do PMW 3360, embora ainda assim é muito superior ao rastreio de concorrentes como o Logitech G600, Razer Naga 4G (e suas variantes) e Razer Naga 2014.

Mas, mouses para MMORPG não são iguais mouses para FPS, o sensor é importante, mas não tão importante. O que realmente faz a diferença nesses mouses são os botões laterais e o quão eficazes para utilizar eles são. E é justamente neste quesito que o MS735 reprova:

O Havit HV-MS735 copia um formato de botões similares ao Logitech G600, o que acaba dificultando a movimentação dos dedos do usuário entre 6 primeiros botões e os 6 botões traseiros e gerando um conforto muito inferior ao que é possível em mouses como o Razer Naga 2014 e Corsair Scimitar, que não fazem isto.

Fora isto a própria ergonomia do MS735 é bastante estranha, é um mouse pesado com 124 gramas, o que vai desagradar muitos jogadores, 13 gramas deste peso sendo de um maldito chumbo inserido em seu interior, que foi retirado na imagem abaixo:

Enfim, não acho o MS735 um mouse ruim e considero ele bastante superior ao Logitech G600, mas realmente acho horrível esse layout de botões laterais que ele, o G600, o Multilaser MO206 e alguns outros mouses usam e prefiro mil vezes utilizar um Razer Naga Molten, mesmo sendo inferior em qualidade, pois para um mouse de MMORPG, os botões laterais são o fator mais importante e se eles não estão bons, o mouse inteiro não está bom.

Infelizmente quem quer um bom mouse para MMORPG com diversos botões BEM PROJETADOS, deve quebrar o cofre e comprar algo como o Corsair Scimitar ou o recém-lançado Razer Naga Trinity. E para quem só quer um mouse para uso geral ou FPS, há outras escolhas melhores.

Produto recomendado? Talvez, se você gostava do Logitech G600 mas queria um mouse maior, ele pode lhe agradar. Agora, se você quer um mouse para MMORPG com BONS botões lareais, mantenha distância.

O Havit HV-MS735 foi emprestado por Arthur Pinheiro.

Mouse Infinity MXT-753H

Mouse Infinity MXT-753H

Um mouse de uma nova marca brasileira que supostamente teve origem na Santa Efigênia. Este é obviamente um mouse remarcado de alguma fabricante chinesa, também é vendido sob o nome "Kult 500" (embora esta versão tenha menos balacas que a versão brasileira) e a Dazz vende uma versão inferior, o Dazz Steel Liger, com um sensor ainda pior.

Os diferenciais deste mouse são a base em alumínio, o sensor Pixart PMW 3320 com 7.000 DPIs (tem interpolação aí!) e um software.

Não preciso dizer que este parece um mouse gamer genérico de R$ 40, colocar ele do lado do C3Tech Harpy afirma isso, mas a qualidade do plástico e emborrachamento utilizado no mouse realmente é similar ao que vi em diversos mouses da nossa análise dos mouses baratinhos e bem inferior ao que se espera de um mouse de R$ 100~200.

A ergonomia do mouse é bastante desengonçada. É possível utilizar o mouse como fingertip, mas com as suas mais de 150 gramas de peso, faça isso por algumas semanas e seus pulsos estarão se arrependendo. O MXT-753H é facilmente um dos mouses mais pesados que já utilizei devido à sua exagerada base de metal, é mais pesado até que o Corsair M65 no qual ele se baseia, ao ponto de ser desconfortável.

A pegada palm fica um pouco estranha por causa dos buracos nas laterais (problema que todos os mouses que copiam o Corsair M65 enfrentam), enquanto que a pegada claw fica perfeita, embora alguns usuários também podem se sentir incomodados devido ao peso.

O Infinity MXT-753H possui alguns dos piores pés que já vi em um mouse, o atrito com diversas superfícies é simplesmente fora do normal, agora adicionemos isto ao peso do mouse e vocês estão finalmente entendendo a razão para eu não recomendar ele.

Já internamente o Infinity MXT-753H é um mouse feito para durar, utilizando bons componentes onde necessário e componentes mais baratos onde possível, ele tem o que se espera de um mouse gamer barato:

O sensor utilizado pelo mouse é o Pixart PMW 3320, um sensor gamer de entrada usado em mouses como o famoso Motospeed V30 e o CM Storm Xornet II.

