FIFA 16 x PES 2016: Quem tem o Campeonato Brasileiro mais realista?

Depois de um ano muito estranho, os clubes brasileiros finalmente voltaram a ser representados de maneira decente nos games de futebol. Quer dizer, mais ou menos. Os clubes em "FIFA" apresentam algumas limitações, enquanto "Pro Evolution Soccer" ainda inclui equipes com jogadores exclusivamente genéricos. Mas a situação já está melhor do que no ano passado, quando "FIFA 15" nem inclui times brasileiros, e "PES 2015" teve que traz muitos jogadores sem os seus nomes e aparências oficiais.

Para resolver esse problema, tanto EA Sports quanto Konami tiveram que assinar contratos com todos os jogadores, dizendo que eles aceitavam ter sua imagem nos jogos. Agora que isso foi resolvido, finalmente teremos 16 times brasileiros em "FIFA 16" e 24 equipes do país em "PES 2016". Mas isso não quer dizer que o jogo da Konami seja uma melhor representação do nosso futebol, afinal quantidade nem sempre quer dizer qualidade. Então quem é melhor? Descubra a seguir!

Obs.: é importante notar que as duas versões comparadas são para a plataforma PC. Apesar de sabermos que a versão para computadores de PES 2016 possui gráficos piores que a para consoles da atual geração, essa foi a única disponibilizada pela Konami. Porém, vale notar que a diferença no modelo e no rosto dos jogadores é mínima, e a grande mudança está na iluminação e em determinadas texturas. Além dos estádios, é claro. Esses sim estão horríveis no PC.


Rostos dos craques
Não adianta: seja no Brasil, na Espanha ou até na Inglaterra, os jogadores menos conhecidos terão rostos genéricos e serão representados com menor fidelidade. Mas e os craques, aqueles jogadores que são mais conhecidos, ganham os maiores salários e às vezes até defendem suas seleções? Veja algumas comparações:




  

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As escalações

"PES 2015" foi criticado por incluir uma série de equipes com escalações compostas apenas com jogadores que traziam nomes genéricos e aparências bem diferentes das verdadeiras. A Konami até trouxe muitos jogadores reais nas atualizações, mas alguns times terminaram o ano com atletas genéricos. "PES 2016" também traz esse problema, apesar de incluir 8 equipes a mais do que "FIFA". Falando nisso, os seguintes clubes são exclusivos do jogo da Konami: Corinthians, Flamengo, Sport, Goiás, Botafogo, Vitória, Bahia e Criciúma. Só que Sport, Goiás, Vitória e Bahia possuem jogadores genéricos no momento em que este artigo foi escrito.

Enquanto isso, o jogo da EA Sports foi enviado às lojas com nomes genéricos, mas uma atualização lançada no primeiro dia trouxe nomes e aparências (quase) reais para os atletas das 16 equipes brasileiras. Inclusive, esse foi o motivo que tirou Sport e Goiás do jogo.

   


Estádios

Aqui não tem jeito: só dá PES. O jogo da Konami já possui desde o lançamento o Morumbi (estádio do São Paulo) e a Vila Belmiro (estádio do Santos). Além disso, a empresa já garantiu que Arena Corinthians e Mineirão chegarão através de atualizações. Enquanto isso, no "FIFA"... nada. O que deixa a situação ainda mais inexplicável é que a EA Sports digitalizou os 12 estádios brasileiros usados na Copa do Mundo de 2014 para o game oficial do evento. Ou seja, a empresa já tem Arena Corinthians, Maracanã, Mineirão e companhia fotografados e digitalizados. E não adianta dizer que é difícil fazer o port para a nova geração, afinal o Maracanã apareceu no modo Ultimate Team em "FIFA 14" para PS4 e Xbox One.





Seleção Brasileira

Não são só os clubes que representam que maneira direta o futebol brasileiro nos games. Tanto "PES 2016" quanto "FIFA 16" incluem a seleção brasileira 100% licenciada, trazendo o uniforme oficial da equipe. Eles geralmente também trazem escalações atualizadas de acordo com a última convocação. Considerando que a seleção joga em datas tão distantes, não é exatamente uma tarefa difícil.

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"PES" tem a vantagem de trazer uma vasta gama de seleções – mesmo que nem todas sejam oficiais – para você enfrentar em torneios como Copa do Mundo e Copa América. No "FIFA", essas opções são reduzidas. Só que a série da EA Sports contra-ataca com a exclusividade da seleção feminina de futebol. Há 11 outras equipes femininas para enfrentar, assim como um modo que simula a Copa do Mundo da modalidade.



Competições
Não adianta muito ter as equipes todas perfeitamente licenciadas se você não possui competições para jogar com elas. E é aqui que o "FIFA" cai. Afinal, todos os 16 clubes brasileiros de "FIFA 16" estão no resto do mundo. Se você quiser usá-los no modo carreira, terá que substituí-los pelos times de uma outra liga. Eu recomendo usar a do Chile, que também possui 16 equipes e permite que você se classifique para competições continentais da América Latina. E aqui vemos outro problema: esses torneios não são licenciados, então você vai se ver disputando coisas como a Copa A. Latina, por exemplo.


 

No caso de "PES", os clubes brasileiros ganharam um pouco mais de suporte nesse sentido. É possível começar uma carreira disputando o Brasileirão completo com 20 clubes sem mexer em nada. Como a Konami possui um contrato com a Conmebol, tanto a Copa Libertadores quanto a Copa Sul-Americana estão no jogo. E isso também inclui todos os times que disputam essas competições em 2015. Portanto, há uma extensa seleção de clubes de países como Paraguai, Bolívia, Peru e – claro – Colômbia, Chile e Argentina para enfrentar na Master Liga.


   


Meus velhos ídolos

A gente sabe que o futebol brasileiro não é o mais rico do mundo, e que muitas vezes os clubes precisam vender seus principais jogadores para manter as contas em dia. Só que muitas vezes também fazemos sucesso nos videogames e ficamos com uma boa grana sobrando. Caso você queira comprar seus velhos ídolos, é bom que eles estejam no jogo.

Como "PES 2016" possui a licença da Liga dos Campeões da Ásia, o jogo acaba incluindo nomes como Éverton Ribeiro (Al-Ahli, ex-Cruzeiro), Ricardo Goulart (Guangzhou Evergrande, ex-Cruzeiro) Diego Tardelli e Walter Montillo (ambos do Shandong Luneng, ex-Altético-MG e Cruzeiro, respectivamente).

   

Já "FIFA 16" tem Charles Aránguiz (Bayer Leverkusen, ex-Internacional) e Mário Fernandes (CSKA Moscou, ex-Grêmio). Mas é claro, como são todos jogadores de seleção, é provável que apareçam no modo carreira ou na Master Liga da série rival, como agentes livres.

 


Conclusão

"Pro Evolution Soccer 2016" tem a vantagem de ter 8 equipes exclusivas, incluindo as que representam as duas maiores torcidas do Brasil, Flamengo e Corinthians. Além disso, o game também é o que oferece melhor suporte de competições para esses times, com uma Liga do Brasil já estruturada e as Copas Libertadores e Sul-Americana totalmente licenciadas. Isso sem contar a presença de estádios como Vila Belmiro e Morumbi, além da promessa de Arena Corinthians e Mineirão para um futuro próxima.

 Já "FIFA 16" tem a vantagem de ser o único a ter os jogadores de Grêmio e Fluminense com seus nomes oficiais, além de incluir de maneira exclusiva a seleção brasileira de futebol feminino. Mas, mesmo assim, a ausência dos dois times de maior torcida, assim como a chatice que é para jogar o Modo Carreira com clubes do Brasil, fazem com que o jogo da EA Sports perca essa batalha. Mas isso não quer dizer que ele perdeu a guerra, afinal há muito mais conteúdo nos dois jogos do que apenas o futebol brasileiro. Para saber quem nós achamos melhor, "FIFA" ou "PES", fique de olho no Adrenaline, onde em breve publicaremos análises de ambos os jogos.

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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.