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ANÁLISE: Gigabyte GD G5 - será que uma RTX 3050 é suficiente?

Modelo entrega boa performance e design, mas falha muito na bateria
Por Diego Kerber 08/05/2022 14:00 | atualizado 09/05/2022 14:57 comentários Reportar erro

O Gigabyte G5 GD é um notebook gamer intermediário com placa de vídeo GeForce RTX série 30 e processadores Intel Core, com as características que esperamos de um modelo gamer, como telas com altas taxas de atualização e um sistema de resfriamento para lidar com os chips de alta performance.

Site oficial do Gigabyte G5

Entre os destaques desse produto estão a grande quantidade de saídas de vídeo (3 ao total), uso de tecnologias recentes de conectividade com a atualização do WiFi6, teclado retroiluminado personalizável, sistema de arrefecimento Windforce com sistema duplo de fans e tela de 144Hz com 72% das cores do game NTSC.

Principais especificações do modelo testado:

- Nvidia GeForce RTX 3050 4GB GDDR6
- Intel Core i5-11400H
- Tela de 15,6" IPS 144Hz Full HD (1920x1080)
- 2x8GB DDR4 @3200MHz
- 512GB SSD M.2
- 361 x 258 x 25,1 ~ 31,8 mm
- 2,1kg
- R$ 7.699,00

- Nvidia GeForce RTX 3050 4GB GDDR6
- Intel Core i5-11400H
- Tela de 15,6" IPS 144Hz Full HD (1920x1080)
- 2x8GB DDR4 @3200MHz
- 512GB SSD M.2
- 361 x 258 x 25,1 ~ 31,8 mm
- 2,1kg
- R$ 7.699,00


Design

O Gigabyte G5 GD conta com um design extremamente neutro, com linhas retas e um acabamento plástico na cor preta. Aqui temos o uso de um projeto bastante básico que pode ser desinteressante para alguém querendo um produto "mais único", porém em contrapartida não impede em nada o funcionamento do produto.

Mesmo sendo genérico, o projeto do G5 tem seus méritos, como as bordas estreitas em torno da tela e o corpo relativamente compacto. Para os padrões de um notebook para jogos, esse produto da Gigabyte também é leve, junto com a fonte de 180W bastante compacta que acompanha o modelo.

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O teclado é completo, incluindo o teclado numeral na direita e está no padrão ABNT-2. Ele conta com retroiluminação personalizável, porém só é possível escolher uma única cor para todas as teclas. As teclas são confortáveis de usar e tem um bom deslocamento e feedback, mas algo que não me agradou é uma leve folga no teclado na parte central, afundando de leve quando pressionado. Não chega a ser problemático, mas mostra menos robustez na construção.

O touchpad é funcional, com boa área e responsivo, mas nada de excepcional.

Um dos pontos fortes do G5 é a conectividade. Ele conta com três entradas USB 3.1 Tipo-A, o padrão mais convencional, e ainda mais uma no Tipo-C, além de incluir o sempre bem-vindo mas muitas vezes abandonado leitor de cartões, extremamente útil para galera que trabalha no audiovisual. Ele se sobressai também nas saídas de vídeo, com impressionantes três opções: HDMI, mini-DisplayPort e o próprio USB Tipo-C com suporte a DisplayPort 1.4.


Hardware

O Gigabyte G5 GD conta com a gerações modernas de chips tanto de Intel quanto Nvidia. Na parte do processador temos o Intel Core i5-11400H, um excelente modelo com seis núcleos e 12 threads, com performance comparável ao de processadores de desktop - um artigo em breve sobre esse tópico está a caminho, inclusive. 

Já a GeForce RTX 3050 4GB é uma novidade por aqui, sendo essa a primeira análise de um produto com esse chip. A Nvidia trouxe reduções no chip para notebooks, comparado ao modelo de desktop, com apenas a metade da memória de vídeo e também menos unidades CUDA, além das óbvias restrições em frequências de operação que um notebook requer.

Em todas as versões que encontrei à venda no Brasil temos 16GB em dois módulos de memória, uma quantidade recomendável e também montada com dois canais de comunicação entre o processador e as memórias, o que é o ideal para o máximo de performance.

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Testes - Aplicativos

CineBENCH

V-Ray

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Adobe Premiere


3DMark

A tradicional ferramenta de benchmarks trás uma visão geral da performance do sistema encarando ciclos pesados tanto para chip gráfico quanto processador. Rodamos duas variações, que incluem o tradicional Firestrike e o mais moderno Time Spy, que faz uso da nova API DirectX 12.

Testes - Esports

Jogos do estilo competitivo são exigentes tanto no chip gráfico, que precisa fazer os quadros, quanto no processador, que precisa ter alto desempenho para dar conta de um gameplay com taxas elevadas de quadros.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: em jogos competitivos o ideal é buscar a taxa mais alta de quadros, de preferência acima dos 100fps 

Counter Strike: Global Ofensive
O game competitivo é baseado em DirectX 9 e, apesar das baixas exigências de performance na parte da placa de vídeo, por se tratar de um eSport, o ideal é alcançar altíssimas taxas de quadros - algo que traz alta carga tanto para CPU quanto GPU.


Rainbow Six Siege
O game recebeu uma atualização que disponibilizou a APU Vulkan. Apesar de leve, é um jogo exigente em CPU para atingir altas taxas de quadro.


Testes - Games pesados

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e abaixo dos 30 o jogo começa a ficar "não jogável."

 


Assassin´s Creed Valhalla
O game de mundo aberto da Ubisoft é muito exigente no hardware, tanto na complexidade das cidades e seu estresse para o processador quanto nos detalhes dos modelos e sua carga na placa de vídeo. Ele é baseado no motor gráfico AnvilNext 2.0, o mesmo implementando inicialmente em AC: Unity.


GTA V

Grand Theft Auto V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques boa qualidade gráfica. Ele é um dos games que mais faz uso do CPU, sendo um ótimo teste para ver o comportamento e diferença entre esse componente. 


Red Dead Redemption 2
Game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento de sistemas. Nosso teste considera o game rodando na API Vulkan, que se comportou melhor tanto em placas AMD quanto Nvidia.


Autonomia

Aqui está fácil o maior defeito do Gigabyte G5 GD. A duração de bateria é péssima, mesmo para os padrões de notebooks gamers, que devido a telas de alta atualização e hardwares de alta performance, não costumam se sobressair nesse aspecto. Mesmo considerando esse contexto, as menos de 2h de duração de bateria são um resultado muito ruim, para um uso leve do notebook.

Aquecimento e ruído

No arrefecimento temos um resultado próximo do habitual, com o processador estabilizando pouco acima dos 90ºC, enquanto a placa de vídeo GeForce RTX bateu 86ºC. Não é um valor ruim, especialmente considerando que as fans apresentaram uma baixa rotação e pouca produção de ruído ao longo do teste, mostrando que o sistema WindForce está bem dimensionado para esse conjunto de hardwares do modelo de testes.


Software

O software de ajustes do Gigabyte G5 GD é o Control Center, um aplicativo bastante simples e direto em suas funcionalidades. Ele não tem a melhor das interfaces, com um visual até bem datado, e também peca em não estar traduzido ou até mesmo não ter algumas telas com textos claros, mas cumpre o seu papel.

Através dele é possível trocar o modo de operação do notebook, com modos econômicos para estender a - sofrível - duração de bateria do notebook, balanceado ou modos mais agressivos das fans para máxima performance. Também dá para ajustar a velocidade das fans manualmente, trocar as cores da retroiluminação do teclado além de criar macros. 


Testes em vídeo


Conclusão

O chip RTX 3050 tem performance suficiente para jogar em Full HD, porém não para encarar tudo em qualidade máxima nessa resolução. Os 4GB de memória de vídeo leva o jogador a fazer ajustes, baixando texturas para a qualidade alta ou até mesmo média, dependendo do título. O chip gráfico também não tem performance para rodar tudo no Ultra, comportando melhor o ajuste Médio ou Alto.

Mas para a galera dos games competitivos não há problemas. Games como Rainbow Six Siege, COD:Warzone e PUBG rodaram em altas taxas de quadro e com boa qualidade gráfica, então esse notebook tem potencial de atender muito bem alguém de olho em franquias competitivas. 

Assim se formam dois cenários: se o foco é o competitivo, a RTX 3050 tem desempenho suficiente. Mas quem quer gráficos rebuscados em jogos de campanha, ou mesmo vai ligar em uma tela externa com mais resolução, o investimento adicional em uma RTX 3060 pode representar um ganho de até 60%, em games como Red Dead Redemption 2 em qualidade Ultra.

Falando do próprio Gigabyte G5, para a RTX 3050 e o Core i5 o notebook está bem dimensionado, produzindo pouco ruído e mantendo as temperaturas e as frequências estáveis em alta carga. Apesar do visual meio genérico, o teclado tem boa qualidade e especialmente o display tem boa imagem, então é um bom produto para uso, especialmente por ser ligeiramente mais leve que rivais.

O problema é na autonomia. Mesmo para os padrões de um notebook gamer, ter pouco mais de 2h de duração de bateria é um resultado horroroso. Esse é um notebook que mesmo em uso leve vai logo precisar ir para a tomada, algo que outros modelos gamers já conseguem dispensar nesse uso cotidiano. Tirando esse defeito, é um produto bastante competente e com boa performance, mas tem rivais como o Dell G15 eventualmente custando mais barato, o que pode pesar em favor desses competidores.

PRÓS
Boa performance em games e aplicações profissionais
Ótima tela de 144Hz
Atualizado com WiFi6
Leitor de cartão e três possibilidades de armazenamento
Três saídas de vídeo
Teclado no padrão brasileiro com numéricos e iluminação personalizável
CONTRAS
Visual genérico
Preço mais alto que concorrentes
Sem performance suficiente para cravar Full HD/Ultra em games pesados
Faz mais sentido pegar a versão com RTX 3060
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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