Mas, não adianta colocar isso se a implementação do sensor não ficar boa, de alguma forma a fabricante do MXT-753H conseguiu deixar o Pixart PMW 3320 com um desempenho similar ao AVAGO 5050 nos testes de aceleração, sendo incapaz de rastrear movimentos rápidos corretamente:

É simplesmente bizarro o que fizeram nesse mouse...

Produto recomendado? Não, embora ele tenha bons componentes, o mouse acabou sendo mal projetado em seu sensor e em seu exterior. Aliás, com base nesta análise, também afirmo que o Dazz Steel Liger é uma péssima escolha.

O Infinity MXT-753H foi enviado por Everton Barbosa.

Teclado Infinity MXT-K350N

Teclado Mecânico RGB Infinity MXT-K350N

O Infinity MXT-K350N é um teclado mecânico RGB um tanto diferente no seu visual, especialmente pelo buraco em seu descanso para pulso, que é feito para carregar o teclado, embora essa não seja uma forma confortável de fazer isto.

O descanso para pulso deste teclado é curto e desconfortável, não apoia a mão direito e não é nada ergonômico, só seria se fosse pelo menos alguns centímetros maior.

A construção interna do teclado é bem feita em maior parte, devidamente organizada e com soldas bem feitas em maior parte, embora parece que houveram problemas na solda das teclas do F1 ao F12 na nossa unidade, havendo respingos de solda e bastante resíduo de limpeza.


Não é nada que comprometa a durabilidade desta unidade, e talvez outras unidades do teclado não tenham o mesmo problema, ele não é mal feito igual o Motospeed CK103 que analisamos, mas a OEM do teclado (quem quer que seja), merece levar uma advertência.

Este, é mais um teclado com a controladora BYK816, ou seja, embora ele não diga nada sobre software em sua caixa, é possível utilizar o software do CK103 neste teclado e ele funciona perfeitamente, com macros e tudo.

Mas, o problema deste teclado é que ele utiliza os switches Jixian, alguns dos switches mais baratos do mercado e que não possuem uma boa reputação quando o assunto é durabilidade. Outros teclados que utilizam os mesmos switches, são os combos Motospeed CK666 e Motospeed CK888.

Estes switches até seriam aceitáveis se o teclado fosse extremamente barato, mas não é o caso. O Infinity MXT-K350N tem previsão de preço na faixa dos R$ 350, sendo que o que ele possui só seria adequado se custasse metade disso.

Algum outro problema no teclado da análise? Sim, os LEDs RGB deste teclado estão desregulados, o espectro azul do RGB é mais fraco do que o vermelho, distorcendo as suas cores e impossibilitando o teclado de conseguir o tom "branco", que fica esta cor "salmão":

A cor amarela também vira laranja e o que deveria ser rosa, se torna roxo. Não sei se este é um problema específico de nossa unidade, então fica a dúvida se outros teclados da mesma marca apresentarão o mesmo problema.

Produto recomendado? Não, o preço de R$ 350 é inadequado para ele, especialmente com teclados como o Havit HV-KB366L (R$ 230) e Redragon Varuna RGB (R$ 250) custando menos e sendo melhores em qualidade.

Este teclado foi enviado por Everton Barbosa.

COMUNICADO

O Adrenaline está sempre selecionando os produtos para análise e normalmente escolhemos o que há de melhor e/ou novidade, até por isso que são dados tantos selos "ouros" e "pratas", mas há ocasiões onde também fazemos análises de produtos ruins ou desinteressantes, mas não são muitas pois temos tempo e recursos limitados, e queremos recomendar o melhor para o nosso público.

Em breve, estaremos realizando análises de periféricos de marcas que não havíamos analisado no nosso portal até então, tal como Corsair, Gigabyte, Roccat e Steelseries (sim, essas duas marcas estão de volta no Brasil), assim como também de outras marcas que já analisamos.

  • Redator: Wellington Diesel

    Wellington Diesel

    Formado em Redes de Computadores, o "wetto" é um entusiasta do ramo de Periféricos. Autor do Guia do Teclado Mecânico, ele carrega consigo mais de 200 análises de mouses, teclados e headsets publicadas, além de diversos Guias e Artigos sobre teclados, mouses e headsets. Respeitado pela comunidade do Adrenaline, ele trabalha à distância como colaborador.