O quanto a geração Maxwell da Nvidia encurtou a diferença entre Desktops e Notebooks?

As principais novidades da arquitetura Maxwell, em chips grÁficos Nvidia, foram uma maior eficiência térmica e energética. Como aquecimento e consumo de energia são os dois maiores desafios de um notebook de alta performance, a Nvidia traz a promessa de reduzir a diferença de desempenho entre os chips que equipam as tradicionais placas de vídeo de computadores e os chips para notebooks, com essa nova arquitetura.

Artigo: Jogar em notebook ou computador de mesa? As diferenças de desempenho

Enquanto a primeira leva de chips Maxwell esteve restrita aos modelos de entrada, caso dos GTX 850M e 860M, a segunda geração de chips com esta arquitetura agora inclui também os modelos mais potentes GTX 970M e 980M. Com mais poder de fogo disponível, podemos "bater corrida" com os chips Maxwell dos computadores de mesa e os mais restritos chips para notebooks.

O que tínhamos no passado era algo mais ou menos assim:

Comparativo de chips série 600 

É bastante gritante a diferença entre os chips de notebooks e computadores. O melhor chip grÁfico móvel da série 600 não é capaz de alcançar o modelo de entrada GTX 660 para desktops, e as diferenças de desempenho podem chegar a mais de 300% se compararmos os modelos equivalentes em notebooks e computadores de mesa. O chip GTX 660M não era capaz de rodar games em alta resolução, e só conseguiria enfrentar um game como Tomb Raider reduzindo a qualidade grÁfica.

Nas GeForce GTX da série 600, as placas de desktops eram de 60 a 300% superiores aos modelos para notebooks equivalentes. Um chip topo de linha de notebook passava trabalho frente a um de entrada para computador

 

A introdução da arquitetura Maxwell aconteceu, nos notebooks, primeiramente nos modelos da geração 800 de entrada, com os chips GTX 850M e alguns modelos do chip GTX 860M. É importante observar que a Nvidia pulou a série 800 em desktops, logo não temos uma GeForce GTX 880, por exemplo. Alinhando pelo posicionamento do chip, vemos que os chips Maxwell melhoraram bastante esta diferença.

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Artigo: Do que é capaz a arquitetura Maxwell em notebooks? Veja a performance dos chips GTX 850M e 860M

Comparativo de chips com Maxwell 

Com os chips Maxwell da série 800, as diferenças caem para a casa dos 50 a 60%. Pensando de forma pragmÁtica, o número de frames nos mostram que as placas trazem um perfil mais semelhante de games e configurações que serão capazes de rodar, diferente dos benchmarks mais acima que mostravam casos em que os notebooks simplesmente não conseguiriam rodar o jogo da forma que as placas de mesa estavam executando. Algumas reduções sutis em filtros e configurações jÁ são o bastante para uma GTX 850M alcançar um GTX 750Ti.

Novo chip GTX 970M

A novidade deste nosso artigo é a chegada do primeiro chip 900M, que equipa o Avell G1513 Max SE que estÁ em anÁlise aqui no Adrenaline. Diferente dos chips restritos ao segmento de entrada, a arquitetura Maxwell na série 900 chegou aos mais potentes chips, como GTX 980M e o GTX 970M, sendo que o nosso modelo de testes utiliza este último chip. No comparativo utilizamos uma placa de vídeo da MSI com chip GTX 970, e é bom frizar que ele vem com um overclock de fÁbrica, subindo dos 1.050MHz padrão para 1.140MHz.

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A GPU mais potente manteve o padrão de desempenho que observamos nos modelos de entrada. A diferença em relação ao seu chip homônimo para desktops ficou entre 50 a 60%. É interessante observar que o chip conseguiu rodar tanto Tomb Raider quanto Bioshock Infinite com uma média próxima a 60 quadros por segundo, um valor bastante interessante para um bom gameplay. 

Se baseando na GTX 970, os chips Maxwell de notebooks e de computadores de mesa tem uma diferença de performance com vantagem de 50 a 60% para as versões para desktops.

Se inserirmos o chip GTX 970M no meio "da galera" dos computadores de mesa, temos a seguinte situação:

 

 

O GTX 970M se inseriu entre os chips GTX 760 e 770 para desktops, se saindo melhor  que os chips 860M que não foram capazes de superar as versões para computador "um degrau abaixo", caso da GTX 750Ti.

Conclusão 

Os chips Maxwell foram capazes de reduzir a diferença entre os computadores convencionais e os desktops. Enquanto nas gerações passadas víamos o modelo topo de linha de notebook "suar" para se posicionar junto com o modelo de entrada, o chip GTX 970M jÁ conseguiu se inserir entre os modelos de entrada e intermediÁrios.

Apesar de não acontecer mais a diferença superior a 100%, com a placa de vídeo de computador entregando o dobro ou mais de performance que o chip equivalente de notebook, ainda tem muito chão separando uma GTX 970 e uma GTX 970M. Considerando as limitações técnicas de um chip de notebook, em quesitos como alimentação de energia e resfriamento, é muito provÁvel que nunca veremos esta diferença sumir.

Parando de olhar apenas para números e sendo mais prÁtico, a GTX 970M mostrou resultados bem interessantes, em nossos testes. EstÁ ficando próximo dos 60 quadros por segundo em resolução FullHD, com configuração "no talo". Em games mais recentes, como Dragon Age Inquisition, a média ficou em 35.9 com um mínimo de 29.9, enquanto Middle Earth: Shadow of Mordor ficou em 50.19 FPSs médios com mínimo de 30.88 (com tudo no limite e até mesmo as texturas em alta definição). Pode não bater os modelos de mesa, mas em termos prÁticos, irÁ atender muito bem um gamer exigente, que no mÁximo precisarÁ abrir mão de algum filtro ou configuração para chegar na casa dos 60 quadros por segundo.

A diferença diminui, mas ainda existe e é grande. E dificilmente veremos um dia em que um chip de notebook irÁ encostar nos de desktop

 

Para termos uma noção mais clara, vamos precisar de mais amostragem. Uma GTX 980M deve chegar para testes no início do ano, enquanto uma possível GTX 960, se os rumores estiverem corretos, aparecerÁ na mesma época. Aí teremos composto os segmentos topo de linha de notebooks e o de entrada gamer para computadores, em nossos benchmarks, e poderemos perceber melhor a diferença. SerÁ interessante se a GTX 980M não passar vergonha frente a GTX 960, diferente do que vimos nos tempos de GTX 680M vs GTX 660.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube