Erasmo Rojas, Diretor da 3G Americas LA

Mobilidade, 3G, 4G, HSPA, LTE... esses "nomes estranhos" foram alguns doss assuntos discutidos em nossa entrevista exclusiva com Erasmo Rojas, Diretor da 3G Americas para América Latina e Caribe. A entrevista aconteceu durante o Mobile World Congress 2010, em Barcelona – oportunidade ideal para falar de novas tecnologias na comunicação móvel, mas também para questionar a situação atual do Brasil e da América Latina no meio de toda essa evolução e euforia. SerÁ que o Brasil estÁ preparado para a transição para a aguardada 4G? Fique sabendo lendo a entrevista a seguir, e não perca na semana que vem a entrevista com Mohammad Shakouri, Vice-Presidente do WiMax Forum, apresentando o ponto de vista da outra vertente tecnológica que também lidera essa nova era da comunicação móvel.

Poderia explicar para os nossos leitores o que é a 3G Americas?

A 3G Americas é uma associação que começou em 2002, com o objetivo de promover as tecnologias móveis de terceira e quarta geração nas Américas – incluindo LTE, que é considerada uma tecnologia de quarta geração. Promovemos as tecnologias GSM, que começaram no Brasil em 2002 mais ou menos, quando a Oi lançou a tecnologia no país. Trabalhamos somente nas Américas, desde o CanadÁ até a Argentina. Temos 16 empresas que formam a 3G Americas. É um ecossistema de desenvolvedores de aparelhos e fornecedoras de infra-estrutura – como a RIM, Ericsson, Motorola, Nokia, etc – e prestadoras de serviço e operadoras – como a Telefonica. Essas 16 empresas são as que realmente dialogam sobre o que temos que fazer no continente americano.

"No Brasil, até ano passado, a penetração da banda larga estava em torno de 7%, 8%. Então, hÁ muito o que fazer ainda pela banda larga"

Como exatamente vocês atuam?

Uma das coisas que fazemos é falar com a imprensa e com agentes reguladores, porque a parte regulatória é algo muito importante na América Latina. Temos que discutir a questão do espectro, por exemplo. Então, essas empresas vendem serviços, aparelhos e infra-estrutura, e nós fazemos um pouco de marketing e "evangelização", utilizando meios escritos, televisão, rÁdio e também Internet. A cabeça da 3G Americas atualmente é a T-Mobile, uma operadora dos Estados Unidos. Sempre o que se tem determinado é que a cabeça da 3G Americas seja uma operadora, e não um fornecedor. Isso porque uma operadora pode ter um pouco mais de neutralidade com relação à adoção de tecnologias. 

Como é o relacionamento da 3G Americas com a GSMA?

A GSM Association é como se fosse uma associação irmã da 3G Americas. Eles trabalham com todas as operadoras do mundo. Dentro da GSMA, eles também têm fornecedores, mas não como membros associados. A diferença entre a GSMA e a 3G Americas é que a primeira é uma associação somente de operadoras, enquanto a segunda é uma associação de operadoras e fornecedores. Nós trabalhamos somente nas Américas, eles trabalham em todo o mundo. A GSMA tem um braço na América Latina também, que é a GSMA Latin America. Então, para certas coisas, como os aspectos regulatórios, nos complementamos em nossas atividades. 

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Como a 3G Americas vê a situação atual da banda larga móvel na América Latina?

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Trata-se de uma situação interessante porque achamos que a questão da mobilidade na América Latina estÁ mais ou menos solucionada, pois hÁ muitos países que alcançaram um grau de penetração de 100%, como Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela. O Brasil tem em torno de 80% a 85% de penetração. O maior desafio agora para as operadoras é a penetração de banda larga, que estÁ abaixo de 10% na América Latina. No Brasil, até meados do ano passado, a penetração de banda larga estava em torno de 7%, 8%. Então, hÁ muito o que fazer ainda pela banda larga. Achamos que as redes de terceira geração podem ajudar a preencher esse vazio, jÁ que elas podem chegar com mais facilidade em certos pontos em que as redes fixas não chegam. Até o ano passado, o que encontrÁvamos na banda larga móvel era mais ou menos 15 milhões de assinaturas de 3G na América Latina, e temos hoje 24 países na América Latina cobertos por HSPA, que é a primeira versão de 3G da família GSM. E o mais interessante é que desses 15 milhões, mais ou menos 50% estÁ no Brasil. Ou seja, o Brasil tem em torno de 7 milhões de assinaturas, segundo dados da Anatel. Mas um dado ainda mais interessante é que desses 7 milhões, somente 40% são aparelhos, pois quase 60% são modens. Ou seja, é óbvio que no Brasil hÁ muita "fome" por acesso à Internet e isso chegou um pouco como uma surpresa para as operadoras brasileiras. Eu me recordo que em determinado momento, no Brasil não havia mais modens 3G disponíveis. Venderam tanto que não pensaram nisso. 

"Outra situação que ocorre na América Latina é o fato de 80% dos usuÁrios serem de planos pré-pagos. Sendo assim, o que ocorre é que os jovens seriam os usuÁrios com maior potencial para 3G, mas também não têm dinheiro para gastar"

Pode-se dizer então que a banda larga móvel estÁ sendo bastante requisitada?

Essa é uma tendência que observamos na América Latina. Devido à baixa penetração de banda larga, as pessoas estão usando 3G mais para acesso à Internet, incluindo entretenimento, baixar música, acesso ao Facebook, Orkut, etc. Afinal, essas são coisas de que os usuÁrios jovens gostam muito hoje em dia. Descobrimos que para os jovens a comunicação por voz diminuiu bastante. Eles preferem se comunicar por chat, SMS, torpedos ou redes sociais. Mas outra situação que ocorre na América Latina é o fato de 80% dos usuÁrios serem de planos pré-pagos. Sendo assim, o que ocorre é que os jovens seriam os usuÁrios com maior potencial para 3G, mas também não têm dinheiro para gastar. Então, por isso o que as operadoras estão buscando fazer é criar pacotes de serviços para usuÁrios de pré-pago também. Inicialmente, as operadoras pensavam que as redes de terceira geração móvel eram destinadas às pessoas de classes A e B e aos assinantes de planos pós-pagos, mas agora descobriram que para estimular o crescimento é preciso oferecer serviços para usuÁrios de pré-pagos para o acesso ao Internet, seja em dias promocionais, finais de semana, etc. Com isso, o usuÁrio de pré-pago começa a entender que ele tem um aparelho com o qual pode acessar a Internet.


Como estÁ o Brasil se comparado aos demais países da América Latina quanto à penetração da banda larga móvel?

Eu acho importante comentar também é um indicador econômico que é chamado em inglês de ARPUR (Average Revenue Per User's Relation), e na América Latina é medido em dólares, alcançando a marca média de 12 ou 13 dólares, inclusive no Brasil. Mas o que é importante é quanto desse valor corresponde a dados e quanto é voz. Países que têm contribuído com uma penetração de dados muito maior são por exemplo a Argentina – onde pelo menos 30% do dinheiro arrecadado é através de serviços de dados. No Brasil, essa taxa é de cerca de 12% - ou seja, as pessoas no Brasil ainda gostam muito de falar. Eu penso que isso é um pouco cultural também. HÁ muitas pessoas que gostam bastante de falar, mas com as novas tarifas e preços jÁ começaram a usar serviços de dados. 

A tendência que encontramos é que as receitas de voz estão baixando em todas as partes. Na América Latina, basta analisar os relatórios financeiros trimestrais de qualquer operadora, como Claro ou Vivo, para observar que as pessoas estão falando mais, porém as receitas estão caindo. Então, hÁ uma correria muito grande pelo lucro, e a única forma que as operadoras enxergam para compensar isso é com acesso à Internet banda larga e serviços de valor agregado. Por isso, acreditamos que dividir os usuÁrios entre assinantes de pré-pago e pós-pago é algo jÁ fora de moda, mais a ver com redes de segunda geração. 

Qual a situação das operadoras diante dessa realidade de mercado?

Agora pensamos que é muito importante para o prestador de serviços encontrar um determinado perfil de usuÁrio. Que perfil é esse? Uma pessoa jovem, que estuda, trabalha, e que busca por serviços de qualidade e por empresas que ofereçam esse serviço. O Brasil é bastante competitivo nesse sentido, pois hoje em dia temos quatro operadoras importantes: Tim, Claro, Vivo e Oi. As demais são operadoras de nicho, como a Nextel, etc. E essas quatro grandes operadoras não têm uma grande diferença entre elas no mercado. Hoje em dia estão bastante próximas em sua distribuição do mercado, utilizando praticamente a mesma tecnologia. Somente podem competir através da oferta de serviços, que é a forma como podem cativar os clientes. O México foi o primeiro país da América Latina a implantar a portabilidade, e depois veio o Brasil. Mas depois de um ano e meio de implantada a portabilidade nos dois países, o que temos observado é que menos de 2% dos assinantes têm procurado pela portabilidade. Ou seja, hÁ varios fatores... Provavelmente algumas pessoas não sabem o que significa portabilidade, e para os usuÁrios de pré-pago não importa muito manter seu número – é mais uma situação do contrato pós-pago. 

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O que se planeja em termos de novas tecnologias para essa década?

