PC dos Sonhos 2016 - veja a montagem e performance da supermáquina para nossos gameplays e artigos!

A gente já montou um PC com custo de 50 mil reais, enfiamos todo o hardware que o dinheiro pode comprar e o resultado... bom, ficar combinando placas demais não foi muito bom. Como vocês mesmo nos deram de feedback, o que era para ser o PC dos Sonhos acabou se tornando uma dor de cabeça, tanto que renomeamos o "dito-cujo" para PC da Ostentação. Mas, e como seria um PC dos sonhos mesmo?

Juntamos novamente peças da mais alta performance disponível, mas dessa vez não simplesmente saímos gastando: pegamos componentes que nos entreguem o máximo de desempenho disponível. Além de um hardware poderoso, também queremos outra característica, pelo bem do vídeo: vamos montar um PC muito mais atraente! Para isso, usamos um kit customizado de resfriamento líquido para o processador da ThermalTake, o Pacific RL480, e um gabinete que deixa nossas peças muito mais à mostra: o Core P5.

 

Claro que nada gamer que se preze em pleno 2016 pode ficar sem... LEDs! Aproveitando essa era em que muitos dos componentes topo de linha também trazem sistemas de iluminação customizáveis, usamos e abusamos das luizinhas. Tudo bem, nenhum FPS foi ganho no processo. Mas basta olhar a galeria de fotos para ver que valeu a pena. 

Os componentes


Abaixo temos a configuração completa do PC dos Sonhos 2016, com pesquisa de preços feita no dia 20/09/2016. A publicação desse artigo está sendo feita no dia 08/10/2016, com alguns preços já diferentes, como da GTX 1080 que já pode ser encontrada por valores na casa de R$3.000 ou menos.

- Processador Intel Core i7-6950X - R$8.200 [ANÁLISE] - Site oficial
- Placa-mãe Gigabyte X99-Ultra Gaming - R$2.000 [ANÁLISE] - Site oficial
- 2 x Placas de vídeo Gigabyte GTX 1080 G1 Gaming com ponte HB - R$3.300 x 2 = R$6600 [ANÁLISE] - Site oficial
- Monitor Samsung 4K U28E590 - R$2.000 - Site oficial
- 32GB Memórias HyperX Predator DDR4 3000MHz (4x8GB) - R$1.400 [ANÁLISE] - Site oficial
- SSD HyperX Predator M.2 480 GB - R$2.200 [ANÁLISE] - Site oficial
- HD Seagate Barracuda 3TB - R$550 - Site oficial
- Gabinete Thermaltake Core P5 - R$850 - Site oficial
- Fonte Thermaltake RGB 850W - R$850 - Site oficial
- Kit completo Cooler Liquido Thermaltake Pacific RL480 com fans e fluído vermelho - R$3.000+ (estimado) - Site oficial
- Teclado HyperX Alloy FPS - Entre R$500 e R$1.000 - Chutamos R$700 (valor ainda não anunciado)
- Fone HyperX Revolver - R$700 - Site oficial
- Mouse Razer Mamba Tournament Edition - R$640 - Site oficial

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TOTAL = R$29.690

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Testes versus "PC Normal"

Para rodarmos nossos testes, precisávamos de adversários para a disputa ficar mais interessante. Para tanto, colocamos nosso PC utilizado nos reviews de placas de vídeo aqui do Adrenaline para "bater corrida" com nosso recém-chegado. Ele conta com:

PC Reviews Adrenaline
- Placas-mãe Asus Rampage 5 Extreme
- Processador Intel Core i7-5960X
- Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1080 Founders Edition
- Memórias: 32 GB Kingston HyperX Predator 2133MHz (4x8GB)
- SSD: Kingston HyperX Savage 240GB Sata 6Gb/s
- HD: Seagate Barracuda 2TB 7200RPM Sata 6Gb/s
- Cooler: CM Septon 120M
- Fonte de energia (PSU): CM 1300W Pro Silent

Saindo desse mundo surreal de nosso sistema para benchmarks e ainda mais irrealista do nosso PC do Sonhos, montamos um computador com características mais comuns. Nos baseamos no Steam Hardware Survey para criar um perfil mais comum entre os gamers de PC. Fizemos algumas mudanças em relação aos dados: a placa de vídeo é a GTX 970, porém o processador usado é o Core i5 4670K e não um "CPU operando entre 2.3 e 2.69 GHz" pois essa frequência é típica de notebooks, ficando sem sentido em um comparativo entre desktops. Então ele conta com:

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PC Steam Hardware survey 2016
- CPU Intel Core i5 4670K
- Placas-mãe Asus Z97M-plus/BR
- Placa de vídeo: Gigabyte GeForce GTX 970 G1 Gaming
- Memórias: 8 GB Kingston HyperX Predator DDR3 2400MHz (2x4GB)
- SSD: Kingston HyperX 3K 240GB Sata 6Gb/s
- HD: Seagate Barracuda 2TB 7200RPM Sata 6Gb/s
- Cooler box Intel
- Fonte de energia (PSU): XFX ProSeries 850W PSU

Sistema operacional e drivers
Todos os sistemas comparados utilizam o sistema operacional Windows 10 64bit com atualizações até o dia dos testes.
- Windows 10 64 Bits com Updates
- Intel INF 10.1.2.19
- GeForce 372.90 (gameplay do vídeo)
- GeForce 373.06 (benchmarks de todas as plataformas)

Para nossos testes, usamos os seguintes aplicativos e games:
- CPU-Z Bench
- CineBench R15
- x264 Full HD Benchmark
- wPrime 2.10
- WinRAR 5.40

- 3DMark (DX11/DX12)
- Deus EX (DX11/DX12)
- Far Cry Primal (D11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Hitman (DX12)
- Rise of Tomb Raider (DX11 e DX12)
- The Division (DX11)
- The Witcher 3 (DX11)

Overclock
Como se trata de um sistema com fortes características para overclock, tanto em hardwares como pelo sistema de resfriamento, fizemos um overclock geral no sistema visando aumentar ainda mais o desempenho final do sistema. Subimos o Core i7-6950X para 4.0GHz em todos seus 10 núcleos, também setamos as memórias em seu clock máximo via XMP, 3000MHz, por fim overclockamos as placas de vídeo, subindo o clock padrão do GPU para 1825MHz e as memórias para 10816MHz.

Abaixo telas do CPU-Z e GPU-Z mostrando os clocks setados.


Testes sintéticos

Consumo de energia
Fizemos os testes do sistema em modo ocioso e rodando o 3DMark, aplicativo que exige bastante do sistema.

É importante destacar que o consumo de energia depende bastante da placa-mãe. No caso da placa-mãe utilizada para os testes com o Core i7-4960X, uma Rampage IV Black Edition, mantem o consumo acima da média em modo ocioso e também em uso porque faz o processador trabalham sempre em seu clock padrão, já a maioria dos modelos tendem a baixar o clock do processador quando o mesmo não estiver sendo exigido por exemplo, consequentemente o consumo será menor.

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso.

Rodando o 3DMark
Quando colocamos os sistemas rodando o 3DMark, temos os consumos abaixo:


Temperatura
Começamos pelos testes de temperatura, como o sistema em modo ocioso e rodando o wPrime quando o assunto é CPU e 3DMark para as placas de vídeo.

CPU - IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso, com o Windows em espera sem estar executando nenhuma tarefa além das tradicionais do sistema.

CPU - Rodando o wPrime
Quando colocamos os sistema rodando o aplicativo wPrime, que faz todos os núcleos trabalhem em modo full, temos os consumos abaixo:

VGA - IDLE (Sistema ocioso)
Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso. Das placas testadas, apenas as GTX 1080 G1 Gaming tem o sistema que desliga os FANs quando as placas não estão sendo exigidas, tanto a GTX 1080 Founders Edition como a GTX 970 G1 Gaming ficam tem o(s) FANs trabalhando 100% do tempo.

Fica bem evidente o quanto os FANs desligados influenciam na dissipação de temperatura. Reparem que a placa overclockada ficou com seus FANs ligados para manter o overclock estável e assim deixou o GPU em 33º, já com o clock padrão com o sistema de cooler desligando os FANs a temperatura ficou em 53º:

VGA - Rodando 3DMark
Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark Fire Strike.


Testes de desempenho
Abaixo temos uma série de testes de desempenho com o sistema, comparando com outra máquina top que utilizamos como a base para nossas análises de placas de vídeo, além de uma máquina montada com características dos hardwares mais utilizados pelos usuários do Steam, que de acordo com o sistema tem como placa de vídeo mais utilizada a GeForce GTX 970, processador Core i5 e 8GB de RAM. Além do sistema em modo stock, também fizemos um overclock no processador do PC dos Sonhos, assim como definimos as memórias para seu clock máximo. Não fizemos overclock nas placas de vídeo, que também poderia garantir mais um ganho no desempenho em testes que utilizem as placas de vídeo.

