O perigo de salvar seu Whatsapp - o VPN é seguro?

Com a queda temporária do Whatsapp, subitamente o uso de VPNs se tornou o herói do dia e a forma de acabar com a opressão desse governo corrupto - sim, o brasileiro é um povo que gosta de misturar as coisas, mesmo quando "não dão liga". A técnica é eficiente para muitos usuários, pois dificulta para o servidor determinar a origem de onde está sendo feita a conexão. Com a restrição feita pelas operadoras, basta você "pegar um desvio" através da VPN para que elas não sejam capazes de bloquear a comunicação. Tudo ótimo, não? Primeiro é preciso entender o que é essa tecnologia, para entender suas consequências.

Como funciona uma VPN
A Virutal Private Network é um tipo de rede de comunicação que cria um caminho dentro de uma rede aberta. Essa ligação entre você e outro computador/servidor, se feita corretamente, é mais segura que a conexão aberta e pode incorporar protocolos de criptografia e outros mecanismos de segurança.

O que garante que sua conexão aconteça, no caso do Whatsapp, é que para sua operadora você está apenas se comunicando com um computador qualquer, enquanto ele está te redirecionando para o serviço de mensagens. Esse meio de campo através desse servidor VPN garante que ninguém saiba de onde você está realizando o acesso e o que está acessando, e esse é o motivo que esse tipo de tecnologia seja utilizada para garantir segurança e anonimato, e em muitos casos para impedir que plataformas determinem de onde vem sua conexão. É assim que o Netflix libera todo seu catálogo, e não apensa aquele restrito ao Brasil.

Mas segura aí que lá vem o mas. Sempre tem o "mas".

Mas...
O VPN tem um ponto crítico: o servidor em que você irá conectar para criar essa rede privada. Todos os seus dados trafegam de forma segura, mas passam por esse "homem no meio", e é preciso confiança nesse servidor. Um servidor VPN mal-intencionado pode armazenar todos os seus dados, logs e IPs, capturando tudo que passar por ele. A partir do momento que você utiliza a VPN, TODOS, os dados enviados pelo smartphone passam por esse intermediário, então não minimize a importância desse "desvio" que você está pegando.

Ao ligar uma VPN, você está fazendo todos os seus dados passarem por alguém

 

Por isso é bom ficar de olho, especialmente nas opções gratutias - não que as pagas sejam 100% confiáveis. Algumas dicas para você decidir por um servidor de VPN incluem:

- Leia a política de privacidade e segurança da VPN em uso: hora de encarar aquelas parágrafos e parágrafos de coisas que você ignora e clica "next". Fazer uma busca por "[nome do servidor VPN] + logging" costuma dar como primeiro resultado o documento da empresa afirmando como funciona seu cuidado com dados dos usuários.

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- Verifique o nível de criptografia utilizado: um bom indicativo da seriedade de um serviço é a qualidade da tecnologia em uso. Uma criptografia de alto nível é um sinal que seu servidor VPN é atualizado e seguro.

- Busque reviews: outra forma de ter uma ideia sobre a segurança e qualidade de um servidor VPN são as indicações. Veja análises de outras pessoas sobre o serviço, tanto em mídias especializadas quanto consumidores.

Devo fazer VPN pra ter o Whatsapp?
A VPN é a opção mais eficiente, no momento, para conseguir acesso ao serviço. A menos que seja de vital importância se manter conectado na rede, utilizar um serviço semelhante temporariamente pode ser uma melhor pedida, seja com o Messenger, como sugere o Facebook, ou rivais como o Telegram. Vale até técnicas  milenares de nossos antepassados, como SMS. 

Você realmente não consegue ficar sem o Whatsapp por dois dias? Está valendo o risco?

Caso seja inevitável, esteja ciente que seus dados estarão passando por alguém. E ele pode bisbilhotar o que você está fazendo. Se não tem jeito mesmo, aqui tem um link de como fazer a VPN em seu celular. Definitivamente não recomendamos fazer compras online enquanto estiver com ele ativado.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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