Na banda larga, acreditamos que hÁ uma oportunidade muito grande agora para evolução. No desenvolvimento da tecnologia da família GSM temos como um estÁgio intermediÁrio o HSPA, que é uma tecnologia que permite uma velocidade de acesso de 1mbps. Mas hÁ empresas que jÁ implementam o HSPA+, que permite chegar até a 20mbps. Uma operadora na AustrÁlia diz conseguir até 40mbps, em termos teóricos. Na prÁtica, jÁ se consegue de 5 a 10mbps, o que é muito bom em termos de aplicações, pois isso significa velocidades até 5 vezes maiores do que se usa hoje em dia. Acreditamos que em grandes países como Brasil, Argentina, México e Colômbia  as operadoras vão começar a implementar o HSPA+ para oferecer mais qualidade e maior velocidade nas conexões. E a grande vantagem do HSPA+ é que não é preciso mais espectro. È possível utilizar o espectro que jÁ se tem disponível agora, somente aplicando uma atualização de software na rede, e, claro, a utilização de aparelhos adequados, como modens USB e smartphones compatíveis com a tecnologia. 

"Os investidores se sentem mais encorajados a investir no Chile, por ser mais viÁvel experimentar coisas novas no país"

Como se vê a implementação dessas novas tecnologias no Brasil?

Acreditamos que isso é algo necessÁrio no Brasil, principalmente porque hÁ muitas queixas quanto à velocidade do 3G no país. Um gargalo existe de alguma forma, e para lidar com esse problema as operadoras vão precisar de mais espectro para melhorar sua cobertura. E aí entra uma briga interna que hÁ no Brasil, porque hÁ espectro velho que não foi posto no mercado. Por exemplo, na faixa de 1800 MHz, que é a faixa usada para GSM, hÁ mais ou menos uns 40 MHz livres, que o governo não leiloou. E na faixa 3G, de 1900 MHz, hÁ um pacote de cerca de 20 MHz que também não foi posto no mercado. E ainda hÁ uma briga grande pela faixa dos 2,5 GHz, que ocorre entre as operadoras de TV por assinatura e operadoras de telefonia móvel. E aí estÁ a discussão, pois nessa faixa é possível funcionar tecnologia WiMax e também LTE, cuja primeira rede comercial jÁ entrou em funcionamento no ano passado na Suécia e na Noruega. Então acreditamos que ainda hÁ muito o que fazer pela banda larga no Brasil e que as operadoras podem usar esse desenvolvimento do HSPA sem precisar utilizar mais espectro.

O HSPA+ jÁ pode ser considerado tecnologia 4G?

Não. 4G vai ser somente a partir de 2012, com LTE Advanced e também com WiMax na versão 802.16 móvel. Hoje em dia, duas tecnologias foram submetidas à UIT – a única organização que define o que é 3G e o que é 4G – e as velocidades que a UIT especificou para essa transição são mais altas do que se alcança atualmente. Então esperamos que em 2012 a UIT deva confirmar as tecnologias que realmente definirão o que é 4G, apesar de todo mundo falar hoje de WiMax e de LTE como sendo 4G.


Em temos de América Latina e Brasil você acha que ainda é muito cedo para falar de 4G?

Eu penso que é tempo de falar na evolução do 3G, pois é uma tecnologia que ainda tem bastante para ser explorado. Vamos encontrar neste ano alguns testes de LTE na América Latina. O Chile fez alguns testes no mês passado. Trata-se de um país com certas vantagens na América Latina, por ser pequeno, ter economia estÁvel e políticas de telecomunicações um pouco mais claras que no restante do mercado. Os investidores se sentem mais encorajados a investir no Chile, por ser mais viÁvel experimentar coisas novas no país. Também haverÁ testes de LTE na Argentina e no Brasil, mas isso também estÁ sendo discutido com as operadoras e os governos, para que se decida o espectro a ser usado, jÁ que não hÁ uma política de espectro para 4G na América Latina – o que é um problema.

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E qual a opinião da 3G Americas quanto ao Plano Nacional de Banda Larga do Brasil?

Pensamos que a única maneira é que haja um trabalho coletivo entre governo e setor privado, para que se hajam incentivos para que as operadoras de alguma maneira possam ampliar sua cobertura. HÁ muitas dificuldades com a questão do espectro e com o manejo dos impostos – o Brasil tem alguns dos impostos mais altos do mundo. Então o governo precisa ajudar diminuindo um pouco os impostos, e fazendo com que o preço do espectro não seja tão alto inicialmente. A banda larga vai ser cada vez mais possível, mas é necessÁrio o esforço conjunto do setor privado e do governo, pois nenhum dos dois conseguirÁ fazer isso sozinho.

Isso é muito importante, pois o Brasil terÁ em quatro anos o Mundial de Futebol, e logo depois os Jogos Olímpicos, e para isso iremos precisar de mais tecnologia. Ouvimos planos de ampliação de infra-estrutura de ruas, aeroportos, hotéis... mas as telecomunicações também são importantes. Por isso acreditamos que HSPA e HSPA+ é algo que deve ser implementado nas grandes cidades, e LTE vai ser necessÁrio em lugares com muito trÁfego de informações. Imagine uma central de imprensa nos Jogos Olímpicos. É necessÁrio uma rede de alto processamento de dados. 

Toda essa tecnologia nova de transmissão de dados opera sobre o protocolo IP – desaparecem os minutos.   Deve ser considerado tudo como pacote de dados, e por isso as operadoras devem aprender a trabalhar com essa tecnologia. O que a 3G Americas acredita é que deve haver uma coexistência entre redes HSPA e redes 4G. As operadoras precisam de dinheiro para financiar essa rede de quarta geração, e por isso acreditamos que o crescimento do HSPA vai ser muito forte. 

"HÁ muitas dificuldades com a questão do espectro e com o manejo dos impostos – o Brasil tem alguns dos impostos mais altos do mundo"

LTE serÁ o próximo passo natural então?

É muito importante dentro da nossa previsão lembrarmos que não podemos somente falar de tecnologias novas como LTE, se o crescimento das operadoras estÁ aqui no HSPA. E a tendência é realmente essa, pois o desenvolvimento da tecnologia vai permitir que HSPA tenha 42 ou 84 megabits por segundo, e aqui mesmo no congresso se fala de mais planos para o crescimento do HSPA+. Por isso acreditamos que uma das coisas boas do LTE é o fato de ser uma tecnologia compatível com as anteriores, seja HSPA, GSM ou GPRS, então ela vai atender a usuÁrios de 2G, 3G e 4G. Isso é importante, pois mesmo hoje em dia hÁ pessoas que não querem usar dados, querem somente serviço de voz, ao mesmo tempo que hÁ pessoas que querem usar a última tecnologia. Então as operadoras têm consciência de que hÁ diferentes perfis de usuÁrios, e esse tipo de mistura vai dar mercado tanto para HSPA quanto para LTE. 

E, finalmente, o conteúdo é muito importante, os aplicativos. Aqui no congresso hÁ um hall todo dedicado a aplicativos (App World), e isso é um exemplo do que precisamos hoje em dia: desenvolvimento de conteúdo. Toda essa tecnologia sem conteúdo não é atrativa para o usuÁrio. O que entendemos é que se o prestador de serviços não oferece conteúdo ao usuÁrio, outras empresas irão oferecer por cima, como o Google, etc. O usuÁrio estÁ dizendo: "Eu quero conteúdo. Se você me oferecer, tudo bem, se não, vou procurar em outro lugar". 

Foi anunciada aqui no Mobile World Congress uma parceria entre a operadora de telefonia móvel norte-americana Verizon e o Skype. Como vocês enxergam isso?

Acho que essa parceria da Verizon com Skype é como uma previsão de que a voz vai se tornar uma comodidade, e as operadoras vão perder o medo da voz sobre IP. Outo assunto comentado no congresso foi a voz sobre LTE, e antes não se falava disso. Então, as operadoras estão entendendo que realmente o negócio do futuro é o serviço de valor agregado. Essa parceria com o Skype é uma tendência que vamos encontrar, e que o usuÁrio de alguma maneira acaba encontrando um jeito de como utilizar o Skype, então é melhor para a operadora não perder o assinante. Então é melhor abrir essa porta para ele. Com a parceria, a Verizon continua tendo controle sobre os usuÁrios, e faz com que o Skype não ofereça outro tipo de aplicação. Porque, imagine daqui a um ou dois anos o Skype lançando um aparelho, dizendo "Vamos conectar você diretamente. Esqueça a operadora móvel e conecte-se diretamente conosco". Acho que essa é outra provÁvel tendência e nessa nova década que começamos o serviço de voz passa a ser algo não tão importante, a prioridade é o serviço de dados, e por isso achamos que essa parceria da Verizon com Skype é uma preparação para a quarta geração.

Então você acredita que a voz serÁ somente mais um serviço incluído em um pacote de dados, e não mais o serviço principal da telefonia móvel?

Sim, exatamente. O que é importante no futuro não serÁ mais quantos minutos você pode falar pela operadora, mas sim quais determinados serviços a operadora irÁ oferecer a você de forma melhor que outra operadora. Esse serÁ o fator de diferenciação entre as operadoras. 

*GrÁficos: 3G Americas 

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  • Redator: Mauro J. Barreto

    Mauro J. Barreto

    Formado em Jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) em 2008, Mauro Barreto trabalha na redação da Adrenaline, em Florianópolis, desenvolvendo pautas, produzindo artigos, entrevistas e atualizando o site com notícias sobre os segmentos em que a Adrenaline atua. Também assina a coluna "Mundo Tech", onde comenta sobre assuntos relevantes do mercado de Games e Tecnologia. Até hoje é viciado em Street Fighter II e não troca seu iPod por nada.

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