Qual GPU Nvidia devo escolher para meu notebook?

 Pensando em comprar um notebook, mas estÁ na dúvida de qual placa de vídeo da NVIDIA é a melhor opção? Vamos te dar uma mão nesta escolha, mostrando quais as características de quatro GPUs da empresa, para você encontrar a que melhor se encaixa no seu perfil de uso.

Daremos foco em três atividades: uso cotidiano, games casuais e jogos em alta qualidade. Também vamos levar em consideração a portabilidade, afinal, notebook é pra se carregar por aí, e a autonomia, pois o "carregar por aí" não pode ser só de uma tomada até a próxima.

GPUs NVIDIA


GT540M
GT640M
GT650M
GTX 675M
CUDA cores
96
384
384
384
Clock
1344 MHz
625 MHz
900 MHz
620 MHz
Texture Fill Rate
10.8
20
27.2
39.7
Banda de memória
128-bit
128-bit
128-bit
256-bit
Configuração das memórias
DDR3
DDR3/GDDR5
DDR3/GDDR5
GDDR5
DirectX
11
11
11
11
3D Vision




PhysX




CUDA




Nossas opções são a GT 540M, placa intermediÁria de entrada da geração passada, que equipa o Samsung RF511-SD3, e as placas da geração Kepler (série 600), a GT 640M,  que equipa o Acer Timeline Ultra, a GT 650M, placa de vídeo do Avell Diamond, e a GTX 675M, que como parte da linha GTX, é voltada para alto desempenho, e equipa o notebook gamer Avell FullRange. Vamos aos comparativos?

{break::Atividades cotidianas}Nosso primeiro comparativo pensa no uso cotidiano das placas de vídeo, para atividades leves como navegar na internet, abrir aplicativos e assistir vídeos. Neste caso, todas as placas possuem um desempenho muito bom para estas atividiades, entregando uma experiência fluída com as interfaces do Windows, sites de internet com efeitos avançados em HTML5 ou animações em Flash, etc.

Apesar de ser bem menos potentes que a GTX 675M, as placas GT 540M, 640M e 650M conseguem ter um bom desempenho em OpenGL, então serão o bastante para alguns aplicativos de produtividade que utilizem esta tecnologia.

Pensando neste perfil de uso leve, a GTX 675M (FullRange) é um "canhão para matar moscas", pois a capacidade de processamento da placa fica sub-usada nestas atividades. Por conta da potência desta placa, ela é grande e tem maior consumo de energia que as outras opções, resultando no tamanho nada portÁtil do Avell FullRange e de sua fonte de alimentação. Se você vai se ater, na maior parte do tempo, a estas atividades, as outras três placas são mais interessantes.

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Falando em autonomia, vÁrias peças influenciam na capacidade de tempo do notebook de operar na bateria. Entre os mais importantes estÁ a tela, o processador e a placa de vídeo. Como é esperado, uma placa de vídeo muito potente consome muita energia, o que faz que a autonomia do notebook com a GTX 675M (FullRange) não seja muito alta. Outro fator importante: o GT 540M (RF511) e GT 650M (Diamond) possuem uma diferença muito grande de autonomia. Nos notebooks do comparativo, outros fatores influenciam, mas também é notÁvel o avanço da Nvidia em economia de energia com suas novas placas da série 600 (codinome Kepler). Apesar de não possuirmos o teste com o GT 640M (Timeline Ultra), podemos esperar um consumo de energia ainda mais baixo que o visto no GT 650M, por possuir um clock mais baixo.

{break::Games casuais}Para verificar a capacidade de rodar games, testamos dois jogos nas GPUs: o Alien vs Predator e Crysis 2. Maneiramos um pouco na qualidade grÁfica dos jogos, para verificar como as placas de vídeo lidam com um jogo intermediÁrio (como podem ver nas configurações, não pegamos "tão leve").

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A conclusão é que todos são capazes de rodar os dois jogos, se baixarmos um pouco mais a qualidade grÁfica. O ideal é manter uma média em torno de 30 fps, algo que conseguiríamos com todos os notebooks, reduzindo a qualidade grÁfica. Em games mais leves, como os casuais ou mesmo franquias que maneram com o hardware, como Diablo III, Starcraft II e Left4Dead 2, é possível jogar com ótima qualidade grÁfica em todos os modelos.

No caso do GTX 675M (FullRange), foi possível manter até mesmo uma média próxima aos 60 fps, o que é o ideal para uma jogabilidade perfeita. O GT 540M (RF511) engasga um pouco nos games mais pesados, principalmente em Crysis 2, mas é possível jogar o game se sacrificarmos bastante a qualidade grÁfica.

{break::Jogatina avançada}Na segunda bateria de testes com os games Crysis 2 e Alien vs Predator verificamos a capacidade das placas de vídeo dos notebooks de encarar games mais pesados. Aqui aumentamos a qualidade grÁfica, acionando mais filtros e recursos como o Tessellation.


Como o esperado, os modelos mais leves não conseguiram executar os games com muita qualidade grÁfica, caso do GT 540M (RF511) e GT 640M (Timeline Ultra). O GT 650M (Diamond), que é uma versão overclockada do GT 640M, foi capaz de lidar com os games, mas com FPSs próximos de um nível crítico para manter a jogabilidade fluindo de forma satisfatória. O GTX 675M (FullRange) mostrou que não tem problema nenhum em lidar com altas configurações, resoluções e qualidades grÁficas.

{break::Conclusão}Para cada perfil de uso existe uma placa mais adequada. Quem deseja os benefícios de um processador dedicado aos grÁficos, mas não utiliza em tarefas pesadas, podem ter uma ótima experiência com modelos intermediÁrios, como o GT 540M e GT 640M. Apesar de não serem capazes de rodar games em qualidades muito altas, são suficiente para rodar os jogos modernos, se você abrir mão de muitos filtros.

Para quem faz questão de ter muita qualidade na jogatina, com uma jogabilidade fluída, o jeito é partir para placas de vídeo mais encorpadas da linha GTX, caso do GTX 675M. Um ponto importante a se observar é que, nesta linha, as GPUs tem um maior consumo de energia e mais aquecimento, o que gera um produto maior, para dissipar o calor de forma mais eficiente, e com menos autonomia, pelo consumo de energia elevado. O resultado é que você precisa estar ciente que vai ter que abrir mão de parte da portabilidade do aparelho, algo muito importante em notebooks, se optar por uma placa de vídeo nesta linha. O preço de notebooks com estas placas também costuma ser mais salgado.


GPUs diferentes possibilitam produtos mais ou menos portÁteis (Na ordem crescente: GT 650M, GT 540M e GTX 675M)

Falando em autonomia, se você pretende esticar um pouco mais o tempo longe da tomada, além de optar por GPUs mais modestas, outro fator imporante é a geração das placas de vídeo. A série 500, codinome FERMI, caso da GT 540M, tem um consumo maior que as novas placas da série 600, codinome Kepler, que trazem entre suas principais inovações um uso mais inteligente da energia, e ainda trouxe um ganho de mais ou menos 30% no comparativo com a GT 540M. Para ganhar mais minutos sem buscar o carregador, aí o jeito é optar por telas menores, menos brilho, e ir mais devagar com a potência de outras peças, como substituir o processador i7 por um i5, por exemplo.

Por fim, pode-se ir buscando modelos até achar o ponto ideal. Um exemplo é o GT 650M, que é muito semelhante ao GT 640M, apenas com um clock da GPU mais alto. Este aumento é o suficiente para trazer um ganho de uns 15%, que pode ser o bastante para melhorar um pouco a qualidade grÁfica dos games, mas aumenta também o consumo e o aquecimento. Por isto, defina seu ponto ideal nas dualidades de "potência vs portabilidade" e "potência vs autonomia", e isto irÁ lhe ajudar muito na hora de definir o modelo ideal para você.

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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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