Microsoft completa 40 anos hoje! Veja uma breve história da empresa que nos trouxe o Windows, o Office e o Xbox

Em 4 de abril de 1975 estava sendo criada uma empresa que mudaria o a informática para sempre, além de se tornar uma das maiores e mais valiosas do mundo. Foi naquele dia que Bill Gates e Paul Allen fundaram a Microsoft, uma certa companhia norte-americana da qual você já deve ter ouvido falar.

O nome Microsoft, aliás, foi criado por Allen, como uma junção de microcomputador e software. No começo, a logo era grafada com um hífen no meio, mas a palavra foi oficialmente registrada como a conhecemos logo no ano seguinte, em novembro de 1976.

Mas foi apenas 4 anos depois que os dois jovens programadores lançaram o primeiro produto que colocaria a Microsoft no mapa. Não, não era o Windows. Foi o MS-DOS. O prompt de comando foi criado sob encomenda da IBM, que na época já era uma grande empresa de informática. A interface, um tanto quanto complexa, já foi considerada mais simples e eficiente do que se tinha disponível até então. Foi também neste ano, em 1980, que outro nome muito conhecido da empresa se juntou a ela: Steve Ballmer. Ele foi o 30º funcionário da companhia e foi contratado como gerente de negócios, o primeiro a ocupar este cargo.

No dia 20 de novembro de 1985 surgiu o programa que um dia conseguiria colocar o PC na casa de todo mundo: o Microsoft Windows 1.0.

 

A ambição de Gates, porém, ainda não havia sido alcançada. O MS-DOS tinha uma linguagem restritiva para usuários mais leigos. Foi por isso que no dia 20 de novembro de 1985 surgiu o programa que efetivamente conseguiria colocar o PC na casa de todo mundo: o Microsoft Windows 1.0. Nascido como uma extensão do MS-DOS e ainda em parceria com a IBM, o sistema trazia uma interface gráfica em janelas, que facilitava o seu uso. E 4 anos mais tarde, no dia 8 de agosto de 1989, também surgiu outro software muito importante para a empresa. Ou melhor, pacote de softwares: foi lançado o primeiro Microsoft Office. O ano seguinte, porém, que foi realmente decisivo para a empresa.

No dia 22 de maio de 1990 foi lançado o Windows 3.0. O sistema trouxe novos recursos e uma interface gráfica (GUI) tão bem trabalhados que se tornou um lançamento histórico. Foram vendidas 100.000 cópias em apenas uma semana. Junto com sua atualização, o Windows 3.1 lançado em 1992, o sistema juntou 10 milhões de cópias vendidas em apenas 2 anos. O número é absurdamente impressionante para a época. Foi estabelecida aqui a dominância do sistema operacional na casa das pessoas, mantida até hoje. Depois do Windows 3.0, outras versões do sistema que se destacaram bastante foram o 95, o 98, o XP e o 7, algo que ajudou a criar o mito do "um sim, um não" do Windows.

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E a dominância da empresa foi reconhecida também pelas autoridades dos EUA, que começou um julgamento contra o que chamou de "monopólio abusivo" da Microsoft. A empresa chegou a se dividir em duas unidades distintas e terminou por entrar num acordo com a Justiça no ano seguinte. Mesmo ano em que vimos um lançamento muito importante.

Expandindo seu mercado para fora do mundo dos PCs, a Microsoft lançou o seu primeiro vídeo game no dia 15 de novembro de 2001: o Xbox. Competindo com o Godzilla que foi o Playstation 2, o pobre console não teve muitas chances. Mas isso não significa que ele ficou na lanterna. Suas 24 milhões de unidades vendidas não se comparam às 136 milhões do PS2, mas superaram as 21 milhões do GameCube.

Lançado 4 anos depois, em 2005, o Xbox 360 chegou antes do PS3 e mais barato, garantindo sua liderança no mercado durante toda a geração. Foi neste console que a Microsoft introduziu também o Kinect. Apesar de não ser muito popular entre os gamers, os controles por movimento foram uma inovação interessante para os jogos e são usados agora para todo tipo de pesquisa: de robôs da NASA a controles de baratas. O Xbox 360 também mostrou que a Microsoft entrou no mercado de games para ficar. Hoje temos o Xbox One competindo em pé de igualdade com o PS4.

Voltando alguns anos e ao campo administrativo, no ano 2000 um nome já citado aqui substituiu Bill Gates como CEO da empresa. Em janeiro daquele ano Steve Ballmer assumia as rédeas da Microsoft. O executivo fez seu nome não só pelo cargo que ocupou durante 14 anos, mas pela sua personalidade excêntrica e descontraída. Durante este tempo Gates assumiu o cargo de chairman da companhia.

Em 2013, Ballmer anunciou sua saída de maneira bastante comovente. O empresário era famoso pelas suas loucuras, que nunca deixaram margem para dúvida do quanto ele amava a empresa que comandava. Para assumir o cargo de uma figura tão icônica e enérgica, depois de nomes como Stephen Elop terem aparecido em rumores, foi escolhido Satya Nadella. Em matéria de personalidade, o homem é quase o exato oposto de Ballmer.

Hoje, sob o comando de Nadella, está uma companhia que gera aproximadamente US$ 80 bilhões ao ano e controla 90% do mercado de PCs de mesa.

 

O indiano naturalizado norte-americano se juntou à Microsoft em 1992 e começou seu trabalho na equipe de pesquisa e desenvolvimento para, depois, comandar a infraestrutura de nuvem da empresa. Seu último cargo foi de vice-presidente do grupo de serviços de nuvem e corporativos, de onde saltou para CEO da empresa. Hoje, sob o comando de Nadella, está uma companhia que gera aproximadamente US$ 80 bilhões ao ano e controla 90% do mercado de PCs de mesa. A segunda parte é mais ou menos o sonho realizado de Gates, como ele evidencia na carta enviada aos funcionários da empresa que fundou:

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Amanhã é um dia especial: o 40º aniversário da Microsoft.

Desde o início, Paul Allen e eu tivemos como objetivo colocar um computador em cada mesa em cada casa. Era uma ideia ousada e muitas pessoas pensaram que estávamos loucos em imaginar que isso era possível. É incrível pensar o quanto a computação foi longe desde então, e nós podemos todos nos orgulhar do papel que a Microsoft desempenhou nessa revolução.

Hoje, porém, eu estou pensando muito mais no futuro da Microsoft do que em seu passado. Eu acredito que a computação vai evoluir mais rápido nos próximos 10 anos do que ela já evoluiu antes. Nós já vivemos num mundo multi-plataforma, e a computação vai se tornar ainda mais difundida. Nós estamos nos aproximando do ponto em que computadores e robôs serão capazes de ver, se mover e interagir naturalmente, destravando muitas novas aplicações e dando ainda mais poder às pessoas.
Leia o restante da carta aqui (em inglês).

 

A empresa, entretanto, não viveu só de sucessos e ainda está escorregando para se firmar no mercado mobile. Chegando atrasada ao mercado de smartphones, ela dependeu de sua parceria com a Nokia (empresa que acabou comprando mais tarde) para tentar emplacar seus Lumia com o Windows Phone. O sistema agora está conquistando alguns usuários, mas ainda nem arranha a superfície do sucesso de seus rivais, o Android e o iOS. Já no campo de tablets, os Surface continuam não sendo a primeira opção que vem à mente dos compradores.

Para este ano, porém, usuários e fãs da companhia aguardam com grandes expectativas os lançamentos do Windows 10 e do Directx 12. O novo sistema vai trazer uma imensidade de recursos que vão funcionar de maneira integrada entre diferentes dispositivos, além de trazer, pela primeira vez, uma assistente pessoal ao desktop: a Cortana. A integração entre diferentes aparelhos deve ajudar, inclusive, no setor mobile da companhia. Já a API está prometendo ganhos incríveis de performance que os gamers mal podem esperar para experimentar.

Pelas suas inovações incríveis, por ser uma das definidoras da informática como a conhecemos e por tornar o PC parte de nossas vidas, o Adrenaline parabeniza a Microsoft pelos seus 40 anos!  


(Paul Allen foi diagnosticado com linfoma em 1982 e se afastou da empresa que ajudou a fundar e deu o nome para fazer seu tratamento. A terapia foi bem sucedida, mas Allen nunca mais se aproximou muito da Microsoft, dando espaço para o crescimento de Ballmer e decidindo, eventualmente, se desligar completamente da companhia que fundou com Gates para fundar uma outra, a Vulcan. Mas não se preocupem, isso não significa fracasso. Agora ele é chairman da sua empresa e um dos homens mais ricos do mundo.)

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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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