Entrevista: Alexandre ‘Gaules' Borba, tri-campeão brasileiro de Counter-Strike

Presenças ilustres de celebridades brasileiras no mundo dos games é o que não falta no WCG 2011. Dessa vez, conseguimos conversar por cerca de 10 minutos com o requisitado Alexandre ‘Gaules' Borba (ao lado), campeão em 2001, 2005 e 2007 de "Counter-Strike" da edição brasileira do torneio.


Atual técnico e dirigente do grupo Mandic, um dos times mais renomados no evento, Gaules foi, em 2001, membro da primeira equipe brasileira a disputar a etapa internacional do WCG, que aconteceu na Coréia do Sul. Além disso, jÁ ganhou títulos em outras competições nos Estados Unidos, Alemanha, Peru e Suécia.

ADRENALINE: E ai, Alexandre! JÁ vou ter que começar com uma pergunta clÁssica: visto os resultados nos últimos WCG, quais as expectativas suas e do seu time para a edição brasileira deste ano?

GAULÊS: A de vitória, sem sombra de dúvida. Nós temos treinado bastante e mal podemos esperar para começar a competir. Estamos muito focados nos nossos objetivos para esse ano.

A: Isso quer dizer que o ritmo de treinamento tem sido puxado para atender a todas essas vontades? Como é a maratona e a rotina de treinamento diÁrio de vocês?

G: Nós costumeiramente treinamos todos os dias. Mas as atividades ficaram bem mais intensas durante esse último mês. Para você ter uma ideia, jogamos cerca de 7 horas por dia, das 20h as 3h da manhã, mais ou menos. Temos que fazer isso para manter o ritmo e nosso nível de competitividade para os torneios nacionais e os internacionais, que são nosso foco principal.

A: Falando nisso, como é a sensação de chegar numa competição de peso lÁ fora, jogar contra profissionais que possuem toda uma estrutura de preparação e ainda ganhar deles?

G: Cara, é uma das melhores coisas e o reconhecimento logo vem com isso. Principalmente porque eles (americanos, europeus e asiÁticos) se preparam justamente em centros especializados de treinamento e aprimoramento de técnicas em games, coisas que infelizmente ainda não temos por aqui. É a mesma coisa que acontece com o esportes como futebol, o vôlei e a ginÁstica no Brasil. Existem centros de concentração e de treinamentos próprios para esses esportes. É exatamente isso o que falta para termos chances melhores nas competições internacionais.

A: Mas vocês hoje têm patrocínio de ponta e isso deve ajudar de alguma forma. A propósito, eles cobram de vocês bons resultados e, pensando dessa forma, é possível fazer carreira e levar uma vida estÁvel com uma carreira de jogador profissional de e-sports?

G: Eles cobram resultados sim, mas não existe pressão. O que eles realmente querem é uma boa associação do nome do jogador com a marca deles. Em outras palavras, pedem principalmente postura dos membros da equipe. Quanto à carreira, não posso dizer que é totalmente possível, mas agora estamos ganhando salÁrio e isso ajuda numa vida mais tranquila.

A: Não vou mais te ocupar e sei que você tem que sair correndo para encontrar o Mandic e começar a competir na WCG 2011. Obrigado pela entrevista e sucesso para você e para sua equipe nas disputas.

G: Obrigado ao Adrenaline e até mais!

Agradecemos ao Alexandre Gaules Borba pela disponibilidade e acessibilidade durante a rÁpida conversa. Mais informações na pÁgina oficial do Facebook da equipe Mandic e no blog pessoal do jogador.

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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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