É importante deixar bem claro que alguns testes podem tirar maior proveito de processadores com clocks mais altos, independente da arquitetura e do número de núcleos/threads

ATTO Disk Benchmarks
O aplicativo ATTO é utilizado para medir desempenho de drives de armazenamento, em especial SSDs. Confiram abaixo como os modelos utilizados nos sistema se comportaram:

AIDA64
Utilizamos o teste de benchmark do AIDA para medir o desempenho dos kits de memórias utilizados nos sistemas. Utilizamos apenas o resultado de latência, mas que remete bem o kit que esta se comportando melhor, não que na pratica faça efeito na maioria dos testes utilizados.

CPU-Z Bench
Abaixo resultados dos modo "Single" e "Multi Thread" do aplicativo CPU-Z. Em testes onde apenas um núcleo é utilizado quase todo processador com clock mais alto vai ganhar de modelos com clocks mais baixos, mas isso se inverte quando mudamos para um teste multi-core:

CineBENCH R15
Iniciamos os testes de desempenho em aplicações com o CineBench, que testa o processador convertendo uma imagem. Fizemos teste em Single e Multi Core também, novamente mostrando que um processador de clock mais alto tende a ter melhor resultado em teste single core, mudando completamente o resultado quando o teste é multi core:

x264 Full HD Benchmark
Em um teste de conversão de vídeo Full HD, temos os seguintes resultados:

WinRAR
Outro bom teste para medir o comportamento do processador é o WinRAR, que consegue fazer bom uso de todos os cores.

wPrime
Rodando o wPrime, teste que estressa todos os cores do processador, temos os resultados abaixo:


3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com três testes, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K além do novo Time Spy baseado em API DirectX 12. Abaixo, os resultados:

Agora o resultado em modo 4K: 

Abaixo o novo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:

Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60FPS é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30FPS, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "injogável"

Deus Ex Mankind Divided
Adam Jensen segue sua jornada entre grupos conspiratórios, lidando com todos os dilemas dos melhoramentos humanos resultado da evolução da cibernética. O game foi desenvolvido pela Eidos Montreal e recebeu apoio da AMD em sua produção. O game foi lançado inicialmente em DX11, sendo que vem recebendo patches e melhorias para DirectX 12. O jogo é baseado no motor gráfico Dawn Engine, uma derivação da Glacier 2.

Nosso primeiro teste mostra a imaturidade do DirectX 12 em Deus EX. Mesmo com progressivos updates, a nova API sabotou o desempenho de todos os nossos três sistemas testados. O dano só não foi maior no nosso "PC Médio" porque ele já não estava conseguindo rodar bem mesmo em DX11.


Far Cry Primal
O quinto game da série "Far Cry" leva o jogador a outra época, sendo um dos títulos atuais com destaque na boa qualidade gráfica e cenários muito bonitos.


Grand Theft Auto V
O game "GTA V" para PC está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Hitman
A franquia clássica ganhou mais um episódio em 2016, com desenvolvimento por conta da I/O Interactive e distribuição da Square Enix. Entre os destaques do game está o uso da API DirectX 12 já em seu lançamento, sendo um dos primeiros jogos a já contar com essa tecnologia. Com fases complexas, com até 300 personagens em cada cenário, o game é um interessante desafio para o hardware.

Pela primeira vez o PC de Reviews do Adrenaline ganha do nosso PC dos Sonhos, que não ficou muito acima da máquina média do Steam. O motivo: a catástrofe que é ligar duas placas de vídeo com Hitman. O PC das análises com apenas uma GTX 1080 se saiu melhor que tentarmos jogar com as duas placas ativadas, prova que na hora de jogar esse jogo, melhor mesmo desligar o SLI.


Rise of Tomb Raider
O mais recente game da franquia de Lara Croft, "Rise of Tomb Raider" trouxe um grande salto na qualidade sobre a versão anterior, prometendo exigir muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12, mas ainda não consegue tirar proveito dessa API de forma que justifique seu uso(sendo assim não fizemos os testes com essa versão da API), mesma situação de "Hitman", sendo assim os testes são em DirectX 11.

Se em Deus EX DX12 não nos ajudou nem um pouco, em Rise of Tomb Raider a API foi capaz de manter níveis de desempenho próximos de sua antecessora. Com apenas uma GTX 1080, como é nosso PC das Análises, ela até perdeu um pouco de terreno, mas garantiu um ganho de quase 10% fazendo um uso mais eficiente do SLI presente no PC dos Sonhos.


 

Tom Clancy's: The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos.


The Witcher 3: Wild Hunt
"The Witcher 3" chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo.

Conclusão


O PC dos Sonhos 2016 vai agora para um novo lugar: ao lado de nossa TV, sendo nosso novo PC para gameplays. Além de nossas jogatinas, também vamos aproveitar toda sua imponência para futuros testes e artigos, então fiquem de olho aqui no site e também em nosso canal no YouTube para mais novidades com esse novo monstrinho que soltamos no mundo.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.