CPUs de 2.7 GHz, 8 GB de RAM, câmera de 41 MP: esses são os smartphones mais potentes do mundo

A cada lançamento de um novo processador da Qualcomm ou da MediaTek, eles chegam com vários novos recursos, tecnologias nunca antes vistas e, claro, um desempenho superior ao da geração anterior. O mesmo acontece quando novos smartphones de empresas como Apple, Samsung, Motorola e Asus chegam ao mercado.

Não que smartphones potentes e inovadores sejam exclusividade das empresas mais famosas aqui no Brasil ou no ocidente como um todo. Marcas mais desconhecidas no nosso mercado – mas que fazem um baita sucesso em outros continentes – como Xiaomi, OnePlus e HTC volta e meia apresentam dispositivos móveis surpreendentes.

Mas aqui nós viemos falar de especificações, no caso aquelas mais potentes quanto for possível. Por isso, temos de tudo neste artigo. Seja processadores com clocks altíssimos ou com muitos núcleos, smartphones cheios de memória RAM ou mesmo aqueles que tiram fotos que poderiam ser impressas na fachada de um prédio.

CPUs: maiores clocks e mais núcleos


Esqueça eficiência ou duração de bateria, pois os processadores que vamos mostrar aqui são bons mesmo é em rodar as coisas rapidamente – não importa se eles esquentam até te dar queimaduras de 2º grau. Esses são os maiores clocks e a maior quantidade de núcleos.

Qualcomm Snapdragon 805: 2.7 GHz que nunca foram batidos
Exatamente 4 aparelhos compartilham o recorde de smartphones para consumidores com maior clock, todos eles equipados com o Qualcomm Snapdragon 805. São eles: Motorola Nexus 6, Galaxy Note 4, Galaxy Note Edge e Motorola Moto Maxx, todos rodando num clock de 2.7 GHz.

Isso significa que eles mantiveram desempenho relativamente próximo dos seus sucessores em termos de desempenho. Apesar disso, os novos núcleos Kyro são muito mais eficientes que os Krait presentes no Snapdragon 805. Por isso, mesmo tendo clock menor, os mais recentes dispositivos com Snapdragon 820 acabam tendo desempenho melhor, com menor gasto de energia na maior parte do tempo.

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MediaTek Helio X25: 10 núcleos para todas as tarefas
Lançado no final de 2015, o Media Tek Helio X25 possui 10 núcleos, apesar de que nada verdade apenas 2 deles são de alto desempenho. Ou seja, são dois núcleos ARM Cortex-A72 rodando a 2.5 GHz para tarefas de alto desempenho – o que resulta numa performance equivalente aos Snapdragon topo de linha da geração passada.

Já os outros núcleos são 8 Cortex-A53 de baixo desempenho. 4 deles rodam a 2 GHz, enquanto os outros 4 rodam a 1.55 GHz. O conceito seria semelhante às marchas de um carro: o SoC da Mediatek vai acionando núcleos de acordo com a demanda, começando pelos mais fracos e de baixa frequência, escalonando até atingir os dois mais potentes quando necessário.

8 GB de memória RAM está bom?


Alguns smartphones já possuem até 6 GB de memória RAM, mas o Zenfone AR entrou num novo nível com 8 GB. Claro que existe um bom motivo para a empresa ter colocado essa especificação tão alta no dispositivo.

Afinal, ele é um dos primeiros dispositivos do mundo com suporte ao Project Tango de Realidade Aumentada e ao Daydream, de Realidade Virtual, ambos da Google. Especialmente no caso do Tango, o hardware extra serve para impulsionar recursos de rastreamento e de mapeamento de áreas.

A câmera de smartphone com maior resolução


Já fazem quase 5 anos desde seu lançamento, mas o Nokia 808 PureView ainda tem o sensor de maior resolução já utilizado num smartphone. São absurdos 41 MP, ou mais do que 3 vezes a resolução das câmeras do Samsung Galaxy S7 e do iPhone 7. Sim, nós testamos esse aparelho!

Um detalhe curioso é que toda essa definição não estava disponível usando o software padrão do dispositivo. O usuário só podia escolher 7728 x 4354 (33.6 MP) para imagens em proporção 16:9 ou 7152 x 5368 (38.4 MP) para 4:3. Para usar todos os 41 MP, era necessário usar aplicativos de terceiros para o Symbian OS (se lembra dele?).

Análise: Nokia 808 Pureview

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O mais legal disso tudo é a possibilidade de ter um zoom digital sem perda de qualidade, ao cortar parte da gigantesca imagem de 41 MP para um resolução menor. O dispositivo permitia até mesmo que vídeos em resolução 1080p utilizassem 4 vezes de zoom.

Vale uma menção honrosa para o Panasonic Lumix DMC-CM1, smartphone lançado em 2014 e que até hoje possui o maior sensor CMOS já utilizado num celular. Tratava-se de um sensor de 1 polegada e 20 MP. O dispositivo só foi lançado em poucos mercados: Alemanha, França, Grã-Bretanha e Estados Unidos, e nunca fez um grande sucesso.

2 TB de armazenamento para fotos, games, vídeos...


As fabricantes têm adotado a capacidade de 32 GB como o básico para se ter num smartphone topo de linha. Mas às vezes você pode querer colocar toda a sua biblioteca de músicas, umas 30 opções de jogos complexos em 3D diferentes e mais uns 20 filmes para assistir. Além, é claro, de todas as fotos e vídeos que você produziu em qualidade máxima.

Zenfone 3 Deluxe
O aparelho que proporciona isso tudo não custa nem um pouco barato, mas espaço é o que não vai faltar. Trata-se da versão mais cara do Zenfone 3 Deluxe, que sai hoje por R$ 4,9 mil.

O dispositivo traz 256 GB de armazenamento interno, que pode ser usado para aplicativos, arquivos temporários e tudo mais. Para guardar músicas, filmes e fotos, ainda existe a possibilidade de colocar um cartão microSD de até 2 TB. Dá para colocar cerca de 500 mil músicas, cerca de 400 mil fotos em qualidade máxima ou 1,5 mil filmes em alta definição.

Quad HD é pouco, eu quero é 4K


Os televisores com resolução 4K ainda brigam para se popularizar no mercado, mas a Sony resolveu que o mercado precisava de um smartphone com uma tela de resolução Ultra HD. Para isso, eles lançaram o Xperia Z5 Premium em novembro de 2015. Com uma tela de 5.5 polegadas, ele tinham nada menos do que uma densidade de pixels de 806 ppi. Imagine só o preço pra trocar uma touchscreen dessas.

  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.