GeForce GTX 1080 SLI - Será que agora rola 60FPS em 4K? Veja os benchmarks!

Com a introdução da GeForce GTX 1080, o primeiro chip gráfico baseado em Pascal voltado a games, a Nvidia trouxe um novo patamar de desempenho ao mercado. Apesar de começar a tornar viável o gameplay na resolução 4K, ainda não foi com essa GPU que podemos rodar qualquer game em qualidade Ultra com a resolução 4K cravando uma frequência de quadros constante acima de 60FPS, e a GTX 1080 se mostrou mais eficiente para quem quer garantir um gameplay em QuadHD, ou como também é chamado, o 2,5K (2560 x 1440)

Aguenta 4K? Jogamos com a GeForce GTX 1080 e mostramos a performance para vocês!

Com a chegada de uma segunda placa baseada no novo chip da Nvidia, a Gigabyte GeForce GTX 1080 G1 Gaming, temos a primeira oportunidade de combinar duas placas e fazer uma segunda rodada de testes, novamente vendo se ultrapassaremos a barreira dos 4K/60FPS. Hora de colocar essas duas placas trabalhando junto!

Vídeo: GTX 1080: testes sem AA, em 1440p e a polêmica dos 60°C

Um ponto importante: ainda não recebemos para testes a nova ponte para realizar o SLI, a Nvidia SLI HB. De acordo com o site da Nvidia, a ponte tradicional (standard), a utilizada até o lançamento da 1080, é indicada para uso em monitores até 2560 x 1440. De acordo com conversas com a própria equipe da Nvidia, o uso das pontes "tradicionais" não deve representar um gargalo significativo nesses testes. De qualquer forma, assim que recebermos o componente faremos uma nova rodada de testes para verificar a diferença que essa mudança fará.

Sistema utilizado


Como de costume, utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage V Extreme, com processador Intel Core i7 5960X para os testes. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas.

Mais abaixo, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 5960X 3.0GHz - Análise
- Placa-mãe Asus Rampage V Extreme - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 16GB 3000MHz (4x4GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX 3k 240GB
- SSHD Seagate 4TB SATA3 - Análise (modelo de 2TB)
- Sistema de refrigeração liquida Cooler Master Nepton 120M
- Fonte de energia Cooler Master V1200 Platinum
- Gabinete Cooler Master HAF EVO XB
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz
- Placas de vídeo: Nvidia GeForce GTX 1080 Founders Edition - Análise
                           e Gigabyte Geforce GTX 1080 G1 Gaming - Análise

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Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 368.39
- AMD Crimson 16.6.1

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11)
- Ashes of The Sigularity (DX11 e DX12)
- Far Cry Primal (D11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Hitman (DX12)
- Rise of Tomb Raider (DX11 e DX12)
- The Division (DX11)
- The Witcher 3 (DX11)

Testes

Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem um sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, exitem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma "placa ruim" caso a temperatura seja alta nesse modo.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

É importante destacar que ambos os modelos da AMD nesse comparativo utilizam um sistema de resfriamento líquido, que resulta em muito mais eficiência em reduzir o aquecimento do chip gráfico.

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Consumo de Energia
Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS #1.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10w como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.

Testes sintéticos
Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com dois testes, ou melhor, um teste em duas situações, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K. Abaixo, os resultados em modo normal:

Agora o resultado em modo 4K: 

Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60FPS é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30FPS, pior vai ficando a experiência e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "injogável"

Ashes of the Singularity
O primeiro game a trazer suporte ao DirectX 12 é um dos mais adiantados no que diz respeito a otimizado da nova API, sendo assim, vamos aos testes com ele:


Far Cry Primal
O quinto game da série "Far Cry" leva o jogador a outra época, sendo um dos títulos atuais com destaque na boa qualidade gráfica e cenários muito bonitos.


Grand Theft Auto V
O game "GTA V" para PC está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Hitman
A franquia clássica ganhou mais um episódio em 2016, com desenvolvimento por conta da I/O Interactive e distribuição da Square Enix. Entre os destaques do game está o uso da API DirectX 12 já em seu lançamento, sendo um dos primeiros jogos a já contar com essa tecnologia. Com fases complexas, com até 300 personagens em cada cenário, o game é um interessante desafio para o hardware.


Rise of Tomb Raider
O mais recente game da franquia de Lara Croft, "Rise of Tomb Raider" trouxe um grande salto na qualidade sobre a versão anterior, prometendo exigir muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12, mas ainda não consegue tirar proveito dessa API de forma que justifique seu uso, mesma situação de "Hitman", sendo assim os testes são em DirectX 11.


 

Tom Clancy's: The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos.


The Witcher 3: Wild Hunt
"The Witcher 3" chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo.

Conclusão

A tecnologia SLI tem suas limitações intrínsecas. A alternância entre as duas placas na renderização dos quadros consegue entregar ganhos significativos de desempenho porém nunca encontramos a situação ideal, onde duas placas entregam "o dobro de frames" que uma placa sozinha é capaz. Apesar de continuarmos não chegando lá, há muitos resultados positivos com o SLI de chips gráficos GeForce GTX 1080, especialmente quando feitos na API DirectX 11.

Em DX 11 houve um bom salto de desempenho, na casa dos 60 e 70% na maioria dos games

Quando está em uso a velha tecnologia, temos saltos na casa dos 60 a 70% em muitos dos títulos testados, e em GTA V passamos muito perto do ideal de dobro de desempenho: o sistema entregou 93% mais FPS comparado a uma GTX 1080 operando sozinha. Em termos mais práticos, nosso benchmarks mostram que a dupla de GTX 1080 consegue enfim superar, muitas vezes com boa margem, a casa dos 60FPS. 

DirectX 12 chegou para salvar a pátria, mas em nossos testes foi uma catástrofe após a outra

Quando o assunto é DirectX 12... bem, aí a coisa muda completamente de figura. A nova API não representou ganho de performance em nenhum de nossos testes. Na maioria das situações, ou alcançamos os mesmos resultados de apenas uma placa em ação ou, algo que se repetiu diversas vezes, o resultado foi inferior ao de apenas uma placa em ação. Até mesmo um dos expoentes do DX 12, o Ashes of the Singularity, não nos trouxe nada de interessante. Seja em DirectX 11 ou 12.

É sempre bom lembrar que a tecnologia SLI é mais sensível quando o assunto é otimização de drivers e do game em si. Há casos como Just Cause 3 e o famigerado Batman Arkhan Knight que simplesmente não farão nenhum uso de sua combinação de GPUs, logo você deve estar ciente de que nem sempre colocar duas placas será uma solução efetiva. Nos momentos que for, porém, temos um resultado muito interessante: em todos os games testados e com o SLI operando, nossos benchmarks indicam que a placa é capaz de segurar um gameplay em 4K em altíssima qualidade mantendo uma média superior a 60FPS.

Nos benchmarks, quando o SLI operou corretamente, conseguimos gameplays acima de 60FPS em 4K em qualidade Ultra

Ok, benchmarks deram sinal verde. Mas e gameplay? Não deixe de conferir nosso vídeo jogando com essa combinação de placas, onde testamos diferentes cenários dentro dos jogos, além de buscar aquelas partes com as osciladas crueis em performance. Será que na prática tudo ira refletir esses números dos testes?

Vídeo: 4K/Ultra/60FPS com o SLI GTX 1080 - será que agora vai?

  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube