O que é – e como funciona – a tecnologia Dual Graphics da AMD

Com a velocidade que novos hardwares cada vez mais avançados entram no mercado, é comum que as tecnologias anteriores fiquem defasadas em um curto espaço de tempo. Para se manter atualizado, a solução usual é trocar os componentes por novos. Entretanto, muitas dessas peças passam a ser incompatíveis com modelos anteriores e assim, a substituição de mais equipamentos do computador passa a ser necessÁria em prol do desempenho – e os custos para um upgrade tornam-se muito mais altos.

A verdadeira preocupação de quem faz um upgrade é o desempenho de sua mÁquina. E quando o assunto é performance grÁfica, nem todo mundo tem o interesse de trocar um processador com APU por uma placa de vídeo top de linha. Entretanto, também não compensa comprar um produto mais equilibrado na relação custo-benefício e continuar sem grandes melhorias no funcionamento do vídeo em jogos, reprodução de mídias ou aplicativos visuais.

Para oferecer uma alternativa a esta situação, a AMD possibilitou uma sinergia entre APUs e GPUs de sua linha de produtos, através da tecnologia Dual Graphics.

O que é a tecnologia Dual Graphics? 

Desenvolvida para integrar o desempenho de placas de vídeo e processadores de grÁfico integrado, a Dual Graphics combina o uso dos dois hardwares para desempenhar os processos que exijam dos recursos de exibição, resultando em um desempenho melhor do que se apenas um hardware se responsabilizasse por estas funções. Esta tecnologia estÁ disponível a partir do Windows 7 e funciona com todas as GPUs que utilizam DirectX10/11, o que equivale a praticamente todos os lançamentos da AMD nos últimos cinco anos.

O resultado para a utilização desta tecnologia é um desempenho melhor em jogos, com aumentos de 25 para até 40 frames em jogos populares rodando em 720 ou 1080p, sem exigir a substituição de diversos componentes incompatíveis. Além disso, a melhoria também é visível em softwares grÁficos e reprodução de vídeos. 

Como funciona a tecnologia Dual Graphics?

Ao somar dois processadores visuais que utilizam a mesma tecnologia o que ocorre é um procedimento similar ao uso do CrossFire desenvolvido pela AMD, que combina duas placas de vídeo diferentes. Embora a Dual Graphics não necessariamente signifique a soma exata do desempenho dos dois recursos grÁficos, a combinação se torna mais eficiente quando ambos possuem números próximos de núcleos.

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A placa-mãe precisa ter suporte ao CrossFire para sua aplicação, que é feita automaticamente através de um programa da AMD próprio para isso. No exemplo de desempenho, citaremos o processador de grÁfico integrado A10-7850K (512 núcleos), combinado com uma GPUs da série Radeon R7 250 (384 núcleos). Os softwares utilizados no teste foram o benchmark 3DMark Fire Strike, além dos jogos Bioshock Infinite, GRID 2 e Total War: Rome II.

O desempenho da APU foi testado com configurações grÁficas no médio e resolução de 1080p, e os números deram similar aos da Radeon R7. Entretanto, combinar a tecnologia Dual Graphics quase dobrou no Bioshock Infinite, enquanto nos outros itens a performance melhorou em mais de 50%. O resultado final é uma melhoria considerÁvel de desempenho.

Conclusão

Utilizar o Dual Graphics é uma alternativa para quem quer aumentar a performance do computador sem necessariamente trocar seus componentes. Com o uso dessa tecnologia, você pode explorar o potencial dos grÁficos integrados em sua APU para aumentar o desempenho de sua placa de vídeo, e alcançar a performance necessÁria para rodar games em maior qualidade, sendo a técnica ideal para acelerar uma placa de vídeo do segmento de entrada, e extrair ainda mais performance de seu sistema.

E você, o que acha de utilizar a Dual Graphics para melhorar seu desempenho? Ou acredita que outros recursos sejam mais interessantes? Conte para a gente na seção de comentÁrios abaixo!

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  • Redator: Gabriel Daros

    Gabriel Daros

    Redator da Adrenaline que teve contato com hardwares desde quando viu seu pai montar um tal "PC gamer" aos oito anos de idade. Escreve notícias sobre internet, tecnologia e jogos, cujo primeiro contato foi com um SNES aos sete anos. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2013.

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