Tudo sobre cartões de memória

Houve um tempo em que um HD do melhor computador disponível não ultrapassava 1GB de espaço. Hoje, essa capacidade é pouca até mesmo para um pendrive. Felizmente, hoje, o armazenamento de arquivos é algo muito versÁtil: podemos aumentar o espaço de acordo com a demanda e trocar arquivos facilmente entre um dispositivo e outro. Ninguém mais perde fotos e músicas na hora de comprar um celular novo. E tudo isso graças aos cartões de memória.

Os cartões permitem a você expandir o espaço disponível para armazenar novos arquivos. Muitas câmeras digitais, por exemplo, vêm com um determinado espaço interno para você guardar suas fotos. Mas esse espaço nunca é muito grande. E se você quiser armazenar ainda mais imagens? Se trocar de câmera, vai perder todos os registros dali.


São muitas opções, mas não precisa entrar em pânico


O mesmo vale para celulares e smartphones. Uma boa parte da memória interna, nesses casos, é usada para o sistema operacional e demais aplicativos essenciais. O que deixa um espaço mínimo para seus arquivos pessoais. Com um cartão de memória, você ganha mais espaço e versatilidade: se trocar de aparelho, é só inserir o cartão no produto novinho.

E na hora de escolher o cartão, o que levar em conta? São tantos padrões, marcas e modelos que podem deixar o consumidor bem confuso. O negócio é prestar atenção na compatibilidade do seu equipamento com o padrão (não adianta comprar um MemoryStick para usar em uma câmera que só aceita SD), na capacidade de armazenamento e na velocidade. Acompanhe o nosso guia!

{break::A tecnologia por trÁs}Os primeiros cartões de memória surgiram no início da década de 90, quando a tecnologia nos dispositivos móveis começou a se desenvolver em um ritmo mais acelerado. O primeiro deles foi o PCMCIA Card (sigla para Personal Computer Memory Card International Association), também conhecido como PC Card. O acessório foi criado para laptops, mas acabou sendo usado também em algumas câmeras, como as Kodak DCS 300. Hoje, eles são utilizados apenas em equipamentos industriais.


Os cartões de memória, como esses que você tem em sua câmera fotogrÁfica ou no smartphone, são fabricados com memória flash e são considerados dispositivos de armazenamento de estado sólido, ou seja, sem partes móveis. Isso significa que tudo nesses cartões é eletrônico, ao contrÁrio dos discos rígidos comuns, que são mecânicos. Neste caso, a leitura e gravação dos dados é feita graças a agulhas que interagem com o disco, que gira. Entre as vantagens do armazenamento sólido, estão a resistência a impactos, a agilidade na transferência de dados e a capacidade de executar inúmeras gravações e regravações.

A memória Flash é um tipo de memória EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory), ou seja, Memória Somente-Leitura ProgramÁvel e Eletricamente ApagÁvel. Consiste, basicamente, em dois transistores separados por uma fina camada de óxido de silício: um é a porta de controle, que ativa a célula de memória e faz a leitura dos dados. O outro é a porta flutuante, o local onde as informações ficam armazenadas.


Isso é só uma curiosidade. Fique tranquilo que você não vai precisar se lembrar disso / Imagem: Revista Escola

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Quando a corrente elétrica flui do emissor para o coletor, aplica-se uma tensão na porta de controle, que puxa os elétrons para a porta flutuante. LÁ, os dados ficam presos graças ao silício. Para regravar os dados, primeiro é preciso apagar o que jÁ estÁ na célula. O processo é parecido: uma corrente elétrica sai do emissor e vai para a porta de controle, limpa a porta flutuante e elimina as cargas elétricas armazenadas. Assim, a célula retorna ao seu estado original.

Esse tipo de memória tem uma vida finita, mas não pense que ela é curta: são cerca de 100 mil regravações, marca que você provavelmente vai levar um longo tempo para atingir.
O funcionamento é semelhante ao da memória RAM, jÁ que os dados "lembrados" jamais são esquecidos. A diferença é que a RAM precisa de uma fonte de energia para manter seu conteúdo, e a memória dos cartões não.

