Conheça a Polaris: a arquitetura e tecnologias das novas placas de vídeo da AMD

Aguardada com muita ansiedade pelos entusiastas de games em PC, a AMD enfim introduziu a nova geração de placas de vídeo Radeon, baseadas em sua nova microarquitetura Polaris. A linha estreia com a Radeon RX 480, primeiro modelo disponível no mercado, e conta também com os modelos RX 470 e 460 anunciados até o momento. Assim como a rival Nvidia e sua microarquitetura Pascal, a nova geração da AMD conta com um trunfo importante: após anos na litografia de 28 nanômetros, as Polaris introduzem o 14nm FinFET na fabricação de chips gráficos da empresa.

Análise: AMD Radeon RX 480

 

A nova arquitetura da AMD estreia com dois chips: a Polaris 10 e 11, ambas baseadas na 4ª geração da arquitetura Graphic Core Next (GCN). O primeiro é o mais robusto, com um total de 36 Unidades de Computação (que atende pela pouco afortunada sigla CUs), com interface de memória de 256-bits e mais de 5 TFLOPS de processamento gráfico. Já o segundo chip, o Polaris 11, é mais compacto e menos poderoso, com 16 CUs, mais de 2 TFLOPS de poder de processamento e interface de memória de 128-bit.

Com o processo de fabricação na litografia de 14 nanômetros FinFET, há um impacto por conta de uma maior densidade de transistores em uma menor área, além de uma maior eficiência energética. Porém não é apenas graças a menor litografia que a geração Polaris alcançou suas evoluções. De acordo com a AMD, ela ficou responsável por um desenvolvimento de 1.7x sobre a geração anterior, porém foram através de otimizações na arquitetura GCN de 4ª geração que possibilitaram o salto de 2.8x comparado à geração passada alcançado nesses novos chips. Essas evolução não impactam apenas na eficiência elétrica: cada unidade de computação é capaz de entregar 15% mais performance que a tecnologia predecessora.

A Polaris entrega 2.8x mais performance por watt consumido comparado à geração anterior

As reorganizações no chip incluem diversos fatores. As novas placas chegam com o dobro de L2 Cache e recursos para explorar melhor a largura de banda das memórias disponível, reduzindo a dependência por altas quantidades de transferências de dados e consequentemente reduzindo o consumo em 58% comparado ao que acontecia na Radeon R9 290. Outra mudança importante está relacionada a uma maior eficiência dos shaders, além de mecanismos mais avançados de geometria, que possibilitam identificar elementos que não serão exibidos na tela e não realiza seu processamento, o que resulta em saltos de performance e menor consumo de recursos do sistema.

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Diferente do que aconteceu na geração anterior, a AMD não economizou na conectividade. Todas as placas baseadas em Polaris serão compatíveis com as tecnologias HDMI 2.0b e DisplayPort 1.4-HDR. Isso resolve limitações como 4K60FPS em HDMI, além de possibilitar até mesmo o 5K60FPS através da conexão DisplayPort. Mas não é somente em resoluções que a AMD se precaveu: a Polaris possui suporte ao HDR em 10-bit e 12-bit, e através do Photon SDK possibilita que games e softwares atinjam novos limites em termos de cores e contrastes.

Sem mais complicações: toda Polaris será compatível com conexões HDMI 2.0b e DisplayPort 1.4-HDR

De olho no VR, a solução LiquidVR nessa arquitetura também introduz tecnologias como a Asynchronous Time Warp, Ela utiliza a capacidade das placas baseadas em GCN em lidar com a computação assíncrona, gerenciando tarefas em paralelo e, através da tecnologia Quick Response Queue, sendo capaz inclusive de mudar a ordem de renderização e processamento de acordo com a prioridade de cada função. Através desse recurso a AMD afirma ser capaz de garantir a fluidez de forma mais constante em realidade virtual, e garantindo a cadência necessário para garantir uma boa experiência com o VR.

Outros dois recursos focados em realidade virtual inclusos na Polaris são o Compute Unit Reservation, que aloca uma certa quantidade de Unidades de Computação para determinadas funções, como processamento de áudio ou gráficos, garantindo execução imediata e entregando mais performance para funções sensíveis da experiência com VR. Outro recurso importante é o Variable Rate Shading, que atua determinando prioridades para diferentes áreas da imagem, aumentando a resolução no ponto central da imagem ou, através de rastreamento do olho do usuário, o ponto onde está o foco central da visão.

As primeiras placas equipadas com chips gráficos baseados em Polaris são a Radeon RX 460, RX 470 e, a primeira disponível no mercado, a Radeon RX 480.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube