Black Friday acontece esta sexta: veja dicas para as compras e tudo sobre o evento

Nesta sexta-feira, 28/11, acontece a edição brasileira da Black Friday, um evento que emprestamos dos norte-americanos e que cai, muito convenientemente para os consumidores e para os lojistas, na época em que a maioria recebe a segunda parcela do 13º salÁrio. De acordo com dados do E-bit, empresa especializada em dados sobre o setor, o valor comercializado na data deve chegar a R$ 1,2 bilhão, acréscimo de 56% em relação à edição do ano anterior, quando a Black Friday movimentou R$ 770 milhões.

Diferente da versão gringa, em que as compras são feitas muito na base do empurra-empurra em lojas físicas, o estilo "brazuca" da Black Friday é online: segundo as estimativas da E-bit, teremos um total de 3,37 milhões de pedidos feitos pela internet, com um tíquete médio - valor que cada consumidor irÁ gastar - de R$ 355.

O que os consumidores estão buscando? De acordo com pesquisa feita através da ferramenta Scurp, onde foram coletados 40 mil posts públicos em redes sociais, o principal foco dos consumidores são itens de moda e acessórios, seguidos por produtos de entretenimento, como filmes e jogos. Celulares também estão entre os focos dos consumidores, este ano. De acordo com outra pesquisa, feita pelo Zoom, site comparador de preços de produtos, 56%  dos consumidores tem a intenção de adquirir um smartphone na sexta.


Fonte: Black Friday Brasil

O evento brasileiro é organizado pelo Busca Descontos, e o site oficial do evento estÁ disponível neste link. Através dele dÁ para saber os lojistas que estão participando da Black Friday brasileira. Em parceria com o Camara-e.net, este ano teremos o selo "Black Friday Legal", que atesta a idoneidade da promoção e que busca corrigir a mÁ fama adquirida por conta de promoções falsas ocorridas em edições anteriores, que geraram bordões como o "tudo pela metade do dobro".

Com se dar bem na Black Friday

Fazer compras online sempre traz riscos, mas seguindo dicas simples você consegue minimizar bastante as chances de suas compras terminarem em frustração. Aqui vão alguns cuidados que podem evitar dores de cabeça:

1. Levante a ficha do lojista

Antes de efetuar uma compra, é sempre bom ficar de olho com quem você estÁ fazendo negócios. No Reclame Aqui você encontra um espaço onde os consumidores podem - como o nome sugere - postar suas críticas e também se torna uma forma de contato com os clientes descontentes (de uma forma mais pública). O site consolida dados interessantes, como empresas com maiores problemas, as que atendem de forma mais eficiente às reclamações, e até rankings comparativos entre elas.

Outro indicativo é o selo de qualidade E-Bit, uma certificação que envolve mais de 7.000 lojas online brasileiras, e avalia desde a facilidade de navegação pelo site até o tempo de entrega do produto. Você pode ver a classificação de um lojista através deste link.

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Selos E-bit 

Também é bom conferir se o lojista não estÁ em alguma "lista negra", como este link com a lista de sites a serem evitados, segundo o Procon de São Paulo. Outro indicativo positivo é o vendedor estar entre os cadastrados no Black Friday Brasil, ou trazer o selo "Black Friday Legal" em sua promoção.

2.  Pesquise o histórico do preço do produto

Faz parte da estratégia de venda fazer "um drama" com o novo preço, colocando ele em cores chamativas e fazendo aqueles taxados extravagantes no preço anterior. Mas nem sempre a promoção é tudo isto, e é sempre bom conferir antes quanto realmente era cobrado por este produto, para entender se a promoção é mesmo um bom desconto. 

Para estes casos, você pode utilizar três ferramentas: o Buscapé, o Zoom e o Shopping UOL. Os três sites possuem ferramentas para comparar preços de um mesmo produto entre vÁrios lojistas, histórico dos preços ao longo do tempo e até mesmo a possibilidade de acionar alertas para quando o produto que você estÁ de olho ficou mais barato. O Shopping UOL criou um site dedicado a apenas acompanhar os preços, durante a Black Friday, que também vale a pena conferir.

 3. Desconfie de promoções malucas (exceto em alguns casos)

Apesar do esforço em trazer promoções atrativas, os lojistas não podem fazer milagre. Determinados produtos possuem diferentes margens de lucro, e não dão espaço para descontos malucos. A empresa especializada em monitoramento de preços, a Sieve, fez um levantamento dos preços três meses antes e durante a Black Friday de 2013, e concluiu que, em média, os produtos receberam um desconto real de 25% durante o evento. Os itens com melhores descontos foram na Área de papelaria, brinquedos e moda, com descontos entre 27 e 31%, em média.


Fonte: Sieve

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Os artigos com descontos mais ousados são os de moda e vestuÁrio, que por incorporarem mais valor por conta das marcas, conseguem descontos mais agressivos, chegando a até 80% em casos mais drÁsticos - a indústria da moda opera de maneiras obscuras e cruéis.  Eletrônicos em geral possuem margens menores, logo não conseguem este abatimento no preço tão alto. Mas hÁ exceções: os produtos topo de linha trazem margens muito maiores. Isto significa que aparelhos jÁ de baixo custo dificilmente vão ganhar um corte expressivo no preço, mas produtos mais caros - com mais valor agregado dado ao status de "topo de linha" - possuem muito mais espaço para um desconto e tanto. 

4. Não seja impulsivo nas compras

Defina o que você realmente necessita antes das promoções começarem. Com os preços extravagantes pipocando na tela, o primeiro impulso é aproveitar a oportunidade, e o resultado é uma compra desnecessÁria. O maior perigo estÁ nas compras de menor custo, com valor de no mÁximo R$ 500, pois é nela que as compras impulsivas acontecem com mais frequência - e os lojistas sabem disso.

5.  Guarde e-mails e todo comprovante que puder

Na Black Friday do ano passado, os sites de venda tiveram que lidar com um fluxo 12 vezes maior que o de um dia normal, e este ano a estimativa do E-bit é um movimento 56% superior ao do ano passado. Logo, se prepare para muita instabilidade na hora das compras e, principalmente, risco de algum problema técnico. Caso algo dê errado na transação, é muito importante guardar o mÁximo de informações sobre a compra, como confirmações via e-mail e mesmo prints da interface dentro da loja online. Se você sua compra apresentar alguma falha, toda informação serÁ útil para entrar em contato com o vendedor, ou para infernizÁ-lo em um "Reclame Aqui" da vida caso ele não mostre interesse em resolver o problema.

 6. Lembre seus direitos

Só porque é um evento com promoções incomuns, não quer dizer que as regras mudaram. As leis são as mesmas, e o Código do Consumidor deve ser aplicado sem exceções. Em compras online, o principal documento legal é o Decreto n.º 7.962/2013, que regulamenta o comércio eletrônico. Você pode conferir o decreto na íntegra, através deste link, e você pode conferir na íntegra a lei Nº 8.078 de 1990, que institui o "Direito do Consumidor", neste outro link aqui.

Reforçando a vigia sobre as ações da Black Friday, o Procon de São Paulo jÁ anunciou um "plantão" durante o evento. O atendimento reforçado acontece a partir do dia 27 (quinta-feira) as 19h00, e deve seguir até a meia-noite do dia 28. Os consumidores poderão registrar suas reclamações através do telefone 151 (apenas para a cidade de São Paulo), pelo Atendimento Eletrônico, ou através do Facebook ou o Twitter do órgão. O Procon/SP também acompanharÁ as hashtags "#BlackFridaynamiradoProconSP". As denúncias encaminhadas através das redes sociais serão analisadas, e nos momentos cabíveis, serÁ aberto um processo administrativo.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube