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REVIEW | Gigabyte GeForce RTX 3090 Ti Gaming OC

Uma placa para além de alta performance

Recebemos para review uma placa de vídeo GeForce RTX 3090 Ti, modelo topo de linha da NVIDIA, placa que tem o objetivo de ser o mais poderoso produto da empresa para consumidores domésticos, entusiastas e até alguns profissionais com altas demandas. Essa placa trás configurações impressionantes como muitos núcleos CUDA, 24GB de memória de vídeo e performance para rodar games em 4K e até além.

Site oficial da Gigabyte GeForce RTX 3090 Ti Gaming OC

O modelo que recebemos é o Gigabyte GeForce RTX 3090 Ti Gaming OC, com um projeto impressionante e grande. A placa conta com sistema de cooler com 3x FANs de 100mm e o novo conector de energia de 16 pinos que vai virar padrão em um futuro próximo.

O chip da RTX 3090 Ti representa o poder máximo da arquitetura Ampere, e não está preocupado com questões "mundanas" como custo. Por isso, tem preço sugerido no patamar surreal dos US$ 1.999, fazendo a Radeon RX 6950 XT e seus US$ 1.099 parecerem um orçamento completamente racional e econômico. No Brasil, ela está sendo encontrada por valores que vão de R$ 15 mil a R$ 20 mil.


RTX 30

A fabricação das Ampere ficará por conta da Samsung, com um novo processo: 8 nanômetros. Uma das principais novidades é a reestruturação dos Streaming Multiprocessor (SM), o bloco fundamental da estrutura de um chip Ampere, combinando shaders, núcleos tensores, núcleos RT e memórias. Os novos SM agora são capazes de entregar o dobro de performance em pontos flutuantes 32-bit (FP32).

A serie 30 aperfeiçoa o conjunto das três estruturas introduzidas com as RTX Turing

Também foi introduzido a segunda geração de núcleos RT, o que dobrou a capacidade de realizar os cálculos de intersecções indispensáveis para acelerar o Ray Tracing. O resultado é um ganho de 34 TFLOPS de uma Turing para 58 TFLOPS em uma Ampere equivalente.

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Os núcleos tensores também trazem evolução, o que inclui a capacidade de identificar dados menos relevantes da matriz e removê-los automaticamente. Assim temos um salto de 89 TFLOPS na abordagem "matriz não esparsa" das Turing para impressionantes 238 TFLOPS das matrizes esparsas das Ampere.


A RTX 3090 Ti

A RTX 3090 Ti é baseada também na GA102, a mesma GPU usada na RTX 3090. O que muda entre esses dois modelos é que a Nvidia levou a arquitetura Ampere a seu limite, esticando as especificações ainda mais longe. Em núcleos CUDA temos um ligeiro aumento, saindo dos 10496 para os 10752 núcleos, mas além desse ganho discreto também foi incrementada as frequências de operação dos 1.7GHz para os 1.86GHz, lembrando sempre que em operação o GPU Boost irá variar esse valor dependendo da realidade de aquecimento e consumo disponíveis

A RTX 3090 Ti é a Ampere em seu extremo

Todos esses incrementos também impactam na alimentação e na dissipação e calor, e a RTX 3090 Ti sobe o TDP dos 350W da RTX 3090 para impressionantes 450W, forçando as fabricantes a serem extremamente criteriosas no sistema de arrefecimento de placas com esse chip gráfico, caso contrário, não vão dar conta de controlar sua temperatura e também alimentar de energia esse "monstro" computacional.

Por fim, mais um incremento surge nas memórias. Ainda temos 24GB de memória GDDR6X, da mesma forma como na RTX 3090, porém a largura de banda recebeu um incremento dos 19,5Gbps pra 21Gbps, algo sempre relevante para a capacidade da placa de vídeo de gerar mais quadros por segundo.

Sem uma Titan na família RTX 30, a GeForce RTX 3090 Ti acaba atuando como esse produto máximo da linha GeForce, trazendo um preço que não faz questão nenhuma de mirar em qualquer relação entre custo e benefício, e somente cobrar caro pelo que há de melhor fabricado pela Nvidia e suas parceiras.

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Comparativos técnicos

Abaixo tabelas comparativas com a RTX 3090 Ti e outros modelos:

Comparativo

Gigabyte
GeForce RTX
3090 Ti GAMING
OC
NVIDIA GeForce
RTX 3090 Ti
NVIDIA GeForce
RTX 3090
AMD Radeon RX
6950 XT

Preços

Preço no lançamentoU$ 1.999,99 U$ 1.999,99 U$ 1.499,00 U$ 1.099,00
Preço atualizadoU$ 1.999,99 U$ 1.999,99 U$ 1.499,00 U$ 1.099,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação8nm 8nm 8nm 7 nm
PCI-Express bus4.0 4.0 4.0 4.0
ChipAmpere GA102-350 Ampere GA102-350 Ampere GA102-300 Navi 21 KXTX
Clock do GPU1560 MHz1560 MHz1395 MHz1925 MHz
Clock do GPU (Turbo)1905 MHz1860 MHz1695 MHz2324 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR6X GDDR6X GDDR6X GDDR6
Interface de largura de BUS384 bit 384 bit 384 bit 256 bit
Quantidade de RAM24 GB 24 GB 24 GB 16 GB
Clock das memóriass1313 MHz1313 MHz1219 MHz2250 MHz
Clock efetivo21008 MHz21008 MHz19504 MHz18000 MHz
Largura de banda1008 GB/s1008 GB/s936.2 GB/s576 GB/s

Características Gerais

Shading Units10752 10752 10496 5120
TMUs336 336 328 320
ROPs112 112 112 128
Pixel Rate213.4 GPixel/s208.3 GPixel/s189.8 GPixel/s297.5 GPixel/s
Texture Rate640.1 GTexel/s625.0 GTexel/s556.0 GTexel/s734.7 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes FP1640.97 TFLOPS40.00 TFLOPS35.58 TFLOPS47.60 TFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 16 pinos 1x 16 pinos 1x 12 pinos 2x 8 pinos
Suporte à combinação de placasNVLink 2-way NVLink 2-way NVLink 2-way N/A
Tipo de SlotTrês slots Três slots Três slots Três slots
Comprimento da placa331 mm336 mm336 mm267 mm
TDP450 W450 W350 W335 W
Fonte recomendada850 W850 W750 W700 W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4a, 1x HDMI 2.1 3x DisplayPort 1.4a, 1x HDMI 2.1 3x DisplayPort 1.4a, 1x HDMI 2.1 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI

Recursos

DirectX12 Ultimate 12 Ultimate 12 Ultimate 12 Ultimate
OpenCL3.0 3.0 3.0 2.1
OpenGL4.6 4.6 4.6 4.6
Shader6.6 6.6 6.6 6.5

Extras


Fotos

Abaixo uma série de fotos da GeForce RTX 3090 Ti Gaming OC da Gigabyte, que tem um projeto bem imponente e grande, com sistema de cooler com 3 FANs de 100mm e 8 heatpipes ocupando 3 slots PCIe. O FAN do meio gira em sentido oposto aos outros dois. Vale ainda destacar que o PCB da placa ocupa pouco mais do que a metade do comprimento, ficando na parte de traz uma área aberta para o ar passar e ajudar na dissipação as aletas e headpipes do sistema de arrefecimento da placa, que ainda conta com um backplate. Curiosamente, não tem nenhum LED RGB.

Formato gigante e sem LEDs RGB

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A placa traz ainda um seletor de BIOS possibilitando alternar entre uma versão com OC e outra com perfil silencioso, além de contatos para gerenciamento das tensões. A alimentação de energia é feita através do novo conector de 16 pinos, porém um adaptador para os antigos conectores de 8 pinos acompanha a placa, sendo necessário 3 cabos de 8 pinos.

Pelo tamanho e peso, a Gigabyte incluiu junto um suporte para manter a placa alinhada dentro do gabinete. Esse acessório tem a função de evitar que placas grandes forcem o slot PCI-Express.

Placas com GPU GeForce RTX 3090 Ti são as primeiras de fabricantes com novo conector de energia de 16 pinos

Por parte de conexões, a placa traz 3x DisplayPort 1.4a e uma HDMI 2.1.


Sistema utilizado

Fizemos uma mudança em nossa plataforma de testes de placas de vídeo, agora baseada em um processador AMD Ryzen 9 5900X. Vários outros componentes de alto desempenho acompanham esse sistema, como SSDs NVMe e 32GB de RAM com frequência de 3200MHz (CL16). Abaixo algumas fotos da placa instalada em nossa nova bancada de testes para placas de vídeo:

Antes dos testes, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes:

Máquina utilizada nos testes:
- Processador AMD Ryzen 9 5900X
- Placa-mãe GIGABYTE X570 AORUS Xtreme
- Kit de memórias HyperX Predator RGB 32GB (2x16GB) 3200MHz CL16
- SSD Kingston KC2500 250GB + 2TB
- Sistema de refrigeração CM MasterLiquid ML360 V2 RGB
- Fonte de energia CM v1300W Platinum
- Gabinete CM MasterFrame 700 Personalizado

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 512.xx

Os testes de TODAS as placas utilizadas foram atualizados junto com a placa analisada!

Aplicativos/Games:
- Adobe Premiere CC 2021 (renderização pela GPU)
- SPECviewpeft 13 (Solid Works/Maya, renderização pela GPU)
- 3DMark (Fire Strike Ultra / Port Royal / DLSS Feature Test)
- Assassin's Creed Valhalla (DX12)
- Cyberpunk 2077 (DX12)
Flight Simulator 2020 (DX11)
- Forza Horizon 4 (DX12)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Rainbow Six Siege (Vulkan)
- Red Dead Redemption 2 (Vulkan)
- Resident Evil Village (DX12)
- The Division 2 (DX12)
- Watch Dogs: Legion (DX12)

GPU-Z
Abaixo a tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa.


Overclock

Subimos o clock padrão do GPU em 100MHz, estabilizando o mesmo em 1660MHz em modo normal e alcançando 2005MHz em modo turbo. Já as memórias subimos de 21GHz para 22GHz. Destacamos que não foi alterada nenhuma tensão de forma manual, apenas colocado o power limit em seu limite máximo via Afterburner.

OBS.: Faça overclock por sua conta e risco. Overclock pode resultar em perda de garantia.


Consumo de energia

Começamos pelos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos com o mesmo sistema, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo, que da uma noção de quanto um sistema completo consome. Comparações com testes de outros sites podem gerar resultados bem diferentes devido mudanças de sistemas utilizados.

Os testes consistem no consumo mínimo do sistema, quanto ele em modo ocioso após o teste de carga máxima, nesse caso rodando o 3DMark através do modo Fire Strike Ultra.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos de 5 a 10W como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura

Mais um teste muito importante quando falamos de placas de vídeo, a temperatura do chip. Os testes consistem tanto com o sistema em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação dos FANs fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler mais recentes tendem a desligar os FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus, assim quando os FANs ficam desligados a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga os FANs.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do modo Ultra.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.

Abaixo algumas fotos da placa com uma câmera termal da Flir, mostrando a temperatura em algumas partes do corpo da placa e a ótima eficiência desse projeto da Gigabyte.


Aplicativos

Com o aumento de aplicativos que tiram proveito do poder de processamento de GPUs, atualizamos nossa bateria de testes com alguns dos softwares mais importantes do mercado.

Adobe Premiere CC 2021
O Premiere da Adobe é referência mundial quando falamos em software para edição de vídeos, e que em suas últimas versões também tem aproveitado do benefício dos GPUs para ajudar a acelerar a renderização. Abaixo o comportamento das placas comparadas:

SPECviewperf 13
A suíte de testes de aplicativos profissionais é composta por uma bateria abrangente de cenários que envolvem intenso uso de hardware para renderizar diversos usos, desde arquitetura, mineração e medicina. Rodamos dois testes, um com foco em performance em Maya e outro em SolidWorks.


3DMark

E se falamos em benchmarks, não poderíamos deixar de fora um dos mais icônicos testes do mundo, especialmente para desempenho de placas de vídeo, o 3DMark. Nossa bateria consiste em três testes, porém 2 deles mostram tecnologias que apenas modelos mais recentes de placas trazem, Ray Tracing (Port Royal) e DLSS (DLSS Feature Test).

Rodamos a versão mais recente do aplicativo da UL Benchmark (que comprou a Futuremark), sendo que todos os testes consideram a configuração padrão do perfil, sem mudanças. Abaixo, os resultados:


Testes em games

Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"

Assassin's Creed Valhalla
Game de mundo aberto tem amplos cenários e um benchmark com boa quantidade de personagens e estruturas, tornando um desafio tanto para o processador quanto para a placa de vídeo. O jogo usa o motor Ubisoft Anvil, uma evolução do AnvilNext 2.0 presente na série desde o Assassi'ns Creed Unity. A versão usada em Valhalla no PC é baseado na API DirectX 12.


Cyberpunk 2077
O sucesso de vendas mas desastre de críticas da CD Proejct RED tem como destaque o uso amplo de diversas tecnologias como o FidelityFX da AMD e tanto o DLSS quanto o Ray Tracing acelerado por hardware Nvidia RTX. No teste corremos pelas ruas movimentadas de Night City, tornando desafiante o trabalho tanto do processador quanto da placa de video, e trazendo esforço redobrado para a placa de vídeo quando o traçamento de raios de luz está habilitado.


Flight Simulator 2020
O novo simulador de voo da Microsoft chegou com um hype imenso e logo se tornou uma referência quando se trata de gráficos de alta qualidade, com cenários incríveis beirando a realidade em vários momentos, ideal para ver o comportamento de placas de vídeo. Apesar de ser um game recente e da Microsoft, a API utilizado ainda é DX11.


Forza Horizon 4
O game da Playground Games usa um motor gráfico próprio e, como exclusivo para sistemas da Microsoft, é totalmente desenvolvido para o DirectX 12. Esse game se destaca pelos excelentes gráficos e a capacidade de entregar bom nível de performance em múltiplos hardwares, inclusive alguns mais limitados.


Grand Theft Auto V
O jogo já é um clássico e após anos ainda segue firme como um dos games mais jogados. Baseado em DirectX 11, ele também traz uma noção de motores gráficos mais antigos baseados na ainda popular API da Microsoft. É um teste bastante exigente em processador, e memórias mais rápidas também tem impactos bastante perceptíveis. Para as palcas de vídeo modernas, já não é um grande desafio.


Rainbow Six Siege
O game da Ubisoft tem como pontos altos o uso da API de baixo nível Vulkan em sua implementação mais recente. Esse Esport demanda altas taxas de quadros para ser jogado de forma satisfatória, e costuma ser um dos games mais eficientes em alcançar esse desempenho em múltiplos componentes.


Red Dead Redepmtion 2
Game da RockStar, com belíssimos gráficos é uma boa referência para medir o comportamento das placas de vídeo. Nosso teste considera o game rodando sobre a API Vulkan, que se comporta muito bem tanto em placas AMD como NVIDIA.


Resident Evil Village
O game da Capcom usa a excelente RE Engine, motor gráfico que entrega resultados interessantes desde os hardwares high-end do PC quanto plataformas mais limitadas como o Nintendo Switch. O Resident Evil 8 traz como destaque cenários complexos e ricamente detalhados, com uso de Ray Tracing na iluminação dos cenários e com recursos como o FidelityFX disponíveis. Nos testes fazemos uma volta pelo Castelo Dimitrescu, uma das localidades mais pesadas e detalhadas do game.


Tom Clancy's The Division 2
The Division 2 usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, lidando com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela.


Watch Dogs: Legion
Game apoiado pela Nvidia é baseado no motor gráfico Disrupt e tem um amplo uso de tecnologias RTX, como o DLSS, e também possui o Ray Tracing, sendo acelerado tanto por hardware GeForce RTX quanto Radeon RDNA 2. Seu principal destaque é uma Londres futurista repleta de geometria e personagens, o que combinado com os efeitos de traçamento de raios de luz tornam um desafio e tanto rodar o game.


Gameplay em vídeo


Conclusão

Não há muita surpresa nos resultados. Se você leva a Ampere ao seu limite, dando mais largura de banda nas memórias, mais alimentação de energia, aumenta o TDP e dá uns núcleos CUDA a mais, o resultado é algo que excede a já impressionante RTX 3090. Por 5, talvez 10% na maioria dos casos e, em eventos isolados, um pouco mais, especialmente quando envolve DLSS e Ray Tracing.

Muito mais dinheiro, aquecimento, energia e largura de banda são capazes de entregar um pouquinho mais de performance

Vale a pena? Não vou pegar ninguém de surpresa que é óbvio que não. Sabemos como raramente o limite de uma arquitetura é interessante para a maioria dos consumidores. Conceitos como aquecimento, energia e principalmente preço são levados a extremos que fazem produtos mais modestos da linha parecerem mais sensatos. 

A GeForce RTX 3090 Ti é o máximo que a Nvidia pode extrair da Ampere e oferecer a usuários domésticos dispostos a pagar o que for necessário para dizer que tem esse produto. Aqui não é sobre os 5% de ganho de performance acima da RTX 3090, ou mesmo os 10 a 15% a mais que a RTX 3080 Ti. É sobre ter uma RTX 3090 Ti. Assim com comprar uma grife de roupa não é primeiramente sobre se vestir, ou comprar uma escuderia específica de automóvel não é sobre se deslocar, necessariamente.

Uma RTX 3090 Ti não é uma placa de vídeo para jogar, apenas. Possuir ela também tem o objetivo de passar uma mensagem

Fechando nossas impressões, a Gigabyte deu conta dessa besta que é o chip RTX 3090 Ti. Esse modelo conseguiu manter o altíssimo TDP sob controle. Ver um chip desse tamanho, entregando esse nível de desempenho e tudo com consumo de mais de 450W, mantendo a temperaturas abaixo dos 70ªC e as frequências acima dos 2000MHz durante o gameplay de forma estável nos leva a concluir que a Gigabyte está de parabéns. Porém se você curte LEDs em uma placa de vídeo, poderá se frustrar porque esse modelo ignorou totalmente esse tipo de característica.

Se o seu foco é performance máxima, ou tem dinheiro para ter o melhor e quer ser dono do melhor, hoje não há nada mais potente entre as GeForce do que a RTX 3090 Ti. Até para quem tem outros usos específicos, e precisa de muita VRAM, por exemplo, até para esses pode fazer mais sentido a RTX 3090.

PRÓS
4K no Ultra e games em 8K via DLSS
Recurso RTX como Nvidia Studio
Streaming e gravação acelerado por NVENC
Quantidade gigantesca de VRAM
Mais que uma placa, também uma ostentação em forma de hardware
CONTRAS
Muito mais cara que uma RTX 3090 por pouco ganho de performance
Ausência de LEDs pode
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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