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REVIEW | Card Shark é como trapacear dentro de uma pintura

Jogo narrativo de cartas traz um lindo visual, bom texto e gameplay divertida

Mãos habilidosas, olhar atento, conversa fiada e muito vinho são necessários para construir um jogador de Card Shark.

O mais recente título publicado pela Devolver Digital foi lançado para PC e Nintendo Switch e pode te surpreender de várias maneiras.

Vinho, trapaça e mortes

Card Shark é basicamente um jogo de gambling, ou jogo de azar, em tradução livre. Desenvolvido pela Nerial - que também é responsável pela franquia Reigns -, o jogo conta com ilustrações de Nicolai Troshinsky, que remetem a França do século XVIII e dão personalidade a Card Shark.

Em meio a uma conspiração, jogamos com um jovem mudo que encontrou na trapaça um modo de tirar dinheiro dos mais abastados e redistribuir para os menos afortunados - no caso ele e o grupo de amigos trapaceiros.

Embora entusiasmado e dedicado, ele não sabia nada sobre trapaça; mas o Conde de Sant-Germain se apresenta e ocupa o lugar de tutor na vida de enganação do jovem mudo.

Cruzando a França em uma carruagem, o jovem e seu mestre vão compartilhando segredos sobre o mundo das trapaças e conhecendo um pouco mais sobre o que os nobres, oficiais da coroa, clero, filósofos, pensadores e escritores têm a dizer acerca da conspiração que está acontecendo; e claro, no processo nossos heróis vão deixando os bolsos de seus adversários no carteado, mais leve.

No jogo existe a sugestão da batalha de classes, como um fio condutor da trama.

E se não ficou óbvio pelo nome do jogo, Card Shark é um jogo de trapaça com cartas. Nossos franceses enganadores, vão de mesa em mesa, em mansões, castelos, estalagens, ruas e onde mais puderem afanar alguns trocados através de sua arte: a manipulação de cartas.

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Jogando entre os tubarões

Através de vinte e oito truques - que vão sendo aprendidos no desenrolar do jogo -, Cards Shark entrega um sistema apropriado para a temática do jogo. A cada novo truque apreendido, um novo golpe será aplicado para você pôr em prática o que aprendeu. E quanto mais você aprende, mais diversificada fica a trapaça, mas a dificuldade para aplicá-la também.

Card Shark conseguiu me passar um pouco da sensação de perigo iminente que pode acometer quem realiza tais trapaças. Conforme a variedade de truques vai aumentando, você (o jogador) tem que desenvolver habilidades para aplicar os comandos certos e não vacilar na hora de trapacear e lutar contra o tempo e a suspeita de suas vítimas, senão será pego e muitas vezes pode acabar morto.

Além de sua divertida gameplay, Card Shark traz uma ambientação peculiar, mas apropriada para a temática do jogo, como se jogássemos dentro de uma série de pinturas; tudo isso graças às ilustrações de Nicolai Troshinsky e a música de Andrea Boccadoro.

A arte de Cards Shark é um dos destaques deste lançamento da Devolver Digital.

O hub do jogo nos faz circular pelo mapa da França e vai adicionando localidades conforme avançamos na narrativa proposta. E essa história também pode ser acompanhada através de um pequeno diário que é escrito por nosso protagonista, que faz novas anotações a cada evento marcante que lhe ocorre.

É um jogo bem singular, e com suas particularidades ele vai recriando a história de uma França pré-revolução e encaixando diversas figuras históricas, como o escritor Voltaire, ou mesmo o próprio mentor de nosso protagonista, o Conde de Sant-Germain, que tem uma vida envolta de mistério.

Talvez não seja um jogo tão dinâmico, mas com certeza é divertido e pode agradar aqueles que gostam de um desafio e de jogos que exigem sua atenção máxima durante a jogatina.

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Card Shark já está disponível para Nintendo Switch e PC na GOG, Steam e Epic Games Store.

Uma cópia de Cards Shark foi cedida pela Devolver Digital ao Adrenaline para a realização desta análise.


PRÓS
Visualmente encantador
Gameplay divertida
Roteiro sagaz
CONTRAS
Um pouco repetitivo
Tags
  • Redator: Eddy Venino

    Eddy Venino

    Jornalista atuando na área de entretenimento desde 2017. Escrevo sobre games, séries, filmes, música e literatura. Sou idealizador do projeto NOIZ (@noizplay), que tenta tornar a cultura POP um local mais receptivo para que todos possam curtir seu lado geek/nerd/gamer, através da discussão de pautas sociais dentro do entretenimento.

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