{break::Secure Digital (SD)}Introduzido em 1999, é extremamente popular nos dias de hoje, presente em mais de 8 mil produtos de mais de 400 marcas diferentes no mundo inteiro. É o que se usa em tablets, smartphones e boa parte das câmeras digitais compactas. Existe em três diferentes tamanhos: o SD é o maior deles, com 32 mm × 24 mm × 2.1 mm. O Mini SD tem 21.5 mm × 20 mm × 1.4 mm. Por fim, o Micro SD tem 15 mm × 11 mm × 1.0 mm. Os menores são compatíveis com os slots maiores, desde que se use um simples adaptador.


Ok, essa é a parte fÁcil. Para saber que tipo de cartão você estÁ comprando é só ver o tamanho. Mas a classificação não para por aí. Os cartões SD variam também em capacidade de armazenamento e velocidade de transferência de dados. Vamos falar primeiro do espaço.

  • SD Standard (1999): alcança até 2GB de armazenamento
  • Secure Digital High Capacity – SDHC (2006): Existe em versões de 2GB até 32GB
  • The Secure Digital eXtended Capacity – SDXC (2009): Tem capacidade teórica mÁxima de 2TB, mas, por enquanto, os disponíveis no mercado vão até 128GB. Em setembro, a Lexar anunciou um modelo de 256GB, abrindo caminho para cartões ainda mais poderosos.


É normal, ao procurar por um cartão, chamÁ-lo de "SD" em qualquer caso. Ao olhar a capacidade do cartão é que você vai saber se é um SD, SDHC ou SDXC.

Se você for usar o SD em uma câmera de vídeo, vai precisar se preocupar também com a velocidade de leitura e escrita do cartão. Existem cinco classes, cada uma com uma velocidade mínima característica. Esse valor é calculado tendo como base o pior cenÁrio possível, ou seja, na prÁtica, as taxas podem (e devem) atingir valores maiores.


  • Classe 2: 2Mb/s, indicada para gravação de vídeos em standard definition
  • Classe 4: 4Mb/s, para gravação em HD (720p)
  • Classe 6: 6MB/s, também para gravação em HD
  • Classe 10: 10Mb/s, para vídeos em FullHD (1080p)
  • UHS Speed Class 1: 10Mb/s, para vídeos ainda maiores ou transmissão em tempo real


Note que esses valores servem como base para o indicador de performance de cada cartão. Você pode visualizar esse dado na própria etiqueta do SD. Se o cartão for do tipo UHS, você verÁ um "U" na etiqueta, acompanhado da classe. A velocidade designada no rótulo é a nominal, ou seja, na verdade é a mÁxima que aquele cartão pode alcançar. Portanto, os valores comumente são maiores das velocidades mínimas garantidas por cada classe.

Aí, surge outro probleminha: compatibilidade. Não adianta você sair para comprar um cartão e ir logo comprando o mais poderoso deles. É preciso verificar, antes, se ele vai servir para o seu equipamento. Você pode verificar essa informação no próprio manual da câmera, ou consultando o site da fabricante. Como exemplo, o manual da Canon PowerShot G12 recomenda o uso de um SD de, no mínimo, classe 4.


Os cartões SD podem ser usados em todos esses dispositivos / Imagem: SDCardInfo


Mas se sua câmera não for profissional, provavelmente você não vai precisar se preocupar. A maioria das câmeras "point-and-shoot" comuns sequer tem poder o suficiente para tirar proveito dos cartões de altas velocidades. Portanto, você pode comprar um SD mais "modesto".

Se você é do tipo que tira muita fotos em sequência, porém, pode preferir um cartão mais rÁpido. Muitas pessoas jÁ devem ter experimentado a sensação de perder um momento perfeito enquanto esperava a câmera processar a foto anterior, certo? Então: é justamente aí que um cartão de classe superior vai fazer diferença.

Os cartões SD são retrocompatíveis, ou seja, mesmo que você use um equipamento mais novo, poderÁ utilizar cartões antigos nele. Mas lembre-se: isso vai resultar em um desempenho inferior por causa da velocidade mais baixa de transferência desses cartões.
Além dos cartões SD, existem vÁrios outros tipos. Confira a seguir.

{break::CompactFlash (CF)}Desenvolvido primeiramente pela SanDisk, é um cartão grande, com 42.8mm x 36.4mm, mais ou menos as dimensões de uma caixa de fósforo. Foi o responsÁvel pela popularização dos cartões de memória flash, especialmente em câmeras fotogrÁficas. Existem dois modelos: o tipo 1, mais fino, tem 3,3mm de espessura e vai até 256GB de capacidade, e o tipo 2.

Todos os CompactFlash Tipo 1 são fabricados efetivamente com a tecnologia de memória flash e, portanto, são mais rÁpidos e menos suscetíveis a danos causados por pancadas e trepidações. Esse modelo é compatível tanto com slots Tipo 1 quanto com os Tipo 2.

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O CompactFlash é bem maior que o SD / Foto: LetsGoDigital


O CompactFlash Tipo 2 é mais espesso, com 5mm. Portanto, ele só vai funcionar em slots feitos especialmente para esse tipo. Alguns deles tratam-se, na verdade, de microdrives, que vão até 8GB. Ou seja, assim como um HD comum, têm um disco de gravação, uma cabeça de leitura e vÁrias partes móveis, tudo em pequeníssima escala, é claro. Esses modelos, porém, são bem mais antigos e, atualmente, praticamente todos os CompactFlash existentes são fabricados com memória Flash.

Como é um cartão com mais de uma década de existência, ele passou por vÁrias revisões. Confira:

  • Revision 1.0 (1995): 8.3 Mb/s (PIO mode 2), suporte para até 137 GB.
  • CompactFlash+ ou CompactFlash I/O (1997)
  • CF+ e CompactFlash Revision 2.0 (2003): 16.6 Mb/s (PIO mode 4)
  • CF+ e CompactFlash Revision 3.0 (2004): 66 Mb/s, 25 Mb/s no modo PC Card, proteção por senha.
  • CF+ e CompactFlash Revision 4.0 (2006): 133Mb/s, suporte para IDE Ultra DMA Mode
  • CF+ e CompactFlash Revision 4.1 (2007): suporte ao Power Enhanced CF.
  • CompactFlash Revision 5.0 (2010): suporta 128 Petabytes de armazenamento
  • CompactFlash Revision 6.0 (novembro de 2010): 167 Mb/s

O que você precisa saber: como sempre, a capacidade de armazenamento e a velocidade. Esse segundo item é marcado nos cartões com um número seguido de "x", assim como nos drives de CD-ROM. Tem de 2x, 4x, 8x, e assim por diante. Lembra? É igualzinho com os CF:
O "x" equivale a cerca de 150Kb. O número que vem antes é o multiplicador. Se um cartão é 400x, por exemplo, significa 400 vezes 150Kb, o que dÁ , arredondando 60MB/s.


Este cartão é de 600x, ou seja, quase 90MB/s


Com todas essas versões, o CompactFlash é usado em uma variedade de equipamentos, desde câmeras fotogrÁficas profissionais e filmadoras, até PDAs e computadores industriais. Como vocês podem notar, a diferença crucial entre as versões é a velocidade da transferência. Fique de olho nisso se você for transferir grandes quantidades de arquivos, jÁ que isso pode levar uma eternidade caso escolha um padrão mais antigo. Ou, se for usar uma câmera para gravar vídeos em alta definição ou tirar dezenas de fotos rapidamente. Um cartão mais rÁpido faz toda a diferença nesses casos.

{break::Memory Stick}O Memory Stick é um formato proprietÁrio introduzido pela Sony em 1998. Quase todos os produtos da marca usam esse tipo de cartão: desde câmeras digitais até o PSP, o videogame portÁtil da companhia. Uma grande desvantagem era justamente essa: a Sony permitia apenas o uso desse cartão. Se, por acaso, você trocasse sua câmera, por exemplo, por um modelo de outra marca, não poderia reaproveitar o acessório. Só em 2010 é que a companhia passou a incluir em alguns modelos a compatibilidade com os cartões SD, mais amplamente utilizados atualmente.

