Moto G 2ª Geração vs Zenfone 5: quem é o melhor do custo vs benefício?

A Asus entrou com tudo no mercado brasileiro, com tanta vontade que chegou a incomodar um modelo que reinava soberano no segmento intermediÁrio: o Motorola Moto G. Ambos estão com preço na casa dos R$ 600/700 e trazem uma experiência excelente com o sistema Android. Afinal qual é melhor? Vamos para o confronto direto!



Moto G (2014)

Zenfone 5
Snapdragon 400, quad-core, 1.2GHz Atom Z2560, dual-core 1.2 / 1.6GHz
Adreno  305 PowerVR SGX544MP2
Armazenamento
8/16GB (interna) + 64GB (microSD) 8/16GB (interna)+
64GB (microSD)
Memória RAM
1GB 2GB
Sistema operacional
Android 4.4.4 Android 4.3
(com upgrade para 4.4.2)
Câmeras
Traseira 8MP/
Frontal 2MP
Traseira 8MP/
Frontal 2MP
Tela
5" IPS LCD
720 x 1280
5" IPS LCD
800 x 1280
Dimensões
141.5 x 70.7 x
11 mm
148.2 x 72.8 x 5.5~10.3 mm
Peso
149g 145g
Bateria
Li-Ion 2070 mAh Li-Ion 2110 mAh
LTE
NFC
Dois chips SIM
Preço (14/10/14)
R$ 699
R$ 599

AnÁlise: Motorola Moto G 2ª geração
AnÁlise: Asus Zenfone 5

Autonomia

Começamos mal na disputa, porque aqui temos um critério em que nenhum dos dois aparelhos é impressionante. Em nossos testes, ambos seguram em torno de um dia e meio, chegando a no mÁximo dois se você maneirar. Mandando ver no uso, os dois descarregam em um dia (ou até menos!). Empate! 

Design

Ambos trazem ótimo acabamento, mas o Zenfone tem os encaixes e botões mais precisos. Um elemento, porém, coloca o Moto G na vantagem: os dois possuem bordas largas em torno da tela, problema comum dos aparelhos econômicos, porém o Zenfone é ainda mais largo, especialmente no topo e na base. Como resultado, o Moto G consegue ser mais portÁtil, com o mesmo tamanho de tela. Ponto para a Motorola.

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Tela

Resolução HD, tecnologia LCD IPS, ótimas cores, contrastes e ângulos de visão. Esta é a descrição da tela tanto do Moto G quanto do Zenfone 5, as referências de qualidade nos displays dos aparelhos intermediÁrios. Novo empate! 

Câmera

Vamos chegar em um campo nebuloso. Ambos os aparelhos estão trazendo boas câmeras, considerando o segmento que estão inseridos, mas possuem características diferentes. O Moto G entrega composições melhores em termos gerais, com cores mais vivas e um balanço de branco melhor, em diversas cenas. Em compensação, o Zenfone 5 captura mais detalhes das cenas, enquanto que, aparentemente, o Moto G "borra" um pouco a imagem para reduzir a granulação. O Zenfone 5 chega com um software mais completo - nada te impede de baixar outro app no Moto G - e consegue fazer pequenos milagres com o PixelMaster, tecnologia que combina quatro pixels para aumentar a clareza da cena.


Moto G vs Zenfone 5 (boa iluminação)


Moto G vs Zenfone 5 (pouca iluminação)

No comparativo acima vocês podem tirar suas próprias conclusões. Como não pretendo me omitir só porque a briga tÁ feia, meu ponto vai para o Zenfone 5, mas aberto para contestações. 

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Softwares

As fabricantes vem trazendo seus apps para tentar diferenciar seus modelos, e aqui temos duas filosofias bem diferentes. A Motorola mexeu muito pouco no Android, entregando uma experiência mais "pura" e adicionando apps bem pontuais, como o Motorola Assist e o Migração. Enquanto isto, o Zenfone mexeu pesado na interface e no funcionamento do sistema, com a ZenUI. Além de mudar o design, a empresa inseriu aplicativos úteis, como o app de economia de energia, o "Modo Econômico", outro para controlar o celular do computador, o Pc Link, e outros que facilitam o compartilhamento de conteúdos entre dispositivos, como o Party Link e o Share Link.

A interface da ZenUI trouxe modificações interessantes, e os apps podem ser úteis, então fica por sua conta decidir se quer o Android "imaculado" ou entrar na onda da Asus e sua nova abordagem para o sistema da Google.

Áudio

Na hora de consumir multimídias, o Áudio é uma parte importante da experiência com o aparelho. O Moto G de segunda geração remodelou suas caixas de som, trazendo para frente do aparelho e com duas fontes, o que significa que temos um Áudio mais direcionado e estéreo. Enquanto isto, o Zenfone possui um sistema mono e na parte traseira, o que significa que o somo pode ficar mais abafado, dependendo de onde você apoiar o aparelho ou como segurar. Ponto para o Moto G!

Performance

Chegamos à parte mais fÁcil do comparativo. Ambos os aparelhos trazem uma experiência fluida com o sistema, o que os coloca em pé de igualdade neste aspecto. Felizmente, benchmarks falam por si só. Lembrando um detalhe importante: analisamos a versão do Zenfone com clock de 1.6GHz, logo não sabemos o desempenho do chip operando em 1.2GHz.

Preço

Agora chegamos na surpresa da semana. Apesar da Asus jÁ ter feito um certo alarde sobre sua chegada ao mercado brasileiro, a empresa pegou todo mundo de surpresa ao lançar seu Zenfone 5 abaixo do preço do jÁ competitivo do Moto G. A versão bÁsica com 8GB e processador de 1.2GHz chega por R$ 599, enquanto o Moto G mais bÁsico chega por R$ 699. Zenfone leva novamente!

Zenfone 5 3 x 2 Moto G 2ª Geração

Como jÁ afirmamos na anÁlise, o Zenfone 5 é hoje o aparelho Android com a melhor relação entre custo e benefício no mercado brasileiro. Mas na hora da sua compra, ainda é cedo para simplesmente descartar o Moto G. Entre o pessoal da redação, hÁ um certo consenso que a pegada e o tamanho do modelo da Motorola é mais confortÁvel - apesar de ainda grande. O sistema operacional também pode ser um fator definitivo: enquanto o Moto G manteve o Android "puro", a Asus mexeu bastante no Zenfone. Aí fica por sua conta escolher qual das duas filosofias lhe agrada mais. Alguns diferenciais do Moto G também podem interessar, como a TV digital, coisas indisponíveis no Zenfone.

Independentemente de sua escolha, podemos dizer com segurança que o Moto G e o Zenfone 5 são as duas melhores opções do segmento intermediÁrio e estão entre os melhores "Androids por real gasto" do mercado brasileiro. Porém, na hora de levantar a taça, é o Zenfone que virou o novo rei do pedaço.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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