Porque você deve investir em um Android com ao menos 2GB de RAM: Redmi 2 vs Redmi 2 Pro

Chegou para testes o Redmi 2 Pro, um aparelho que traz basicamente as mesmas configurações do Redmi 2 básico que testamos, mas modificações importantes nas memórias: a RAM sobe de 1 para 2GB, enquanto o armazenamento vai de 8 para 16GB.

Comparativo

Xiaomi Redmi 2Xiaomi Redmi 2
Pro

Especificações

Armazenamento interno|8GB| |16GB|
Cartão microSDaté 32GB até 32GB
Memória RAM1GB 2GB
Número de núcleos4 4
Sistema OperacionalAndroid 4.4 Android 4.4
Update disponível para o sistema- -
ProcessadorQualcomm MSM8916 Snapdragon 410 Qualcomm MSM8916 Snapdragon 410
Clock1.2 GHz1.2 GHz
GPUAdreno 306 Adreno 306
BateriaLi-Po 2200 mAh mAhLi-Po 2200 mAh mAh
Dimensões134 x 67.2 x 9.4 mm mm134 x 67.2 x 9.4 mm mm
Peso133 g g133 g g

Recursos

GPSSim Sim
Leitor de DigitalNão Não
LTESim Sim
NFCNão Não
Número de cartões SIM2 2
RadioSim Sim
Tipo de cartão SIMMicro SIM Micro SIM
TV DigitalNão Não
Bluetooth4.0 4.0
ExtrasMIUI 6.0 MIUI

Display

Resolução720 x 1280 720 x 1280
Tamanho4.7 polegadas 4.7 polegadas
TecnologiaIPS IPS
ProteçãoDragontrail Dragontrail

Câmera

Vídeos1080p 30 fps 1080p 30 fps
Traseira8 MP 8 MP
Frontal2 MP 2 MP

Com os demais aspectos mantidos, como câmera, tela e design, focamos em fazer testes de performance e uso do aparelho, para sentir a diferença que esse aumento nas memórias cansadas. O resultado foi muito interessante, com ganhos modestos na pontuação dos benchmarks e um verdadeiro salto no mais intenso deles, o 3DMark: 

O curioso é observar que o Redmi Pro 2 possui o mesmo SoC do Redmi Pro tradicional, isso significa que o chip gráfico também segue o mesmo Adreno 306, sendo que é a GPU o elemento mais demandado no 3DMark, um teste muito intenso na parte gráfica. Esse salto tem um significado importante: na versão de 1GB, o Redmi 2 simplesmente não é capaz de explorar todo o potencial de seu chip gráfico por conta de um gargalo na RAM.

Na versão de 1GB, o Redmi 2 não explora todo o potencial de seu chip gráfico por culpa de um claro gargalo na memória RAM

 

A maior diferença, porém, não fica evidente em benchmarks. A fluidez do sistema mudou muito com a RAM adicional, resultado de mais espaço para lidar bem com os apps tem um impacto muito importante na capacidade do smartphone de lidar com múltiplos aplicativos. Com "mais lugar" pra deixar as aplicações abertas, o Redmi 2 Pro tem uma agilidade muito superior para lidar com o multitarefa e consegue "saltar" de um app para o outro de uma forma muito mais fluída.

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A memória a mais faz toda a diferença quando você alterna entre aplicativos ou abusa do uso de vários apps simultaneamente

 

Mesmo um usuário mais básico do sistema Android hoje alterna entre vários apps. Usando um player de música, o Whatsapp e redes sociais, os 1GB de RAM já começam a sentir o impacto de mudar de um para o outro. Enquanto o Redmi 2 fica facilmente com 100MB ou menos de espaço sobrando, mesmo abrindo vários apps o Android (bastante modificado, mas por baixo ainda um Android) do Redmi 2 Pro consegue manter uma margem de 500MB ou mais disponível na RAM, o que dá esse "espaço para respirar" que garante mais fluidez na interface.


Só com os apps em segundo plano, o Redmi 2 Pro já consome quase 1GB, e ao abrir dois ou três "estoura" o que tem disponível no Redmi 2

Mas mais RAM não vem de graça. O que nos leva a questão:

Vale a pena pagar mais por 2GB de RAM?

No Redmi 2, partir para 2GB significa ir de R$ 499 para R$ 649, um incremento de 150 reais na conta. No Motorola Moto G de 3ª Geração, o aparelho vai de R$ 999 para R$ 1.129, o que significa que 1GB a mais de RAM e mais 8GB no armazenamento custam 130 reais. Mas o investimento compensa.

O 1GB de memória consegue entregar fluidez no Android, porém a tendência do sistema é ele ficar mais "pesado" com o tempo, resultado de muitos apps instalados e arquivos se acumulando. Os aparelhos com 2GB de RAM sentem menos esse impacto, e conseguem um tempo maior antes de forçar o usuário ao trabalhoso processo de aplicar o reset para padrões de fábrica e a "procissão" de reinstalar todos os apps que precisa. 

Considerando a melhor qualidade na experiência de uso e uma obsolescência mais lenta do aparelho, o investimento por 2GB é mais que justificado

 

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Se colocarmos em porcentagem, adquirir mais RAM no Moto G representa um incremento de apenas 13% em seu preço total, mas garante um tempo de vida útil (e um conforto em seu uso cotidiano) que mais que compensa. Se você instala muitos apps ou faz muitas fotos e vídeos, o dobro de memória interna é também algo importante nessa conta. No Redmi 2 o incremento é um pouco mais doloroso: subimos 30% o valor do produto para conseguir mais memórias.

A resposta é simples: seu perfil de uso é determinante. Caso você mal use o telefone, no máximo veja seu feed de redes sociais e já trava a tela, pode ser que a economia dos reais compensem, mas apenas se seu uso for mesmo MUITO moderado e que você raramente mexe no celular. Se você alterna entre apps, usa mais de uma aplicação ao mesmo tempo ou não tem paciência para celular "engasgando", a compra de um Android com ao menos 2GB de RAM é mais que recomendável.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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