O cartão da Sony existe em vÁrios tamanhos e especificações distintas. E é fabricado não só pela Sony, como também pela SanDisk. Para facilitar, é só pensar o seguinte: quando existir a nomenclatura PRO, significa que a linha de cartões tem maiores capacidades de armazenamento. A classificação "Duo" indica um cartão de tamanho menor que o comum. Existem, no entanto, adaptadores para tornÁ-los compatíveis com os slots de tamanho maior.


O Memory Stick Duo é menos "esticado" na horizontal


  • Memory Stick Standard (1998): Esse tipo jÁ deixou de ser fabricado. Mede 50 mm x 21.5 mm x 2.8 mm e chega a 128MB de capacidade e transfere dados a até 1,8Mb/s.
  • Memory Stick Duo (2003): sua diferença em relação ao Memory Stick tradicional é o tamanho reduzido, apenas 31 mm x 20 mm x 1.6 mm. Foi criado por causa de uma necessidade de adaptar os cartões a dispositivos menores. Também chega somente a 128MB de capacidade.
  • Memory Stick PRO (2003): Resultado de uma parceria entre a Sony e a SanDisk, esse cartão tem as mesmas dimensões do primeiro Memory Stick: 50mm × 21.5mm × 2.8 mm, mas resolve o problema da falta de espaço do original, alcançando até 4GB.
  • Memory Stick PRO Duo (2002): Chega até os 32GB de armazenamento, com taxa de transferência de cerca de 20Mb/s. Une o tamanho reduzido com as altas capacidades de armazenamento.
  • Memory Stick PRO-HG Duo (2007): Tem o mesmo tamanho do PRO Duo, mas é muito mais rÁpido. Também vai até 32GB de memória, mas transfere dados a 60MB/s.
  • Memory Stick Micro (2006): Ainda menor que o Duo, com 15mm × 12.5mm × 1.2mm. Usado principalmente em celulares e smartphones da antiga Sony Ericsson (agora apenas Sony) que, em 2009, decidiu adotar de vez os cartões microSD, existe em versões de até 16GB. Transfere dados a 20MB/s. Com adaptador, pode ser utilizado em slots para PRO. O problema é que alguns dispositivos não são compatíveis com as capacidades mais altas de armazenamento desse tipo de Memory Stick. Para não errar, é melhor não utilizÁ-lo com equipamentos mais antigos.
  • Memory Stick XC (2009): É uma atualização do formato. Em 2009, a Sony anunciu, em parceria com a SanDisk, um cartão de 2TB de capacidade e transferências de 60MB/s.

{break::Modelos ultrapassados}Existem ainda alguns cartões mais antigos, que não são mais utilizados. É o caso do SmartMedia, da Toshiba, lançado apenas um ano após o primeiro CompactFlash, em 1995. Hoje em dia, ele nem seria muito útil, jÁ que não passa dos 128MB de capacidade, insuficiente até para armazenar um filme completo em resolução de TV comum. Além disso, sua taxa de transferência de dados não passa dos 2MB/s.

O interessante desse padrão é que ele era mais utilizado como um substituto dos antigos disquetes de 1,44Mb. Aí sim, esses 128MB faziam uma tremenda diferença! Ele podia, inclusive, ser usado no mesmo drive, bastando inserir um adaptador.

Tem também o xD Picture Card, que estÁ começando a cair em desuso. xD vem de "Extreme Digital". Desenvolvidos pela Fujifilm e pela Olympus, esses cartões foram introduzidos em 2002 para uso principalmente em câmeras fotogrÁficas e gravadores de voz. A partir de 2010 o formato tornou-se obsoleto. Não que ele não continue no mercado: os cartões continuam sendo produzidos. Mas câmeras que aceitam exclusivamente o xD não são mais fabricadas. Portanto, é bom pensar um pouco antes de adquirir um equipamento que só aceite esse tipo de armazenamento, jÁ que o padrão pode morrer em breve. Algumas das novas câmeras Olympus aceitam tanto o xD quanto SD ou CF.


Da esquerda para a direita: CompactFlash, SmartMedia, SD e xD


Assim como todos os outros tipos que mostramos neste artigo, aqui a coisa também complica. Existem vÁrios subtipos de cartões xD, que variam a velocidade e a capacidade de armazenamento:

  • Standard (2002): Vai de 16MB até 512MB de armazenamento e tem uma velocidade de escrita de 3MB/s.
  • Tipo M (2005): Disponível em modelos de 256MB, 512MB, 1GB e 2GB. Sua velocidade é um pouco menor que a do Standard: 2.5MB/s.
  • Tipo H (2005): Tem as mesmas capacidades do Tipo M, mas sua velocidade é de 4MB/s. Foi descontinuado em 2008 devido aos altos custos de produção.
  • Tipo M+ (2008): Existe em versões de 1GB e 2GB e a velocidade é de 3.75MB/s.


Ficou claro que os cartões xD não são tão vantajosos como os outros padrões. O que poderia impulsionar alguém a adquirir um deles é o fato de serem proprietÁrios da Fujifilm e da Olympus (assim como os MemoryStick são da Sony). Assim, algumas câmeras e gravadores podem exigir esse tipo de cartão – algo que vem ocorrendo com bem menos freqüência atualmente.

Outro cartão que caiu em desuso foi o MMC, o MultiMedia Card, baseado em tecnologia da Toshiba e lançado graças a uma parceria entre a SanDisk e a Siemens. Ele chega a apenas 4GB de capacidade e só se tornou realmente conhecido quando virou padrão nos handhelds da Palm (que foi adquirida pela HP em 2010). Hoje, perdeu espaço para os cartões SD, que são praticamente do mesmo tamanho.


Uma das vantagens desse padrão é que ele é, digamos, "quase" aberto. Isso porque qualquer fabricante pode utilizÁ-lo, sem precisar pagar royalties. É preciso, porém, pagar uma taxa inicial para obter as especificações e mais um valor anual à MMC Association.

O problema é que as taxas de transferência são baixas. Teoricamente, um cartão desse tipo poderia chegar a 2,5MB/s (jÁ inferior ao dos CFs), mas a maioria dos modelos não atinge esse pico. Por essa razão, os fabricantes começaram a migrar para o padrão SD.

{break::De olho no futuro}Neste artigo, você conheceu os cartões de memória mais comumente utilizados hoje em dia. Na hora de comprar um equipamento, é preciso verificar com quais tipos de cartão ele é compatível, para evitar problemas. E até economizar uns bons trocados, jÁ que existem formatos mais caros que os outros: o MemoryStick da Sony, por exemplo, costuma ser bem mais caro que o padrão SecureDigital (SD).

O tipo de cartão vai ser crucial dependendo do tipo de atividade que você irÁ empreender. Se você é um consumidor médio, que deseja só armazenar seus arquivos pessoais, fotos e músicas em um smartphone, por exemplo, pode comprar qualquer cartão do padrão compatível com seu modelo (normalmente são os microSD).

Os entusiastas de fotografia jÁ têm necessidades diferentes: mesmo quem usa a câmera cotidianamente pode preferir cartões mais rÁpidos e com maiores capacidades, para nunca perder o clique. Os SD dão conta do recado, mas é preciso ficar de olho na classe: as mais altas são fundamentais para quem quer trabalhar com altas resoluções. Os CompactFlash, porém, existem em velocidades ainda mais altas, o que pode ser mais interessante para certos profissionais. Vai do gosto do cliente.

Claro, assim como todo o ramo da tecnologia, esse é um mercado que cresce rapidamente. Tanto que a CompactFlash Association (CFA) anunciou em meados de setembro que jÁ trabalha em uma nova especificação, o CFast2.0. Os novos cartões, que começaram a ser produzidos pela SanDisk, prometem ser quatro vezes mais rÁpidos que os atuais, algo que vai ajudar bastante quem jÁ trabalha com resoluções de vídeo superiores Á FullHD.

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  • Redator: Risa Lemos Stoider

    Risa Lemos Stoider

    Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e gamemaníaca desde os 4 anos de idade. Já experimentou consoles de várias gerações e atualmente mantém uma ainda modesta coleção. Aliando a prática jornalística com a paixão pela tecnologia e os games, colabora com a Adrenaline publicando notícias e artigos.

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