Como o PC Baratinho se saiu encarando o Far Cry Primal

Testamos esse game "AAA" em nosso futurístico PC Baratinho
Por Diego Kerber 03/03/2016 12:51 | atualizado 25/11/2019 12:25 Comentários Reportar erro

Com um pouco de atraso em relação as consoles, Far Cry Primal chegou  para PC pronto para nos mandar direto para o período neolítico, onde tudo aparentemente é bastante laranja e que a vida era muito da hora, porque dava para montar em animais selvagens.

Artigo: veja o desempenho com 14 placas em Far Cry Primal

Análise: Far Cry Primal

Linha do Tempo: relembre a franquia Far Cry

Como não poderia deixar de ser, testamos esse game "AAA" em nosso futurístico PC Baratinho (afinal, para 10 mil a.C., nosso gabinete dos anos 90 é ficção científica) tentando descobrir o quanto esse game é exigente quando o assunto é hardware. 

Para esses testes, partimos do PC que conseguiu dar Hadouken em "Street Fighter V" em gloriosos 60FPS:

- AMD FX-6300 - R$ 497
- Asus M5A78L-M LX/BR - R$ 323
- Nvidia GeForce GTX 750Ti 2GB - R$ 713 - Análise da placa
- HD de 1TB Seagate Barracuda 1TB - R$ 385
- 4GB de memória RAM - R$ 134
- Fonte 350W -  R$ 159
- Tela, mouse e teclado reaproveitados de PCs velhos - R$ 0

 

Custo total estimado: R$ 2.207

 

Hora do gameplay!

É notável como o consumo de processador e RAM é baixo em Far Cry Primal. O grande estresse ficou por conta da placa de vídeo. A nossa incansável GTX 750Ti consegue manter o jogo fluindo cravado em 30FPS na resolução FullHD e qualidade média. Dá para colocar também qualidade alta, porém aumenta o risco de eventuais quedas abaixo dos 30 quadros por segundo.

A GTX 750Ti consegue garantir 30FPS em 1080p e qualidade média

Para quem quer buscar mais fluidez, e alcançar algo próximo dos 60FPS, aí nosso PC Baratinho não tem poder de fogo o bastante. Rodar em 1080p no mínimo garante algo na casa dos 45~50 FPS, enquanto os "cravados 60FPS" só são alcançados em horrorosos 900p/mínimo. O jeito é partir para as Radeon R9 380 ou GTX 960 para alcançar algo próximo dos 60FPS em boa qualidade, mas esteja preparado para desembolsar em torno de 1.1 mil reais por esses modelos.

Para alcançar 60FPS é preciso investir mais 400 reais em uma placa mais potente

Com o bom desempenho das AMDs, como verificamos em nosso artigo comparativo, decidimos dar uma chance a uma placa Radeon que se situa logo abaixo da GTX 750Ti, tanto em preço quanto em performance: a R7 360, mais especificamente a PowerColor Radeon R7 360 2GB, uma placa aproximadamente 100 reais mais barata. O resultado foi um gameplay em 30FPS com qualidade mínima e fixo em 30FPS a maior parte do tempo, com eventuais quedas. No final das contas, é uma troca que não compensa. Além do desempenho inferior, parte do preço mais em conta se perde na fonte: a GTX 750Ti tem como requerimento uma fonte de 300W, enquanto para a Radeon o indicado fica na casa de 430W (a própria PowerColor recomenda 500W para esse modelo).

Colocando nosso PC Baratinho na bateria de benchmarks de nosso artigo, é interessante notar que apesar do hardware mais restrito, a PNY GeForce GTX 750Ti entregou praticamente a mesma performance que a mostrada com o nosso computador de testes (que tem um orçamento bem mais "folgado"). A diferença de 1FPS está, sem dúvidas, totalmente dentro de uma margem de erro normal.

Mais um episódio em 2016 sem upgrades. So far, so good

Tudo tranquilo, e segue a dupla FX-6300 e GTX 750Ti. O próximo episódio já está marcado: vamos dar uma olhada em Hitman, e ver até onde recursos como computação assíncrona vão fazer a diferença. Até lá, termino meu cosplay de Agente 47.

 

Tags
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube