PC Baratinho para jogar vs PS4, Xbox One e um PC no Ultra

Ok. Conseguimos um computador que não sai caro e dá para jogar. Mas a nossa economia nos forçou a abrir mão de alguns filtros e, em casos mais drásticos como o The Witcher 3, rodar o jogo em qualidade baixa. Mas o quanto isso está "enfeiando" o jogo?

Versão 1.0 - PC baratinho para jogar: o máximo de frames pelo mínimo de reais
Versão 2.0 - PC Baratinho para jogar versus GTA V, MK X, Battlefield 4 e FarCry 4
Versão 2.1 - PC Baratinho para Jogar versus Batman: Arkham Knight

Esse vídeo mostra a diferença na estética e fluidez dos games, comparando nosso intrépido PC de custo limitado com os videogames de nova geração, o Xbox One e o Playstation 4. Lançamos na roda também um computador rodando o jogo no Ultra, para nos dar uma ideia de "o quanto para trás" ficamos na hora de ver o que há de melhor disponível no mundo dos computadores.

Os jogos foram executados na resolução FullHD, com o PC Ultra rodando... no Ultra, enquanto o PC Baratinho rodou o jogo dentro das configurações que consideramos adequadas durantes nossos testes com o jogo The Witcher 3: Wild Hunt e Batman: Arkham Knight. As especificações dos dois PC são:

PC Baratinho para Jogar Adrenaline versão 2.1:

- Processador Intel Pentium G3258 AMD A8 5600K - R$ 329
- Placa-mãe Asus A58M-A/BR - R$ 207
- Placa de vídeo Nvidia GTX 750Ti - R$ 661 - Análise da placa
- HD de 1TB Seagate Barracuda 1TB - R$ 270
- 2GB 4GB 8GB (2x4GB) de memória RAM - 2x R$ 159
- Fonte 350W -  R$ 115
- Tela, mouse e teclado reaproveitados de PCs velhos - R$ 0 

Custo total (26/06): R$ 1.900

PC de gameplays do Adrenaline

- Processador Intel Core i7-3960X
- Placa-mãe Asus Rampage IV Extreme
- 32GB memória DDR3 RAM
- Placa de vídeo EVGA GeForce GTX 980 Classified
- SSD 120GB
- 1TB HDD

Custo total: Bem caro

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Hora das conclusões
Infelizmente o nosso baixo gasto no PC trouxe consequências na qualidade gráfica. O PC Baratinho para Jogar fica atrás dos consoles de nova geração em termos de qualidade gráfica, mostrando que não tem jeito: os consoles trazem uma relação entre custo e benefício mais alta. Mesmo que incluirmos os jogos na conta, é preciso um bom tempo para "recuperar terreno" e trazer o custo mais barato para o lado de nosso PC, afinal computador também demanda a compra de um programa nem um pouco barato: o sistema operacional.

Contando o SO, nosso computador pode passar dos R$ 2.3 mil, uns bons 600 reais a frente dos consoles. Se você comparar o preço dos lançamentos nos videogames (na casa dos R$ 200) com os lançamentos PC (entre 100 e 120 reais com alguns perdidos no meio do caminho) vemos que é possível sim recuperar a longo prazo esta diferença, especialmente em uma Steam Summer Sale, mas isso ainda não resolve a diferença de qualidade gráfica entre as plataformas.

E então, o esforço foi todo em vão? Claro que não. No final, temos aqui um computador que nem saiu tão mais caro que um videogame e tem potencial de emparelhar o custo com o tempo, graças a promoções mais agressivas de jogos e características únicas do computador. Entre elas está capacidade de receber upgrades. Nada impede desse computador receber uma placa mais parruda, quando "sobrar uma mascada", e ganhar o fôlego para alcançar - ou passar - os consoles. Afinal, no início de uma geração é difícil acompanhar o ritmo dos videogames sem investir muito no PC, mas no final do ciclo dos consoles a coisa muda de figura.

 Outro detalhe, sempre bom de ser lembrado: nosso PC Baratinho é uma experiência. Um computador com as configurações mais baratas que conseguimos capaz de rodar games. Para quem for montar o seu, o ideal é investir um pouco a mais, como em um FX-6300 como processador (se atente que a placa-mãe precisará ser outra) e uma placa de vídeo um pouco mais potente, como uma GTX 660 ou R7 265/260X. A fonte também precisará ser mais forte, para segurar essas placas que consomem mais. Com estes investimentos adicionais, você consegue uma melhor relação entre custo e benefício, e uma margem mais segura para jogar (e com gráficos melhores).

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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