AMD R9 Fury Nano - Tamanho é documento? Jogamos com a placa pequenina e mostramos sua performance

Na época do lançamento do chip Fiji, entre o modelo com resfriamento líquido, modelos com projetos das parceiras e até mesmo um modelo com dois chips Fiji combinados, nós (e vocês, segundo a enquete que lançamos na época) ficamos mais interessados mesmo no mais modesto dos quatro modelos apresentados: a miúda R9 Fury Nano.

Qual dos lançamentos com a GPU Fiji foi o mais interessante?

Radeon R9 Nano
55.72%
Radeon R9 Fury X
30.09%
Futura dupla GPU não revelada
8.59%
Radeon R9 Fury
5.59%

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A R9 Fury Nano faz parte da família de lançamentos com o chip Fiji, uma nova tecnologia da AMD e a primeira a utilizar a tecnologia de memórias HBM (High Bandwidth Memory, o memórias de grande largura de banda) que trazem muito mais performance devido a seu posicionamento: elas estão no mesmo interpositor onde está o chip gráfico, tornando a largura de banda e as latência absurdamente mais rápidas e eficientes comparado ao que vemos nas tradicionais memórias GDDR5.

Artigo: Entenda o funcionamento das memórias HBM da AMD

Com memórias e GPU no mesmo interpositor, o chip Fiji ocupa muito menos espaço que os projetos tradicionais em que o chip gráfico está rodeado pelos módulos de memória. É aí que entra o trunfo da Nano: diferente dos modelos Fury, que em geral chegam com formatos bastante grandes, e o Fury X, que apesar de menor acaba ocupando muito espaço com seu sistema de resfriamento líquido, a R9 Nano explora a portabilidade do chip Fiji para entregar uma placa de vídeo com formato mais compacto.

Projeto com memórias GDDR5 (esquerda) e HMB (direita) 

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 A característica mais notável da R9 Nano é seu porte. Ela possui apenas 17 centímetros de comprimento, o que significa que ela encaixa perfeitamente em uma placa no padrão mini-ITX. Essa característica torna esse modelo muito interessante para quem deseja montar um PC compacto e de alto desempenho.

Outra mudança notável é relacionado ao consumo de energia. Temos aqui uma placa com apenas um conector de 8 pinos, uma alimentação bem mais modesta que a dupla de conectores de oito pinos necessários para uma Fury ou Fury X. A AMD aponta o TDP dessa placa como sendo de 175W.

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As características mais notáveis da Nano são seu porte compacto e menor aquecimento

  

Mas nem todas essas mudanças passaram sem efeitos negativos. A AMD R9 Nano precisa lidar com seu sistema de resfriamento composto por apenas uma fan e apenas um cabo de energia de 8 pinos para sua alimentação, isso significa que caso haja um aquecimento ou um consumo muito alto, ela será obrigada a "tirar o pé". Esse processo é conhecido como throttling (em tradução livre, esganar) é uma evidente perda de performance causada pela necessidade da placa de vídeo em reduzir seu desempenho para evitar o superaquecimento. Além das tradicionais "engasgadas" no gameplay, outro fator que torna evidente o throttling é uma redução das frequências de operação do chip gráfico, buscando controlar o aquecimento. A R9 Fury Nano é projetada para alcançar 1GHz, mesmo patamar da Fury X e Fury, porém corre um risco maior de precisar reduzir essa frequência para controlar o aquecimento.

A R9 Fury Nano é uma placa que precisa lidar com limitações de aquecimento e alimentação por conta de seu tamanho portátil

Em nosso gameplay com ela não vamos facilitar. Colocamos a placa em um sistema compacto com o gabinete Cooler Master Elite 110, um projeto baseado em mimi-ITX e que combina muito bem com a proposta da Nano de se compacto e de alto desempenho. O PC em uso é o de nossas capturas de vídeos, o conta com 8GB (2x4GB) de memória RAM e um processador Core i5-4430 que nos reservava uma surpresa, como vocês podem conferir no vídeo. 

A situação da R9 Nano em nosso teste: espremida em um gabinete pequeno e com uma CPU esquentando demais do lado 

Nossa primeira descoberta nesses testes foi que nosso processador estava precisando de uma manutenção. Uma boa limpeza e repassada de pasta térmica, reduziu as temperaturas em 20ºC comparado ao que vemos no vídeo. 

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Os milagres que uma manutenção faz

A primeira descoberta foi de que estava na hora de mexer na pasta térmica de nosso PC de capturas

Curiosamente, para a experiência que queríamos fazer, esse defeito foi ótimo. A AMD Fury R9 Nano teve que lidar com um espaço pequeno e um vizinho infernal: o Core i5 chegou a bater os 90ºC em alguns momentos. Mesmo nessas péssimas condições a placa não escapou muito de seu objetivo: ela é programada para buscar 75ºC de operação em estresse, aceitando subir pouco acima disso antes de "tirar o pé" na frequência ou aumentar em muito a rotação da sua única ventoinha. Em nosso gameplay com duração de mais ou menos uma hora, alternando entre Far Cry Primal, The Division e Hitman, ela não bateu os 80ºC, enquanto a frequência não caiu abaixo dos 900MHz.

 

Em 1 hora de gameplay, com games em FullHD/Ultra, não vimos a Nano cair abaixo de 900MHz

 

Isso é um resultado excelente se considerarmos que uma Fury X conta com resfriamento líquido e opera a 1050MHz. Com um sistema muito menos robusto, somado as péssimas condições que colocamos a R9 Fury Nano, a placa conseguiu se manter em frequências altas sem aquecer. Na experiência nossa, mesmo nos momentos que ela baixo para os 900MHz os jogos seguraram na faixa dos 60FPS em Ultra/1080p. A exceção foi The Division, que em alguns ambientes caiu para 45FPS.

Essa é toda a performance que a Nano tem para oferecer? Não. Em situações menos desafiadoras, com melhor ventilação e combinada com um processador mais potente (e menos esquentadinho), ele deve aguentar mais tempo cravado em 1000MHz.

Nesse artigo dificultamos a vida da R9 Fury Nano. Não perca nossa análise completa, onde vamos deixar a Nano mostrar todo seu desempenho

 

Já temos alguns testes preliminares, em nossa bancada de teste oficial, muito mais potente e ventilada, e o resultado é que a Nano "cola" em suas "irmãs maiores" Fury e Fury X, mesmo com sua alimentação de energia mais modesta e seu sistema de resfriamento muito menos potente.

Baseado em nossos testes, é interessante observar o balanço entre performance, portabilidade  e aquecimento. Apesar da Nano não poder manter sempre seu desempenho em seu potencial pleno (1000 MHz), suas reduções para manter a temperatura sob controle não trouxeram um impacto muito grande na performance, e mantiveram nossa experiência em com os games em 1080p e Ultra próximo ou mantendo 60FPS. Quando passamos para o 4K, vemos que a placa cai para o patamar dos 30FPS, mas sem perder de vista os demais modelos do segmento topo de linha.

 

É notável como uma placa tão compacta mantém uma disputa  próxima com modelos muito mais robustos

Galera, nossas experiências no momento param por aqui. Vamos ainda mais a fundo nos testes, inclusive dando condições mais ideias de funcionamento para a R9 Fury Nano. Não deixe de ficar de olho no Adrenaline, pois é por aqui que lançaremos a análise aprofundada desse modelo.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube